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Ensino

2019-04-12 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Para uma universidade nova é o lema do programa comemorativo dos 50 anos da Crise Académica de Coimbra de 69. O programa contempla 9 actividades que culmina com o concerto com os Canto D´Aqui que visa comemorar o dia da Assembleia Magna que decidiu a greve aos exames.

“Para mim foi o primeiro dia do resto da minha vida depois daquele 17 de Abril de 1969”, recorda Henrique Barreto Nunes aquele o dia em que os estudantes de Coimbra começaram a Revolução de Abril (5 anos antes do 25 de Abril de 74).
A exposição documental ‘Os papéis da/na crise de Coimbra de 1969’ na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, organizada por Henrique Barreto Nunes, marca o início do programa comemorativo dos 50 anos da Crise Académica de Coimbra, 1969.
Sob o lema ‘Para Uma Universidade Nova’, a Civitas Braga -Associação de Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos, a Fundação Bracara Augusta, a Universidade do Minho e Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva assinalam com um conjunto de eventos a Crise Académica de Coimbra de 1969.

“Solidariedade é a palavra-chave para que se passou em Coimbra e a consciencialização política que surge após um processo muito mal conduzido pelas autoridades da altura”, afirma Henrique Barreto Nunes enquanto conduzia a exposição ‘Os papéis da/na crise de Coimbra de 1969’ que assenta em documentos originais e um conjunto de fotografias da época. “Há 50 anos, o papel era essencial para informar, mobilizar, para dar ânimo e servia de pretexto para debate. Esta exposição mostra um conjunto variado dos comunicados da Associação Académica, dos boletins produzidos pelas diversas faculdades e outros textos solidários da Universidade de Lisboa com a de Coimbra”, explicou Barreto Nunes, destacando “três pequenos núcleos da exposição onde se podem ver caricaturas e desenhos humorísticos que marcaram a crise; recortes da comunicação social sujeita à censura; e um pequeno núcleo com uma carta aberta dos democratas de Braga dirigida ao presidente do Conselho de Ministros a expor a situação e a reclamar justiça para os estudantes e uma carta dos pais de Braga a pedirem que houvesse uma segunda época de exames”.

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