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Braga, sexta-feira

Conferência dá a conhecer Aristides de Sousa Mendes
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Conferência dá a conhecer Aristides de Sousa Mendes

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Braga

2018-07-20 às 21h21

Miguel Viana

Cônsul português em Bordéus (França) durante a II Guerra Mundial evitou que cerca de 30 mil judeus fossem enviados para os campos de concentração da Polónia e Alemanha.

Aristides de Sousa Mendes fez a maior acção particular de salvamento durante a II Guerra Mundial. Quem o diz é Luísa Pacheco Marques, coordenadora do Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes e do Museu ‘Vilar Formoso - Fronteira da Paz’, que ontem participou na conferência ‘Aristides de Sousa Mendes, que decorreu no Museu D. Diogo de Sousa.
A conferência incluiu-se no projecto ‘Testemunhos da 2.ª Guerra Mundial - de Aristides de Sousa Mendes a Gerld Klestadt, sobrevivente de campo de concentração.
“Aristides de Sousa Mendes passou vistos na ordem das dezenas de milhares. Com certeza entre 10 mil e 30 mil. Ou seja, Aristides de Sousa Mendes vai fazer a maior acção, em termos individuais, de salvamento durante a II Guerra Mundial. Consegue dezenas de milhares de pessoas da guerra e das perseguições nazis”, afirmou Luísa Pacheco Marques.

A responsável considerou que embora as circunstâncias actuais sejam diferentes das dos anos 40 do século passado, ainda faz sentido relembrar a acção do cônsul de Portugal em Bordéus (França). “A atitude de intolerância, de não aceitação do outro, de perseguição, de refugiados ainda se mantém. As razões dos refugiados são diferentes, mas o número de refugiados é maior. A discriminação continua a ser uma realidade”, disse Luísa Pacheco Marques.
Uma opinião partilhada por Firmino Marques, vice-presidente da Câmara Municipal de Braga. “A história tem-se vindo a reflectir. Isto traz-nos o registo de um cidadão português que só nos pode deixar orgulhosos. Aristides de Sousa Mendes define muito o que é a capacidade de interagir e de perceber o outro, como os portugueses fazem no acolhimento de refugiados”, destacou Firmino Marques.
Hoje, o testemunho é contado na primeira pessoa por Gerd Klestadt um sobrevivente do Campo de Concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha. O encontro está agendado para as 18 horas.

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