Serviços municipais devem cuidar melhor do espaço público

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José Paulo Silva

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A criação do novo pelouro de Gestão e Conservação do Espaço Público visa dar “uma resposta mais célere e eficaz” dos serviços municipais às solicitações dos munícipes, explicou o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, convidado da última edição do programa ‘Da Europa para o Minho. “Ninguém, ostensivamente, descuida uma cidade. Ninguém quer a cidade mais suja, mais buracos na rua ou árvores por podar”, alegou o edil, considerando “importante que os serviços municipais cuidem melhor da cidade”.

No programa da Rádio Antena Minho, conduzido pelo jornalista Paulo Monteiro e com a participação habitual do eurodeputado José Manuel Fernandes, o edil bracarense reconheceu que “o aumento de eventos e iniciativas e o acréscimo de visitantes que a cidade vai tendo causa desgaste adicional de determinadas zonas”, o que “obriga a que os serviços municipais respondam de forma mais célere”.

Ricardo Rio adiantou que “o novo pelouro vai tentar acompanhar de forma mais próxima todas as ocorrências e responder, de forma mais cabal, a cada uma das solicitações com uma acção mais preventiva, de modo a que o espaço público seja melhor conservado”.
A propósito, anunciou que “uma das grandes revoluções que vai existir nos próximos quatro anos é a alteração drástica do sistema de recolha de lixo com o sistema de contentorização”, ou seja, “a recolha de lixo porta a porta vai ser substituído através de um concurso internacional, que já foi lançado, para a aquisição de contentores na malha urbana”.

Sobre a passagem do pelouro das freguesias para a sua directa responsabilidade neste segundo mandato, Ricardo Rio afirmou que a decisão “visou olear” a relação do Município com aquelas autarquias “dentro de um espírito de total lealdade e de ausência total de discriminação”.
Ao mesmo tempo, disse, procurou-se aliviar o vice-presidente da Câmara Municipal, Firmino Marques, dessa responsabilidade, atendendo à “sobrecarga” que o mesmo já tem com pastas como as Obras Municipais, Políticas Sociais e Protecção Civil.

Para o mandato que agora está a iniciar, Ricardo Rio apresentou como grande desafio prosseguir com a política de atracção de investimento privado.
“Dentro das nossas prioridades, o principal objectivo é continuar a captar empresas e apoiar os projectos de expansão das que já cá estão instaladas”, precisou, reconhecendo que “não há capacidade de resposta do mercado” para a instalação de novas unidades empresariais, pelo que definiu o ‘Innovation Arena’ como “um projecto emblemático que vai permitir acolher empresas de tecnologia limpa junto à Universidade do Minho. “Tem havido uma procura muito grande de empresas nacionais e internacionais”, adiantou o edil bracarense.

O meio ambiente e o património, sendo consideradas “áreas que estavam bastante descuradas, têm de ser continuadas e fortalecidas no actual mandato autárquica”, declarou Ricardo Rio no programa ‘Da Europa para o Minho’.

CIM Cávado é exemplo de total colaboração e empenho de autarcas

“A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Cávado é um exemplo muito positivo do trabalho em rede de municípios de proximidade. Há muitas CIM que são meras estruturas administrativas, desarticuladas, sem qualquer tipo de compromisso dos autarcas. Uma vantagem da CIM Cávado é uma total colaboração e empenho dos autarcas para projectos em comum”, assumiu o presidente da Câmara Municipal, recentemente reeleito para aquela associação de municípios.

Ricardo Rio assume que “há na CIM Cávado massa crítica para continuar em conjunto a potenciar o crescimento desta região”, agora que as comunidades intermunicipais “têm vindo a assumir novas responsabilidades, como é o caso da gestão intermunicipal dos transportes, a eficiência energética e o apoio ao empreendedorismo”.
Como exemplo da dinâmica da CIM Cávado, o edil apontou, na programa ‘Da Europa para o Minho’, “os conselhos de vereadores criados para encontrar, à margem dos financiamentos comunitários, projectos em comum”.

Numa primeira avaliação à proposta de Orçamento de Estado para 2018, Ricardo Rio referiu que a mesma mantém “uma das grandes falhas que podemos apontar aos sucessivos governos: o desinvestimento público na promoção de uma coesão territorial acrescida com a criação de valências fundamentais que não são elegíveis a fundos comunitários, como é o caso das acessibilidades”.

O presidente da Câmara Municipal de Braga notou que o concelho tem “áreas de localização empresarial que carecem de ligação às redes de comunicação que servem o território” e que “a ligação interior Braga-Vila Verde-Ponte da Barca precisa de ser requalificada”.
Rio sublinhou a gravidade da utilização de financiamento comunitário dirigido às CIM e câmaras municipais, funcionando estas como “barrigas de aluguer de investimentos que deveriam ser assumidos directamente pelo Estado”, nomeadamente nas áreas da Cultura e do Património.
Ricardo Rio perspectivou para 2020 a entrada em “pleno funcionamento” do renovado S. Geraldo, espaço que funcionará como centro media arts, no quadro da recente nomeação de Braga como Cidade Criativa da UNESCO nesta área.

“Julgamos que a media art é a dimensão que mais traduz o código genético da cidade: junta a cultura e a criatividade a uma componente tecnológica e ao empreendedorismo dos nossos jovens. Casar tecnologia com arte e inovação com cultura é o que as media arts promovem”, alegou o autarca.
Já o título de Capital Europeia do Desporto 2018, que o Município recebe, formalmente, no dia 6 de Dezembro, em Bruxelas, o edil entende que o mesmo não foi conquistado “apenas pela qualidade das infra-estruturas desportivas, pela qualidade competitiva das colectividades ou pelo volume de eventos realizados”, antes é o reconhecimento de “uma cidade que promove o desporto para todos”.

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