Concelho recordou vilaverdenses que participaram na I Guerra Mundial

Cávado

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Miguel Viana

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A Câmara Municipal de Vila Verde e o Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes inauguraram ontem, na Praça da República, uma lápide evocativa em memória dos vilaverdenses falecidos na I Guerra Mundial (1914 - 1918). Ao todo, foram 68 os soldados de Vila Verde mortos em combate.
António Vilela, presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, lembrou as duras condições que os soldados vilaverdenses encontraram nos campos de batalha.

“Foram cerca de 400 jovens de Vila Verde que partiram no âmbito da I Guerra Mundial. Pertencerem a uma estrutura que não falava português, provavelmente a maior parte deles não sabia ler nem escrever e tiveram de participar num cenário hostil, até em termos climáticos. Muitos perderam a vida. Não podemos, por isso, esquecê-los”, salientou António Vilela.

O autarca vilaverdense frisou ainda que a homenagem que ontem foi prestada “pretende criar um momento de sensibilização e de alerta para todos aqueles que hoje partilham a paz como um dado adquirido. No nosso país temos essa paz, mas pelo mundo há, ainda, muita guerra. Estejamos conscientes dos efeitos nefastos da guerra. Cumpre-nos formar as pessoas sobre a importância de viver em paz. Não perdermos a nossa memória é fundamental para projectarmos o futuro”.

Para o Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, representada pelo secretário António Oliveira, a homenagem assume especial importância para perpetuar a memória dos que participaram no conflito mundial. “Há que manter essa imagem viva para as novas gerações não esquecerem as atrocidades de uma guerra. É importante manter esta memória da I Guerra Mundial”, disse.

Os militares vilaverdenses integraram a Brigada do Minho, que participou na Batalha de La Lys.
A inauguração da lápide integrou as comemorações do centenário da I Grande Guerra no concelho de Vila Verde, iniciadas na sexta-feira, com a apresentação do livro ‘Vilaverdenses n I Grande Guerra (1914 - 1918), da autoria de Albino Penteado Neiva.

Uma publicação, que a Liga dos Combatentes considera que “vai passar de geração em geração. É a maneira que tem mais força de manter a memória destes combatentes todos”, disse António Oliveira.
O eurodeputado José Manuel Fernandes, que foi o apresentador do livro, disse, à margem da inauguração da lápide, que a publicação “transporta-nos para um tempo difícil e obriga-nos a conhecer uma história muitas vezes esquecida. Por trás destes números estão pessoas, estão famílias, estão sonhos. Dos 68 vilaverdenses que faleceram na Grande Guerra, 41 morreram em Moçambique, 10 morreram a caminho de casa e foram lançados ao mar. Setenta e nove ficaram prisioneiros nos campos de concentração alemães, há 16 vilaverdenses sepultados em França. São os nossos maiores que tudo deram pela pátria e por vila verde.”

A cerimónia de inauguração da lápide foi acompanhada por vários populares, alguns dos quais identificaram os nomes de familiares entre os nomes que constam na inscrição.
“O meu avô morreu em França e está aqui o nome dele. Esta obra dignifica Vila Verde”, considerou Alberto Pereira, com alguma emoção. Também João Costa se mostrou orgulhoso por o nome do tio constar da lápide evocativa. “Ver aqui um tio meu de Valbom S. Pedro, José António Campos é um grande orgulho.”

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