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Associação ARCUM divulga património através da ‘Canção Bracarense’
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Associação ARCUM divulga património através da ‘Canção Bracarense’

“Temos que fazer pela vida e ser competentes”

Associação ARCUM divulga património através da ‘Canção Bracarense’

Ensino

2019-03-18 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Evento juntou dezenas de pessoas na Igreja do Carmo e deu a conhecer o cancioneiro tradicional do concelho de Braga. Vereadora da Cultura, Lídia Dias, salientou a junção do património imaterial com o património religioso.

A ARCUM - Associação Recreativa e Cultural Universitária do Minho levou ontem até à Igreja do Carmo, a quarta edição da ‘Canção Bracarense’.
Perante uma igreja quase cheia, a associação deu a conhecer algumas das canções que integram o cancioneiro bracarense, no intuito de divulgar a cultura e o património do concelho. “Fazemos uma viagem pelos diferentes cancioneiros da região e pelas tradições do calendário dos nossos antepassados. Desde o ‘Botar das Almas’ até à Romaria, passando pelos cantares do campo e outros cantares de inspiração religiosa”, afirmou André Marcos, presidente da ARCUM.
O mesmo responsável explicou que o concerto ‘Canção Bracarense’ tem decorrido em diferentes igrejas da cidade, não só “por causa da acústica”, mas também para dar a conhecer o património religioso.
“A ‘Canção Bracarense’ acaba, também, por atrair as atenções para diferentes igrejas. Já percorreu quatro igrejas, e acaba por juntar o melhor dos dois mundos (cancioneiro e património religioso)”, considerou o presidente da ARCUM.

A edição deste ano ficou marcada pela homenagem feita a um colaborador da ARCUM. “Este ano temos uma breve homenagem a alguém que já cantou connosco, no Grupo de Dume, o senhor José Manuel, que faleceu o ano passado”, frisou André Marcos.
Em destaque estiveram canções como ‘O Malhão da Roda Nova’ (de Tebosa), ‘O Malhão Velho’, cantares polifónicos, um romance, o ‘Botar das Almas’ e a Romaria de S. João de Braga.
“É importante trazer esse material dos cancioneiros para o público’, considerou André Marcos.
Entre a assistência esteve a vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Braga.
Lídia Dias salientou que a iniciativa ‘Canção Bracarense’ é já uma marca cultural da cidade.

“É uma forma de mostrar o nosso património. A questão fulcral é poderem passar a recolha feita do cancioneiro do Baixo Minho e mostrarem nesta roupagem, um pouco mais solene, porque há músicas próprias para serem cantadas num templo”, realçou Lídia Dias.
A ARCUM nasceu em 1991 e?é formada pelos seguintes grupos: Bomboémia - Grupo de Percursão da Universidade do Minho; Grupo Folclórico da Universidade do Minho; Grupo de Música Popular da Universidade do Minho; Grupo de Poesia da Universidade do Minho: Tuna Universitária do Minho e Tun’ao Minho - Tuna Académica Feminina da Universidade do Minho.

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