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Caminha: Socorro transfronteiriço carece de coordenação entre entidades
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Caminha: Socorro transfronteiriço carece de coordenação entre entidades

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Caminha: Socorro transfronteiriço carece  de coordenação entre entidades

Alto Minho

2019-03-16 às 09h00

Miguel Viana Miguel Viana

Simulacro de colisão entre avião de combate a incêndios e ferry-boat Caminha - La Guardia (Galiza) a meio do rio Minho, juntou meios de socorro portugueses e galegos de diversas instituições.

O socorro na fronteira com a Galiza precisa de ser melhor coordenado. A posição foi assumida pelo comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Costa, no final do simulacro de acidente envolveu o ferry boat Caminha - Lá Guardia (Galiza) e um avião de combate a incêndios florestais.
A embarcação, com 22 pessoas a bordo (16 passageiros e seis tripulantes) fazia a travessia do rio Minho, quando foi atingida por uma avião de combate a fogos florestais, que enchia os depósitos de água no rio. Do ‘acidente’ resultaram seis feridos ligeiros e dois feridos graves, sendo que um deles foi evacuado de helicóptero.
O simulacro envolveu vários meios dos Bombeiros Voluntários de Caminha, Polícia Marítima, Protecção Civil (municipal e distrital), Segurança Social,Armada espanhola e Policia Civi, num total de 16 entidades, com 107 operacionais. O resultado foi considerado positivo, mas o comandante da Capitania do Porto de Caminha, considerou que ainda há aspectos a melhorar na coordenação das autoridades dos dois lados da fronteira. “Uma das coisas que temos a potenciar mais ainda tem a ver com a articulação numa zona de fronteira. Temos muita gente, mas a articulação não é a melhor. Tem de ser algo mais fácil de fazer, sem ter tanta burocracia”, realçou o comandante Pedro Costa.
O responsável pela Capitania do Porto de Caminha sugeriu mesmo, a criação de um sistema específico de coordenação. “Não se pode tratar as zonas de fronteira apenas pela legislação portuguesa, ou apenas pela legislação espanhola. Tem que se criar mecanismos que sejam ágeis, de forma a que estas acções sejam mais eficazes”, salientou o capitão Pedro Costa.
Marco Domingues, comandante da Protecção Civil Distrital de Viana do Castelo, considerou que “temos que nos sentar e identificar as questões que correram menos bem. Na prática,a cooperação transfronteiriça funciona, temos é de aliviar a parte burocrática.”
O exercício foi acompanhado de perto pelo presidente da Câmara Municipal de Caminha. Miguel Alves fez notar fez notar que a tripulação do ferry-boat ‘Santa Maria de Cássia’ estão preparados para responder a estas situações de emergência. “Os tripulantes têm de estar preparados para uma situação como esta, e hoje também treinaram com todos estes operacionais. Isso é muito importante.” O autarca lembrou que a edilidade tem vindo a desenvolver acções de prevenção de catástrofes no âmbito dos incêndios florestais e da sinistralidade rodoviária.
O comandante nacional da Protecção Civil, Duarte da Costa, fez um balanço muito positivo “porque permitiu o treino de todos os operacionais e a cooperação entre as organizações”.

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