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Desporto

2019-05-22 às 06h00

Carlos Costinha Sousa Carlos Costinha Sousa

André Machado acabou a carreira, lamentando não ter chegado aos troféus com o SC Braga/AAUM, mas afirma acreditar que eles vão chegar.

É Guerreiro do Minho de alma e coração. Representou a sua equipa de sonho durante 16 dos 19 anos em que praticou futsal. Decidiu, no fim da actual temporada, pendurar as sapatilhas e já deixa saudades.
O capitão do SC Braga/AAUM, André Machado vai deixar as quadras, aos 35 anos, depois de várias temporadas em que espalhou o ‘perfume’ do seu futsal a nível nacional e internacional.
A paixão começou cedo, muito por culpa do irmão, Miguel Machado, também ele foi jogador de futsal ao mais alto nível. Num grupo mítico, em representação do São Lázaro, deu os primeiros passos mais a sério na modalidade e ajudou ao nascimento da equipa de futsal do SC Braga. “Esta paixão começou como começam muitas histórias do género. Fui sempre acompanhando o meu irmão na sua carreira de praticante de futsal e comecei a treinar nos juniores do São Lázaro. Fui aparecendo também nos seniores e depois houve a mudança do nome do clube para o SC Braga. Passei pelo Famalicense, pela Fundação Jorge Antunes e regressei a Braga, agora já com a ligação à Universidade do Minho”, lembrou o ex-atleta.

Numa carreira longa, com momentos inesquecíveis, o antigo capitão dos bracarenses lamenta não ter conseguido chegar aos títulos com a sua equipa, mas lembra momentos de grandes glórias: “tenho pena de não ter conseguido conquistar um título com o SC Braga/AAUM. Foi o que faltou na minha carreira. Tive momentos espectaculares e que nunca vou esquecer. Na minha carreira, os momentos mais marcantes foram as participações nas competições europeias. Participámos na Recopa, uma espécie de Taça das Taças europeia, depois na UEFA Futsal Cup. São momentos que não esquecer nunca. Ainda por cima, na nossa última participação conseguimos o apuramento para a segunda fase com um golo meu, a 15 segundos do fim! É inesquecível. Ainda por cima tivemos oportunidade de defrontar algumas das melhores equipas e dos melhores jogadores do mundo.
Mas André acredita que essas conquistas vão chegar: “falta um clique para chegar aos troféus. Acredito que para isso é preciso a estrutura bracarense tornar-se mais profissional ou praticamente apenas e só profissional. Mas acredito que mais cedo ou mais tarde vamos chegar aos troféus”.

“Aposta na formação e no futsal tem que ser maior na AF Braga”

Com larga experiência no futsal, que começou por disputar a nível distrital, tendo depois passado para os nacionais, de onde não mais saiu, André Machado conhece como ninguém a realidade de uma modalidade que considera que teve uma excelente evolução, há anos, mas que agora estagnou.
Na sua opinião, tal situação deve-se ao facto de ter havido um desinvestimento na modalidade e, especialmente, nas camadas jovens, na formação que deve ser a génese e o futuro de qualquer modalidade.

“O futsal teve a sua evolução ao longo dos anos e foi isso que permitiu que crescesse e evoluísse, mas a verdade é que neste momento sinto que a modalidade está estagnada. Está a precisar de um novo estímulo e uma nova aposta reforçada por parte dos responsáveis pela modalidade em Braga”, refere o ex-jogador, para logo especificar e dar a sua opinião sobre qual pode ser a receita para que o futsal volte a evoluir: “acredito mesmo que a AF Braga precisa de olhar com outros olhos para o futsal, de maneira a reforçar a aposta na própria modalidade e principal- mente nos escalões de formação, porque esse tem que ser o futuro do futsal. E não só a nível distrital. A aposta na formação tem que se tornar uma realidade a todos os níveis. O futsal da AF Braga devia estar noutro patamar, comparativamente a outras associações nacionais. Em Braga já temos algumas equipas a trabalhar bem a formação, mas ainda não é suficiente”.

E este é um tema pelo qual tem muito carinho, ainda por cima sendo fisioterapeuta de profissão: “é preciso criar condições a nível infraestrutural para dinamizar a prática do futsal. Há poucos pavilhões disponíveis e ainda menos há que tenham as condições ideiais. O piso ideal para o futsal não é o sintético e infelizmente o que mais temos é precisamente esse tipo de piso, que causa muitas lesões. Mas penso que havendo vontade política tudo poder melhorar também nesse aspecto”.

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