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AADVDB: 23 anos a lutar pelos interesses dos deficientes visuais
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AADVDB: 23 anos a lutar pelos interesses dos deficientes visuais

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Cávado

2019-01-20 às 06h00

Lurdes Marques

Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga assinalou ontem o 23.º aniversário. Comemoração ficou marcada por assinatura de protocolo com a ANICDV.

As comemorações do 23.º aniversário da AADVDB - Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, no dia de ontem, ficaram marcadas pela assinatura de um protocolo entre a instituição e a Associação Nacional para a Inclusão dos Cidadão com Deficiência Visual (ANICDV), de Lisboa.
A deficiência visual, e como explica o protocolo agora assinado, é, actualmente, um dos factores potenciadores de situações de discriminação, de desigualdade de oportunidades, de exclusão e de isolamento social, sendo que a caracterização da população com deficiência visual revela a existência de problemas sociais que vêm impedindo a sua emancipação e consequente integração plena na comunidade e valorização pessoal.
A partir de agora, a reunião de esforços, recursos e experiências, entre as duas entidades signatárias, permitirá atenuar e debelar as dificuldades com que se debatem as pessoas com deficiência visual.
As duas entidades comprometem-se a realizar actividades de sensibilização, informação, culturais e de lazer, com vista a informar, reabilitar e apoiar as pessoas cegas, ou com baixa visão, suas famílias, técnicos de reabilitação e docentes de educação especial na área da visão.
Fátima Moniz, secretária da direcção da AADVDB, e Jorge Leite, da ANICDV, assinaram o protocolo de parceria.
Alegria e tristeza marcaram o discurso de Domingos Silva, presidente da direcção da AADVDB. Tristeza pela partida inesperada dum grande amigo da instituição – Adelino Pereira, que se encontrava radicado na Suíça, e que partiu de forma inesperada. Alegria, pela homenagem a Ana Paula Sepulveda, oftalmologista, por todo o apoio dado aos utentes da Associação de Invisuais, com Domingos Silva a dar nota da gratidão e reconhecimento pela colaboração prestada. Em momento oportuno, o fotógrafo Manuel Ferreira (Pitães), que não pode estar presente, receberá o diploma de sócio honorário.
Recordado o ano findo, Domingos Silva relembrou alguns dos momentos que o marcaram, nomeadamente a visita do Ministro da Segurança Social, assim como a aprovação, pelo Instituto Nacional de Reabilitação, do CAVI – Centro de Apoio à Vida Independente.
“É isto que é a nossa instituição. Temos que continuar a lutar, com novos projectos, sempre defendendo os deficientes visuais”, referiu Domingos Silva, agradecendo a várias entidades que apoiam aquela entidade, nomeadamente Câmara Municipal e Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, tendo deixado a esta última, na pessoa do seu Provedor e presidente do Conselho Fiscal da AADVDB, o desafio para o estabelecimento de um protocolo entre ambas as entidades.
Já Humberto Carneiro, presidente do Conselho Fiscal, destacou o papel importante do presidente Domingos Silva, pela sua dedicação e trabalho, o presidente do Conselho Fiscal deu nota de alguns números: em Portugal, dos 630 mil deficientes, 135 mil são portadores de deficiência visual, sendo que os números mundiais são mais aterradores.
Munindo-se de dados que resultaram de um estudo publicado, há dias, em Inglaterra, Humberto Carneiro, apontou que, em 2050, em todo o mundo, os deficientes visuais representam 115 milhões, num salto de 80 milhões em apenas três décadas.
Salientando a importância da instituição e do protocolo agora assinado, Humberto Carneiro mostrou-se disponível para, juntamente com Domingos Silva, encontrar pontos de equilíbrio para formalizar um protocolo.
Joaquim Barreto, presidente da Assembleia Geral, referiu que “Há uma luta grande para não se sentirem diferentes, para serem iguais. Essa luta tem tido bons resultados. Todos nós nos devemos orgulhar e reconhecer o trabalho que a associação realiza. Destacou ainda a capacidade de interagir de Domingos Silva, que vive intensamente os problemas da associação e os problemas da sociedade.
Também Avelino Silva, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, evidenciou a importância desta associação: “Já lá vão 23 anos quando um jovem povoense, muito determinado e interventivo, não se deixou vencer pelas dificuldade da visão que lhe fugiu. Conheço muito bem o percurso desta associação e, acima de tudo, conheço bem o esforço diário que o seu presidente faz para manter uma dinâmica muito positiva ao serviço dos Invisuais. Ser presidente de Câmara num concelho com muitas e boas associações, é ter o trabalho mais facilitado e uma enorme segurança. A Póvoa de Lanhoso pode e deve orgulhar-se das suas associações, pois, do seu trabalho resultam muitas respostas fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos povoenses”.

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