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Ensino

2018-10-09 às 06h00

Teresa M. Costa

Protocolo assinado ontem entre a Escola de Medicina da Universidade do Minho e a Administração Regional de Saúde do Norte formaliza o Centro de Medicina P5 que começa a trabalhar já no próximo ano em algumas unidades de saúde familiar.

Em dia de 18.º aniversário, a Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho) mostra que continua um passo à frente ao avançar com o Centro de Medicina P5, fruto de um protocolo com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), ontem assinado na presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.
O centro de medicina digital vai arrancar no próximo ano com uma experiência piloto, avançou o coordenador do novo centro, e também presidente da Escola de Medicina, Nuno Sousa.

O Centro de Medicina P5 “não pretende ser uma vulgar clínica universitária”, sendo objectivo servir o Serviço Nacional de Saúde (SNS), sobretudo onde ele tem maiores debilidades” explicou ontem Nuno Sousa.
Entre as debilidades já identificadas está a articulação entre os cuidados de saúde primários e os hospitais e a monitorização das doenças crónicas, que representam 75 por cento da actividade clínica.
O Centro de Medicina P5 terá uma forte componente tecnológica, apostando em diagnósticos mais rápidos e num acompanhamento digital frequente e eficiente.

Será através dos cuidados de saúde primários - as unidades de saúde familiares - que os cidadãos se ligarão a este centro de medicina digital, antecipa o coordenador do projecto, que realça que o apoio envolverá semore os profissionais de saúde. “Não nos vamos substituir a eles, vamos ajudá-los” salvaguarda Nuno Sousa, que vê o novo Centro de Medicina P5 como “uma aposta no SNS e na responsabilidade da Universidade e da sua Escola de Medicina e uma aposta na sustentabilidade e na qualidade”.

O reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, aponta o Centro de Medicina P5 como “um passo mais na interacção da Escola de Medicina com a sociedade e mais um contributo da escola na prestação de melhores cuidados de saúde”.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde assume o Centro de Medicina P5 como “mais um enorme desafio para a escola e para o SNS” que “é fruto do pensar mais longe com que a Escola de Medicina da UMinho nos tem patenteado ao longo dos anos”.

O presidente da ARSN, Pimenta Marinho, que ontem assinou o protocolo, mostrou-se satisfeito por a Escola de Medicina ter lançado este desafio à Administração Regional de Saúde.
Pimenta Marinho aludiu à cada vez maior relevância da inteligência artificial em diversos domínios, e na saúde em particular, onde abre caminho a avanços promissores, manifestando a expectativa de que o Centro de Medicina P5 seja “um enorme passo ao serviço das pessoas, da inovação e do conhecimento”.

Dia para premiar, para prestar contas e para dizer obrigado

Os 18 anos da Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho) foram celebrados ontem com estudantes, docentes, investigadores e funcionários, numa sessão que abriu, também, caminho a novos projectos como o Centro de Medicina P5, mostrando a vitalidade e a ambição da escola.
Numa sessão que contou com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, além do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, os estudantes que terminaram os respectivos cursos receberam os seus diplomas, mas houve também espaço para o mérito com a entrega dos prémios que, anualmente, distinguem o trabalho em diferentes áreas, além do mérito académico.

O presidente da Escola de Medicina, Nuno Sousa, evidenciou algum do trabalho realizado no académico 2017/2018 que atribui à “estreita colaboração entre alunos, professores, funcionários, Núcleo de Estudantes de Medicina (NENUM) e Alumni Medicina.
Nuno Sousa sublinhou que o desempenho médio dos graduados da Escola de Medicina da UMinho, no acesso ao internato, foi o melhor em Portugal, facto também reconhecido pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde.
Mas a Escola de Medicina da UMinho orgulha-se também do trabalho realizado na formação médica contínua, com mais de um milhar de participantes nas diversas acções, com Nuno Sousa a assumir que a responsabilidade não se esgota na formação de novos médicos.
Outro compromisso é com a investigação, com um maior esforço de recrutamento, apontou o presidente da Escola.

Dos cerca de 120 estudos clínicos realizados, por ano, em Portugal, 83 decorreram sob a alçada do Instituto de Ciências da Vida e Saúde (ICVS).
Nuno Sousa assume a ambição de “fazer desta escola uma referência internacional e pivot do cluster da saúde”.
De olhos postos no futuro, a Escola de Medicina iniciou em 2016 um esforço de reorganização do curriculum, apostando na interdisciplinaridade e na convocação de diferentes saberes.
A presidente da Alumni Medicina, Marina Gonçalves, lembrou aos novos graduados: “esta arte desafia-nos todos os dias” e é preciso criar empatia.

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