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Braga, segunda-feira

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Adoptado por alguns, o rio que nasce e percorre a cidade tem que ser de todos
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Adoptado por alguns, o rio que nasce e percorre a cidade tem que ser de todos

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Adoptado por alguns, o rio que nasce  e percorre a cidade tem que ser de todos

Braga

2019-08-18 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Projecto Rios foi abraçado, no concelho de Braga, por mais de três dezenas de entidades, empresas e cidadãos que assumiram a missão de promover e conservar um troço do Rio Este. Mas se ser adoptante tem obrigações, ser cidadão também tem.

Há pelo menos sete entida-des/grupos de cidadãos interessados em adoptar um troço do Rio Este, só na área do concelho de Braga, o que leva a Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) - que gere o Projecto Rios - a querer avaliar os adoptantes activos.
No âmbito do Projecto Rios, cidadãos, associações, escolas e até empresas foram desafiadas a adoptar um troço do Rio Este.
O projecto, que teve em 2015 o ano do impulso com o Município de Braga a assumir o papel de dinamizador, foi um sucesso com 18 quilómetros de rio e um total de 36 adoptantes.
O vereador do Ambiente, Energia e Desenvolvimento Rural, Altino Bessa, confirma que Braga é um dos municípios do país com mais troços do rio adoptados, havendo inclusive entidades e cidadãos que quiseram associar-se ao projecto e adopta- ram outras linhas de água, nomeadamente afluentes do Rio Este e do Rio Cávado.
O projecto que surgiu para unir as pessoas à volta dos rios, ajudando a monitorizá-los e limpá-los, compromete os adoptantes com duas acções anuais: uma de monitorização e outra de limpeza.
O adoptante pode ainda realizar uma melhoria que pode ser uma plantação de árvores; outra limpeza ou até um piquenique para sensibilizar.
Por exemplo, por altura do "Reflorestar Braga", o Município desafia os adoptantes do Rio Este a plantar árvores na galeria ripícola.
O Município de Braga assumiu, também, a formação associada ao projecto Rios, privilegiando os adoptantes que rece- beram um kit com material.
Os adoptantes têm que remeter os dados das acções anuais à ASPEA que servem para monitorizar o estado dos rios e a sua evolução, mas nem todos têm cumprido este requisito.
Os adoptantes mais activos são as escolas que aproveitam o projecto ‘Rios’ para aulas de campo, além da componente da sensibilização ambiental.
Altino Bessa reconhece que há adoptantes menos activos e admite que, à falta de provas de actividade, poderão ser substituídos, já que há outros interessados em adoptar um troço do Rio Este.
O vereador do Ambiente admite que “a lógica de voluntariado pode esmorecer o interesse pelo projecto”.

Em 13 pontos
Monitorização oficial da qualidade
da água e descargas ilegais
Todas as semanas são recolhidas amostras de agua para a monitorização da qualidade da água do rio Este na área do concelho de Braga.
Esta monitorização é feita em 13 pontos, desde a nascente do rio, em Este S. Mamede, até à freguesia de Arentim, onde o Este deixa o concelho. As análises incidem em dois parâmetros biológicos - escheria coli e enterococus intestinais – e permitem aferir a qualidade da água do rio e detectar os locais mais críticos.
A par destas análises, o Município de Braga possui ainda sondas de qualidade da água do rio Este, instaladas entre Gualtar e Ferreiros, que realizam a leitura de parâmetros qualitativos como ph, a condutividade, o oxigénio dissolvido, o potencial de redução e a temperatura.
Sempre que se verifique alguma situação de poluição do rio, pede-se aos munícipes que alertem imediatamente as entidades responsáveis através dos seguintes contactos: PSP (área urbana) 253 200 420; SEPNA da GNR 253 203 030; AGERE 253 205 000.
Quando uma descarga é fiscalizada a tempo, a probabilidade de encontrar o infractor é maior, alerta o município de Braga.
O Rio Este tem sido alvo de várias descargas, uma situação a que os cidadãos estão cada vez mais atentos, denunciando, mas muitas vezes apenas nas redes sociais.

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