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Crianças viajam pelo admirável mundo das ilustrações

Braga

2019-11-12 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

O fantástico mundo das ilustrações do evento ‘Braga em Risco’ serve de mote a mais uma aventura infantil. Crianças e escolas aproveitam o evento para estimular a criatividade deste tenra idade.

“Há coisas que se podem fazer pela metade, mas enfrentar o mar pede a nossa alma toda inteira”.
In ‘O Beijo da Palavrinha’
Mia Couto

O admirável mundo da ilustração está a ser descoberto com fascínio pelas crianças e jovens bracarenses.
O evento ‘Braga em Risco’ tem sido a porta de entrada para este mundo especial, cheio de cores e sensações que despoletam só de olhar.
Com olhar atento e entusiasmado, os pequenos ‘alunos’ do Patronato de Nossa Senhora da Luz foram, ontem, conduzidos numa viagem conduzida por Rita Sineiro, a contadora de histórias que lhes deu a conhecer o mundo especial dos desenhos que ilustram as histórias dos livros que tão bem conhecem.

À medida que iam percorrendo as diferentes salas, no edifício do Castelo, a contadora de histórias encorajava os mais pequenos a partilhar consigo a magia transmitida pelas ilustrações, para onde eram directamente transportados.
Mia Couto foi o primeiro dos autores a ser visitado e as crianças puderam ouvir Rita Sineiro contar em breves palavras algumas das suas histórias mais conhecidas como ‘O Beijo da Palavrinha’ e outras, mas olhando privilegiadamente para as ilustrações de Danuta Wojciechowska.

Para a contadora de histórias, os livros ilustrados são sempre trabalhados em “co-autoria”. “É fundamental eventos como o ‘Braga em Risco’ porque durante muito tempo no ‘mercado livro infantil’ valorizava-se, sobretudo, a parte escrita, e a ilustração era quase como algo acessório e, felizmente, que, em Portugal, essa realidade tem mudado e, hoje, a ilustração e a escrita acabam por falar a uma só voz. Uma não é mais importante que a outra, porque as duas contam a história”, disse Rita Sineiro.
Para a educadora de infância Sofia Cunhal, que ontem acompanhou os seus ‘meninos’ de três e quatro anos nesta incursão pelas ilustrações dos livros, “este evento ‘Braga em Risco’ é uma óptima ferramenta para começarmos a estimular o gosto pelo livro e leitura desde tenra idade, além de ser uma excelente oportunidade de contactar com autores e ilustradores”.

Inclusão no desenho da ‘Braga em Risco’

E porque ilustração rima com inclusão, o ‘Braga em Risco’ afirma-se como um evento inclusivo e, por isso, dinamiza também uma série de oficinas que levam os participantes, tornados artistas, a verter as emoções em desenhos e peças artísticas que caracterizam pela sua própria mão.
Raquel Portela é professora de Educação Especial no Agrupamento de Escolas Trigal de Santa Maria e, mais uma vez, acompanhou os seus alunos com medidas adicionais (NEE) numa aventura pelo ‘Braga em Risco’, onde participaram numa oficina de artes.

“O nosso agrupamento desenvolve um projecto curricular de apoio à inclusão destinado aos alunos com medidas adicionais, além de promover, no âmbito do ‘Erasmus+’, o projecto ‘Art Therapy’ e, por isso, tentamos participar também em todas as iniciativas que a Câmara Municipal de Braga e a comunidade nos oferecem como é disso exemplo este ‘Braga em Risco’ - um evento que é um estímulo à criatividade”, referiu.
“Nós tentamos aceder às actividades mais significativas e os nossos alunos participam ao máximo, fazendo do exterior uma sala de aula”.

A designer e ilustradora bracarense Débora Sousa dinamizou, ontem, a oficina inclusiva, que transformou materiais reciclados em verdadeiras peças de arte para adornar a casa na época natalícia.
“A sustentabilidade serve de tema a esta oficina no sentido de passar a mensagem de que é importante cuidarmos do planeta”, indicou a orientadora.
“Ao usarmos materiais que possam ser reciclados e os transformarmos em outros objectos que possamos utilizar, julgo que é uma excelente forma de os participantes perceberem a importância de todos trabalharmos em conjunto para um mundo mais sustentável”.

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