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“Aqui fomos sempre muito felizes”

Braga

2019-09-22 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Alunos da década de 80 do antigo Liceu Sá de Miranda reuniram-se, ontem, pelo segundo ano consecutivo. Cerca de 300 antigos alunos aceitaram o desafio e visitaram a escola, comeram a famosa sêmea e jantaram.

Porque o antigo Liceu Sá de Miranda foi uma “verdadeira casa” e ali foram “sempre muito felizes”, os ex-alunos da década de 80 voltaram a reunir-se ontem para “recordar os bons velhos tempos”. Depois do sucesso do primeiro encontro, realizado no ano passado em Junho, Manuel Ferreira, Luís Barreiro, Paulo Aragão e Carlos Louro voltaram a promover o convívio a “pedido de muitos” que não tiveram oportunidade de estar no primeiro. No futuro, os encontros poderão ser realizados de dois em dois anos.

“Tivemos uma vida fantástica no liceu e queríamos rever os colegas desse tempo e, aproveitando as novas tecnologias, conseguimos chegar a muita gente”, começou por assumir Manuel Ferreira, adiantando que a página que criaram já conta com cerca de três mil alunos.
Organizar um evento desta natureza é “uma grande responsabilidade” e o que se pretende, no final “é que corra tudo bem”, atirou, entretanto, Luís Barreiro, destacando a presença de Agostinha Silva, chamada carinhosamente por todos, na altura, de ‘Badalhoca’, com a famosa sêmea. “Foi o meu pai que inventou a sêmea e é um orgulho ter esta memória que é de todos aqui”, confidenciou.
Carlos Louro e Paulo Aragão, que também organizaram este segundo encontro, admitiram que este é “um momento de reavivar amizades e conhecimentos parados há mais de 35 anos”. E apesar de todos terem tido “percursos diferentes”, cinco minutos depois de se juntarem “tudo voltou a ser igual”. “É a escola que nos une e isso nota-se nos sorrisos de todos que encontrar aqui hoje (ontem)”, constataram.

Quem não voltou a faltar ao encontro foi Agostinha Silva, que tinha no n.º 195, na rua mesmo em frente ao liceu, “o ponto de encontro e símbolo da escola”. Tal como o Sr. Domingos, proprietário da tasca, situada ao mesmo ao lado. “Estes malandros colocaram-me o nome de ‘badalhoca’ e ao Mingos de ‘badalhoco’”, lembrou Agostinha Silva, recordando que, na altura vendia 200 sêmeas por dia, que eram partidas em quatro, e que os jovens gostavam que fosse acompanhada com chouriço, fiambre, mortadela, queijo ou marmelada. A sêmea, vendida a 25 tostões, era servida com laranjada do Sameiro.
“Mal tocava a campainha, ouvia os malandros a descerem as escadas da escola e já tinha tudo preparado para eles”, recorda com emoção. Saudades desse tempo? “Oh, se tenho”, revelou com os olhos em água. “E foi tão bom encontrar a canalha, foi tão bom”, acrescentou.

O sub-director do Agrupamento de Escolas de Sá de Miranda, Nuno Fernandes, registou com “muito orgulho” mais um encontro de antigos alunos do antigo liceu. “Este é o reconhecimento do trabalho feito na escola e serve de exemplo aos alunos de hoje para perceberem que este é o tempo de terem várias recordações para sempre e é aqui e agora que fazem grandes amizades para a vida”, assegurou o professor de Informática.

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