Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Deputada Joana Mortágua exige data para obras na Escola Frei Caetano Brandão
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Deputada Joana Mortágua exige data para obras na Escola Frei Caetano Brandão

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As Nossas Escolas

2019-04-02 às 13h00

Marta Amaral Caldeira

Joana Mortágua, deputada na Assembleia da República e membro da Comissão de Educação e Ciência, visitou, ontem, a EB 2,3 Frei Caetano Brandão, onde defendeu a sua requalificação.

A deputada da Assembleia da República Joana Mortágua, coordenadora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na Comissão de Educação e Ciência, realizou, ontem, uma visita à EB 2,3 Frei Caetano Brandão, que integra o Agrupamento de Escolas de Maximinos, depois do projecto de resolução apresentado pelo partido ao governo e aprovado onde recomenda “uma rápida reabilitação da escola”.
“Este é um território prioritário e com necessidades de intervenção social grandes e tendo esta escola um projecto educativo que se adapta a essas condições e que é muito importante para a comunidade que esteja aqui implantada, seria de esperar que a escola merecesse mais atenção e mais investimento”, apontou Joana Mortágua, no final da visita ao equipamento escolar, anotando as inúmeras e visíveis carências.

“Não houve vontade política do governo do PSD/CDS para fazer aqui obras, agora avançam as obras na Secundária de Maximinos mas fica a EB 2,3 Frei Caetano Brandão para trás e, isso é problemático”, assinalou a responsável política, olhando para uma escola que oferece ensino articulado da música e dança e não tem condições como balneários nem um auditório. “É uma escola que tem uma oferta formativa grande, é um projecto educativo importante, é uma grande carolice de professores, pais e alunos porque vêm à escola uma vez por ano fazer os melhoramentos que deveriam ser feitos, mas escolas com mais de 30 anos como esta, que não têm obras de fundo, começam a dar uma despesa que se torna incomportável, com tudo a falhar”, advertiu.

“O BE tem um projecto de resolução aprovado, com a abstenção do PS, e nós o que exigimos ao governo, não é que faça a as obras todas de uma vez, mas é que diga às pessoas com clareza quando é que vai fazer as obras, até porque esta escola tem informações contraditórias por parte da DGEST, umas a indicar obras no âmbito do Portugal 2020 e outras a indicar que não. O importante é saber quando”, disse.
A EB 2,3 Frei Caetano Brandão tem cerca de 500 alunos - viu crescer recentemente o número de alunos inscritos devido à comunidade imigrante que tem escolhido Braga para viver. É uma escola com cerca de 37 anos e a única obra que teve foi a retirada do amianto, mas apenas dos passadiços e não dos edifícios.

Joaquim Gomes, director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, agradecer ao BE o projecto de resolução e o seu “empenho” em ajudar a encontrar uma solução. “A escola precisa de obras urgentes. Estamos inseridos numa comunidade com muitas dificuldades, temos enquadrados 79 alunos de etnia cigana, muitas famílias desestruturadas e temos também direito a ter uma escola requalificada como as outras. Se há quatro escolas em Braga que foram requalificadas esta também merece”, assinalou o director do Agrupamento de Maximinos.

Apesar das grandes dificuldades que a EB 2,3 Frei Caetano Brandão trava, Joaquim Gomes aponta para “resultados académico excepcionais”, aludindo, por exemplo, ao facto de um dos seus alunos ter ganho o 3.º lugar no Concurso Nacional de Poesia (com o prémio entregue há dias no Centro Cultural de Belém pelo próprio ministro da Educação) e um outro aluno, atleta de alta competição, ter sido escolhido para receber uma das 24 bolsas da Federação Portuguesa de Futebol precisamente para apoiar os mais carenciados. “Isto é o caracteriza o nosso agrupamento: pessoas humildes mas que lutam muito”.

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