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Desfile de tradições animou “noite maior” das Antoninas de Amares
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Desfile de tradições animou “noite maior” das Antoninas de Amares

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Cávado

2018-06-13 às 06h00

Patrícia Sousa

Festas D’Amares viveram ontem a “noite maior” com o desfile das marchas populares. Povo não faltou ao desfile.

Muitas das tradições do concelho de Amares serviram de inspiração às seis marchas que participaram ontem na “noite maior” das Antoninas. Uns desfilaram pela primeira vez, outros já o fazem há anos. Mas todos tinham em comum o orgulho de fazerem parte deste projecto, que este ano bateu recorde de participação.
Em véspera do Dia de Santo António, as Festas de Amares receberam ontem à noite as marchas populares, um dos momentos mais emblemáticos e que tem atraído muito público às festas. Este ano, participaram seis grupos: Marcha da Valoriza, Marcha Popular, Marcha da Vila, Marcha de Goães, Marcha de Caldelas e Marcha de Barreiros.

Marco Conceição, presidente da AFAA - Associação de Festas Antoninas de Amares, estava “orgulhoso” de tudo que se tem passado por estes dias no concelho. “Dá muito trabalho, mas vale mesmo a pena”, confidenciou o presidente, momentos antes das marchas populares começarem a desfilar. “Está tudo cheio, os restaurantes, as residenciais, as casas de turismo. Está tudo cheio e isso para nós é gratificante”, confessou.
E na Avenida de Santo António e Praça do Comércio a multidão já esperava pelos marchantes. “As bancadas já estavam praticamente compostas às 18 horas. As pessoas já vêm com tempo para ter o melhor lugar para assistir à coreografia”, contou.

Da Marcha da Vila, o Correio do Minho falou com Francisco Alves, que foi o fundador desta tradição em 1992. “Depois de curtos interregnos, nos últimos anos as marchas têm saído”, confirmou aquele responsável, adiantando que o tema da Marcha da Vila foi ‘Os azulejos dos nossos mosteiros e conventos’. E Francisco Alves justificou: “ano passado foi declarada a protecção da arte azulejar e consideramos oportuno ser este o nosso tema, até porque a arte dos azulejos é uma atracção turística do nosso concelho”.
Com 24 pares, mais 12 crianças, a Marcha da Vila contou ainda com dois padrinhos e mais quatro adultos à frente da marcha. “Tratamos de todos os pormenores muito antes do Natal, é tudo original, desde a coreografia, à roupa e á música, juntando aqui ainda um grupo intergeracional”, sublinhou.

Mais à frente seguia a Marcha de Barreiros, que participou pelo terceiro ano consecutivo. Sameiro Martins orgulha-se de ser a mais velha do grupo, já a pequena Lara Ribeiro é uma das mais novas. Mas as duas estavam “orgulhosas” pela presença. “É tão bonito, aqui é uma verdadeira alegria e só nos dá saúde”, atirou Sameiro Martins. Logo atrás estava o presidente da Junta de Freguesia de Barreiros. Silvério Silva contou que este projecto começou “a sério” em Janeiro, sendo que estiveram envolvidas 45 pessoas. Este ano, o ‘rio’ foi o tema escolhido pela freguesia. “A nossa terra está banhada pelo rio e o rio é o nosso ex-libris”, explicou ainda o presidente da junta de freguesia.

Todos estavam “com o nervosinho á for da pele”, típico de quem tinha de representar pouco tempo depois perante uma multidão. Mas todos estavam optimistas. “Vai correr tudo bem”, atiraram em uníssono.
Quem participou pela primeira vez, foi a freguesia de Goães. “Há sempre a primeira vez para tudo e esta nossa primeira vez foi a toda a velocidade, mas com uma alegria medonha”, admitiu Benedite Sousa, a cantora de serviço. Acompanhada por Bernardino Martins e Jorge Silva, que seguravam no arco, tão típico da freguesia, aqueles moradores de Goães explicaram que o tema escolhido para esta primeira participação foi o linho e o arco de S. Lourenço.

Já Daniel Teixeira, que participou nos últimos dois anos nas marchas populares, este ano teve como responsabilidade organizar a Marcha de Goães. “Temos 65 pessoas de Goães a participar. É um orgulho conseguir unir assim as pessoas da terra e em quatro ou cinco meses fazer este trabalho”, assumiu”.
A noite contou ainda com um espectáculo piromusical à meia-noite, seguido da actuação da cantora Maria Lisboa e da performance dos ‘P*ta da Loucura’ com Quimbé & Rubim.

Manuel Moreira: “Marchas são prova da nossa identidade”

Para o presidente da Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, o “momento alto” das Antoninas do concelho é as marchas populares, que ontem à noite, animaram a Praça do Comércio e a Avenida de Santo António. “Este momento é prova da nossa identidade, envolvendo a prata da casa”, sublinhou o autarca.
Visivelmente orgulhoso, Manuel Moreira enalteceu o trabalho das seis associações e freguesias que marcaram presença nas marchas populares. “Este ano batemos recorde e cada vez mais associações e freguesias se juntam à festa”, agradeceu o edil amarense.

E enquanto for presidente da Câmara Municipal de Amares, não haverá competição nas marchas populares. “Se depender de mim não há competição. O objectivo é cada marcha escolher um tema e trabalhar a coreografia, roupa e música à vontade”, assegurou o autarca, referindo que todos os anos o cantor António Variações, o vinho verde e as inúmeras tradições do concelho estão sempre presentes no desfile.
E ontem à noite o tempo ajudou, convidando os foliões a sair à rua e a não perder o espectáculo. Mas também não foi a chuva e o frio que afastaram o povo nos últimos dias. “Apesar do S. Pedro não ter sido nosso amigo e ter chovido muito nos primeiros dias do programa das Antoninas, tivemos a praça cheia para assistir aos concertos, dando mais encanto ao centro de Amares “.

Outro momento que marcou Manuel Moreira foi as marchas infantis, que “deslumbraram” todos na passada segunda-feira de manhã. “As marchas foram um sucesso. Foi tão bonito ver as associações e as escolas do concelho a participar e ver os familiares orgulhosos e cheios de alegria. É isto que nos deixa felizes”, confidenciou o presidente.
A festa termina hoje, dia de Santo António. O dia começa com a VII edição - Stº. António Cup, às 9 horas, no Campo Sintético FC Amares. A partir das 11 horas é celebrada a missa em honra do santo na Igreja de Santa Maria de Ferreiros. Já da parte da tarde, às 15 horas, actua no Palco Festas D’Amares a Banda Filarmónica de Bouro Santa Maria e às 17 horas dá entrada a fanfarra na Igreja de Santa Maria de Ferreiros. A procissão está marcada para as 18 horas. A noite promete muita música, depois das 21.30 horas, com Verde Minho no Palco Festas d’Amares. A festa termina, às 23.30 horas, com lançamento de morteiros.

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