Zeinal Bava garante que não falou com Governo sobre negócio PT/TVI

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Lusa

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O presidente da comissão executiva da Portugal Telecom, Zeinal Bava, garantiu hoje que não falou com o Governo sobre a compra da TVI e que o negócio não se realizou porque a empresa considerou inoportuno devido à mediatização.

'Eu não falei com o Governo sobre esta transação', disse Zeinal Bava, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social, nomeadamente através da compra da TVI pela PT.

Sublinhando que a sua 'tutela é o conselho de administração da PT', Zeinal Bava garantiu que na comissão executiva da empresa de telecomunicações 'não existe filiação política' e que 'o que importa são os resultados e o código de ética da empresa'.

Ressalvando que o interesse na Media Capital não desapareceu, Zeinal Bava explicou que 'a mediatização do caso' levou a comissão executiva e o conselho de administração a decidir não agendar o negócio.

'O negócio nunca acaba, está em permanente evolução. O que decidimos é que não era oportuno agendar o negócio porque considerou-se que a mediatização do caso chegou a um limite que não podíamos ignorar e não havia condições para fazer negócio', afirmou.

Segundo referiu, a PT e a Media Capital têm 'inúmeras conversas', sendo que a 19 de junho do ano passado e sabendo que o grupo de media estava vendedor de uma participação minoritária, 'esboçámos conversações' para chegar a acordo.

'Íamos nomear 3 administradores em 9, não íamos nomear o presidente do conselho de administração, íamos ter um elemento na comissão executiva com o pelouro financeiro', explicou.

Dois dias depois de ter 'esboçado a possível transação, informei o dr Henrique Granadeiro' até porque 'tenho uma relação com ele que é mais informal do que tipicamente', contou Zeinal Bava, acrescentando que a negociação era muito atrativa para PT e criava valor para quem vendia'.

Nesse dia, domingo 21 de junho, 'o dr Henrique Granadeiro, que tem uma larga experiência política, chamou-me à atenção que o enquadramento político era capaz de ser complicado mas não me preocupei demasiado com isso'.

No dia 23 do mesmo mês, terça feira, 'houve uma fuga de informação e respondemos com um comunicado à CMVM que dizia que estávamos a analisar vários cenários com a Media Capital e não tínhamos chegado a acordo', lembrou, adiantando que 'depois houve uma série de precipitações que nos levou a concluir que não era oportuno chegar a esta compra'.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico ***

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