Correio do Minho

Braga, sexta-feira

- +
Ciência: Investigação polar portuguesa deu 'salto gigante' nos últimos cinco anos - investigador
Media Arts ‘ocupam’ edifício do GNRation

Ciência: Investigação polar portuguesa deu 'salto gigante' nos últimos cinco anos - investigador

Rua Central de Frades vai ser intervencionada

Nacional

2011-04-12 às 17h40

Lusa Lusa

A ciência polar portuguesa “deu um salto gigante” nos últimos cinco anos, considerou hoje, em Coimbra, o investigador José Xavier, antecipando que Portugal vai, cada vez mais, fornecer “massa crítica” a nível internacional neste domínio.

José Xavier falava na III Conferência Portuguesa das Ciências Polares, que decorreu hoje no auditório do Zoologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC).

“A ciência polar deu um salto gigante nos últimos cinco anos”, afirmou o investigador do Instituto do Mar da UC.

As ciências polares em Portugal consistem atualmente em 15 equipas de várias universidades e institutos de investigação, perfazendo mais de meia centena de cientistas.

Em declarações à agência Lusa à margem da conferência, o cientista considerou que o maior desafio neste domínio será continuar a estabelecer parcerias internacionais, porque só através de outros países é que os cientistas portugueses podem ir para zonas como o Ártico ou a Antártida.

“Portugal vai, cada vez mais, fornecer massa crítica, conhecimento. O nosso desafio vai ser manter os níveis de produção científica (artigos, livros) para mantermos essas colaborações”, referiu.

O investigador disse ainda que é intenção “fomentar colaborações no futuro com países como o Brasil, Espanha e Reino Unido”.

Cerca de uma centena de pessoas participam na conferência, em que as equipas polares portuguesas reveem os desenvolvimentos científicos do último ano e identificam novas oportunidades científicas.

A ciência polar consiste na investigação feita quer no Ártico quer na Antártica, onde os efeitos das alterações climáticas 'são mais evidentes', segundo José Xavier.

'Temos uma grande variedade de equipas portuguesas, quer em relação às ciências do mar e da terra, ciências atmosféricas e até ciências extra-planetárias, que tentam perceber como estas regiões frias do planeta estão a aquecer ou não, como os animais são capazes de se adaptar ou não e perceber as implicações para o próprio planeta', adiantou.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.