Concurso de mobilidade interna penaliza dezenas de docentes do distrito

Braga, Ensino

autor

José Paulo Silva

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Dezenas de professores do distrito de Braga foram afectados pela alteração das regras de colocação na mobilidade interna, tendo sido colocados a dezenas ou centenas de quilómetros de casa. Particularmente prejudicados com a retirada do concurso dos horários incompletos estão docentes de Educação Física e Educação Especial.

Ana Guimarães, que leccionou no ano lectivo 2016-2017 na freguesia de Pedome, concelho de Vila Nova de Famalicão, foi agora colocada em Montalegre, a quase cem quilómetros de casa.
Esta docente bracarense, uma das dinamizadoras do grupo ‘Luta por um Concurso de Professores mais Justo’, dá voz à “surpresa, consternação e revolta nestes professores, pois as regras do concurso foram alteradas no seu final, quando, a julgar pelos concursos decorridos na última década, nada fazia prever esta súbita e incoerente decisão”, que levou “professores menos graduados a ocupar horários em escolas às quais os primeiros deveriam ter tido acesso”.

Marta Alves, também professora de Educação Física em escolas do distrito de Braga nos últimos anos lectivos, dá este ano aulas em Pinhel, enquanto a sua colega Tânia Costa foi colocada em Gouveia.
Maria João Costa, igualmente do grupo disciplinar de Educação Física, transitou da Escola Dr. Francisco Sanches, em Braga, para Figueira de Castelo Rodrigo.

Estes docentes lembram que “não têm direito a qualquer tipo de apoio monetário no que diz respeito a transportes, habitação ou despesas de representação”, alertando para “o grave prejuízo profissional, emocional e familiar que advém” do que consideram terem sido “irregularidades” cometidas pelo Ministério da Educação com a alterção das regras de colocação na mobilidade interna.

A contestação dos professores afectados levou a que o Ministério da Educação anunciasse que em 2018 haverá lugar a um concurso de mobilidade interna para que os profissionais lesados possam “corrigir” a sua situação.
Os dinamizadores do grupo Luta por um Concurso de Professores mais Justo’ entendem que não cometeram nenhum erro e que a legalidade da proposta governativa “ainda está por averiguar”, já que “ainda não há legislação que suporte e regularize esse concurso”.

Para além disso, “a acção não vai corrigir as injustiças vividas este ano lectivo nem libertar vagas nas escolas para as quais estes professores manifestaram preferências e deveriam ter tido acesso”.
Em contrapartida, o grupo de professores aponta “a necessidade obrigatória de legislar um concurso único já para 2018 que obedeça à lista graduada”, a par da “colocação administrativa dos professores lesados este ano lectivo”.

Ana Magalhães não entende que, estando colocada em 234º lugar na lista graduada, tenha este ano ficado impossibilitada de concorrer a horários lectivos em escolas de Braga, que acabaram ocupados por colegas com classificação muito inferior.

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