Viana do Castelo: Planos de ordenamento florestal entram em discussão pública

Alto Minho

autor

José Paulo Silva

contactar num. de artigos 2200

Num momento em que o sector florestal vive um momento “difícil e de desconfiança”, o secretário de Miguel João de Freitas anunciou ontem, em Viana do Castelo, que os planos regionais de ordenamento da floresta vão estar prontos no início de 2018, entrando em consulta pública ainda este ano.

Na abertura do 8º Congresso Florestal Nacional, Miguel João de Freitas considerou que os planos regionais de ordenamento da floresta são “a porta de entrada” para a reforma do sector, processo que comparou a um “labirinto” em que “o conhecimento e a investigação são a porta de saída”.

“O labirinto enquanto imagem da dificuldade e de desafio. Da necessidade de sermos capazes de, a cada momento, darmos o passo certo e seguro. Em tempos destes estamos muito propícios à precipitação. Este é o momento para reflectirmos e para, acima de tudo, percebermos onde estão os chamados adjacentes possíveis. Isto é, onde temos a nossa margem de manobra “, defendeu o governante perante os participantes no congresso organizado pela Sociedade Portuguesa de Ciências Florestais, Instituto Politécnico de Viana do Castelo e as associações florestais do Lima e Minho, apontando o reconhecimento do “erro como outra imagem do labirinto”.

O secretário de Estado propôs que o planeamento florestal “tem de subir de escala para as associações de municípios e comunidades intermunicipais”, sem que isso faça esquecer “o efeito de proximidade” que deve ser assegurado “pelas associações de produtores florestais”.
O governante chamou a atenção para o milhão de hectares em Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) e os 500 mil hectares em baldios como activos para se construir “uma nova relação, estratégia e novos contratos programas”. Nesse sentido anunciou “um percurso de reuniões em todas as regiões para perceber as necessidades concretas”.

Miguel João de Freitas anunciou também “uma profunda alteração dos instrumentos financeiros para apoiar a floresta, através da reprogramação do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) com o objetivo de regionalizar os fundos” e apontou a criação das Entidades de Gestão Florestal como “elemento essencial para dar valor à floresta”, que disse representar “um activo de 220 milhões de euros” em Portugal.

vote este artigo


 

Comente este artigo

Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.

comentários

Não existem comentários para este artigo.

Últimos artigos das categorias relacionadas

Tempo

Classificados

Edição Impressa (CM)

Edição Impressa (MF)

Newsletter

subscrição de newsletter

mapa do site

2008 © todos os direitos reservados ARCADA NOVA - comunicação, marketing e publicidade, S.A. | concept by: Cápsula - soluções multimédia