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Crise energética obrigou bombas a racionarem combustível
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Crise energética obrigou bombas a racionarem combustível

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Crise energética obrigou bombas a racionarem combustível

Braga

2019-08-13 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Limite máximo de 15 litros por viatura foi imposto ontem em vários postos de abasteci-mento da cidade de Braga. Movimento foi considerado normal no primeiro dia da crise energética. Automobilistas afirmam entender a necessidade de racionar os abastecimentos de combustível (em muitos casos a apenas 15 litros por viatura), o que os leva a recorrerem mais vezes aos postos de abastecimento da cidade.

O racionamento da venda de combustível (a 15 litros por viatura ligeiras - no caso dos postos que integram a rede de emergência REPA - ou a 25 litros, nos restantes) foi a solução encontrada pelas gasolineiras, para fazer face à crise energética causada pela greve dos motoristas de matérias perigosas, e que ontem teve início. No caso das viaturas pesadas, o limite de abastecimento é de 100 litros por camião.
Numa ronda efectuada por algumas bombas de gasolina da cidade, o Correio do Minho verificou que a maior parte dos postos de combustível limitou o fornecimento a 15 litros por viatura e que não havia muitas viaturas a abastecer.

Apenas a REnergia, na Rua Padre Cruz, apresentava o limite de 25 litros por viatura e dispunha de todos os tipos de combustível.
A BP da Avenida Imaculada Conceição só vendia 15 litros por viatura e dispunha também de todos os combustíveis. A venda era feita, no entanto, em cerca de metade dos aparelhos de abastecimento, já os outros estavam destinados apenas a viaturas de emergência ou equiparadas.
A Galp da Avenida João Paulo II (outro posto REPA) também limitou o abastecimento a 15 litros por automóvel.

O gerente dos dois postos da CEPSA existentes na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires (Variante Sul), Joaquim Gomes, referiu ao ‘Correio do Minho’ que “estão disponíveis todos os tipos de combustível, incluindo o GPL (gás de petróleo liquefeito). Somos postos prioritários e por isso temos garantido o abastecimento através dos serviços mínimos garantidos pelo Governo”, referiu Joaquim Gomes, revelando que ontem mesmo era esperada uma viatura auto-tanque para encher os depósitos dos postos de combustível.

Joaquim Gomes fez questão de notar que “o movimento, agora de manhã (ontem), até está a ser menor do que nos dias anteriores. Sábado e domingo o movimento foi muito calmo também. O pior foi na quinta e sexta-feira com muitos carros na fila para abastecer. As pessoas não esperaram por hoje para abastecer as viaturas”, frisou Joaquim Gomes. Ontem, em todo o país, eram cerca de 400 os postos que estavam sem combustíveis.
Com esta paralisação, que não tem data para terminar, o Sindicato dos Motoristas de Matérias perigosas pretende o aumento do salário base para mil euros, até 2025, o aumento do subsídio de risco e a alteração do contrato colectivo de trabalho.

Clientes resignados com limite de abastecimento de combustível

Resignação, foi o sentimento mais notado ontem de manhã pelos automobilistas que abasteciam as suas viaturas em vários postos de abastecimento da cidade de Braga.
Com a finalidade de fazer face à crise energética, alguns postos de abastecimento limitaram o abastecimento de combustível a 15 litros por automóvel (excepto veículos considerados prioritários ou equiparados). Ainda assim, consideraram os automobilistas contactados pelo ‘Correio do Minho’, é melhor do que nada.

“Esta greve combustíveis não me causa muito incómodo. Raramente ando de carro na cidade, porque prefiro os transportes públicos ou a bicicleta. Não atestei o depósito do carro antes da greve dos motoristas, e agora só abasteci 15 litros. É o suficiente para as minhas necessidades”, apontou Helena Gonçalves, enquanto abastecia na BP da Avenida Imaculada Conceição.
No mesmo local, José Soares, Polícia Municipal de profissão, também não se mostrou muito afectado pelo racionamento de combustível. “Hoje até meti menos do que os 15 litros de limite, Não uso muito o carro e, se for preciso vou a pé”, afirmou José Soares, reconhecendo que a greve é um direito de todos.

Já André Pinto, que abasteceu o carro da empresa na bomba da CEPSA na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires (Variante Sul, no sentido Rotunda das Piscinas - Nogueira), mostrou-se mais incomodado com o racionamento do combustível.
“Vou ter de atestar o depósito do carro mais vezes, porque 15 litros não dá para nada. Tenho de fazer mais quilometros. Temos enfermeiros que fazem serviços ao domicílio e, por isso, precisam do carro. Tenho de vir abastecer mais vezes”, indicou André Pinto. A solução encontrada, já que o posto onde se encontrava só permitia apenas o abastecimento de 15 litros por automóvel, foi do se deslocar ao posto de combustíveis situado do outro lado da variante, e colocar mais uns litros no depósito do carro.

O ‘Correio do Minho’ apurou junto de alguns revendedores de combustíveis que esta era uma prática normal nas primeiras horas da greve de motoristas de matérias perigosas.
O automobilista Luís Rodrigues também se mostrou resignado com o facto de só poder abastecer a viatura com 15 litros de combustível, mas reconheceu que lhe causa alguns incómodos.“Causa incómodo, naturalmente, porque eu preciso de ter o depósito do carro cheio todas as semanas, para poder trabalhar, e assim tenho de ir mais vezes à bomba de gasolina. Tenho de fazer com que o depósito se mantenha quase sempre cheio. Vou ter de aumentar o número de visitas às bombas de gasolina”, referiu Luís Rodrigues, enquanto abastecia na CEPSA.

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