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Eixo Atlântico pede explicações sobre electrificação da Linha do Minho

Nacional

2019-11-20 às 13h55

Redacção Redacção

Eixo Atlântico anunciou que vai solicitar à Infraestruturas de Portugal “informação oficial” sobre a electrificação da Linha do Minho no troço entre Viana do Castelo e Valença.

O Eixo Atlântico vai solicitar, esta semana, ao presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) “informação oficial” sobre a electrificação da Linha do Minho no troço entre Viana do Castelo e Valença, informou ontem a associação transfronteiriça.
Em comunicado, a organização criada há mais de 25 anos e que actualmente agrega 28 municípios portugueses e galegos justificou aquele pedido com as “informações que surgiram nos meios de comunicação portugueses relativas à suspensão ou atraso na execução da linha ferroviária do Minho e do último troço”, entre Viana do Castelo e Valença.
“A informação tornada pública pela Infraestruturas de Portugal nega todos os aspectos dessas notícias e confirma que todas as obras continuam em tramitação ou execução”, refere o Eixo Atlântico.

O secretário-geral da associação, Xoan Mao, afirmou ser necessário “um ponto de situação para clarificar” a execução da obra.
Xoan Mao adiantou que o “segundo semestre de 2020 foi o último prazo que lhe foi comunicado, oficialmente, pelo presidente da IP, António Laranjo”, para a conclusão daquela empreitada.
Em Julho, na estação de caminhos de ferro da capital do Alto Minho, aquando da inauguração da electrificação do troço Nine - Viana do Castelo, num valor de 16 milhões de euros, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a empreitada em curso, de electrificação do troço entre Viana do Castelo e Valença, estaria concluída no segundo semestre de 2020.
Ontem, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, admitiu atrasos e constrangimentos em projectos de modernização dos caminhos-de-ferro, mas afastou a hipótese de qualquer cancelamento na execução do plano ferroviário 2020. “Não há nenhuma obra cancelada, nenhuma obra suspensa, o que temos [...] são atrasos nas obras, isso é verdade, mas cancelamento e suspensão não existe um único”, afirmou o governante, à margem da assinatura do Acordo de Empresa da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), ontem em Lisboa.

O ministro reagia, assim, à manchete de ontem do Jornal de Notícias que dava conta do adiamento de 18 obras programadas no âmbito do programa Ferrovia 2020, apresentado em Fevereiro de 2016, no valor de dois mil milhões de euros, e de um projecto cancelado de electrificação do troço entre Viana do Castelo e Valença.
“O que houve foi um projecto [de electrificação] com pouca qualidade e foi necessário relançar o projecto de contratação do projectista”, explicou o governante, reafirmando que não há cancelamento ou desistência da obra.
Pedro Nuno Santos explicou que as obras do investimento público não prevêem muitas vezes constrangimentos, como candidatos que impugnam concursos, atrasos no Tribunal de Contas ou avaliações de impacto ambiental que exigem alterações: “Os constrangimentos que o investimento público enfrenta levam a que, infelizmente, tenhamos que regularmente assistir a atrasos em algumas das obras”, defendeu o ministro.
Também a IP, em comunicado entretanto divulgado, reafirmou não haver qualquer suspensão ou cancelamento, e que estão em desenvolvimento e serão concretizados “todos os investimentos previstos”, a executar no âmbito do Ferrovia2020.

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