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Ensino

2019-09-10 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

‘Liga-te ao Amanhã’ é o tema do Programa de Acolhimento 2019. Universidade do Minho recebe, por estes dias, quase três mil novos alunos. Matrículas começaram ontem.

São cerca de três mil os novos alunos que chegam por estes dias à Universidade do Minho (UMinho). E este ano a academia minhota preparou um novo modelo de acolhimento para os novos alunos terem um acompanhamento muito próximo de estudantes que já estão na instituição de ensino superior. “Temos cerca de 60 voluntários a acompanhar os novos estudantes com o tema ‘Liga-te ao amanhã’”, adiantou André Teixeira, um dos responsáveis da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) pelo programa de acolhimento aos novos alunos.

O programa de acolhimento resulta de um “trabalho articulado” entre a reitoria da UMinho, os Conselhos Pedagógicos das Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação (UOEI’s), a AAUM e o programa de ‘Tutorias por Pares e Mentorias UMinho’. Para o Acolhimento 2019 foi escolhido o tema ‘Liga-te ao amanhã’, que visa estabelecer um paralelismo entre as características de uma geração ligada à utilização das novas tecnologias com um período que certamente marcará os melhores anos das suas vidas.

“Queremos ‘ligar’ os alunos desde que eles entram, não só através da parte mais administrativa e burocrática, mas também apresentando toda a oferta cultural, recreativa e associativa que podem encontrar na UMinho, de forma a que tenham uma experiência que vai para lá do meramente pedagógico e que lhes permita construir enquanto pessoas e se divirtam nos melhores anos da suas vidas”, referiu o responsável. Por isso, nada melhor do que colocar ao lado dos novos alunos, “os que falam mais a linguagem deles e quem tem presente aquilo que são os problemas e desafios” nesta fase inicial.

Programa
A Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) está a realizar, uma vez mais, o acolhimento aos novos alunos até ao próximo dia 22 de Setembro, sendo esta semana para inscrições e a segunda para actividades de integração. Na manhã do dia 17 de Setembro, os novos alunos minhotos vão conhecer os campi da UMinho de uma forma dinâmica com o GPS do Caloiro. A actividade vai decorrer tanto no campus de Gualtar, em Braga, como no campus de Azurém, em Guimarães.

“Vamos ser muito felizes na UMinho”

Impacientes, ansiosos, mas muito felizes e orgulhosos. Assim estavam, ontem, os novos alunos e os muitos pais que os esperavam fora do Pavilhão Desportivo, onde se realizam as matrículas.
Veio do Funchal, na ilha da Madeira, por opção para o curso de Engenharia Informática da Universidade do Minho (UMinho). “Queria muito vir para Braga e para a UMinho. Foi a minha primeira opção, espero gostar do curso, da universidade e da cidade”, confidenciou António Fonseca, enquanto fazia a matrícula, aplaudindo o programa de acolhimento, já que “todos são muito simpáticos”. Ao lado, estava Fabiana Pinho, de Ovar, que entrou no curso de Relações Internacionais. “A minha primeira opção era o Porto, mas apenas por ser mais perto. Por isso, fiquei muito feliz e contei logo a toda a gente”, lembrou, esperando conhecer a cidade e, claro a universidade que ouviu “dizer muito bem”.

Não se conheciam, mas depressa começaram a trocar impressões. Tiago Teixeira, de Vila Nova de Famalicão, Tiago Costa e Guilherme Sá, do Porto, entraram em Economia. “Entrei na 2.ª opção, mas estou muito feliz, apesar de ansioso”, confidenciou Tiago Teixeira, que também já ouviu “muita gente dizer que a UMinho é muito melhor” que outras. Já Tiago Costa entrou na 3.ª opção, mas mesmo com poucas horas na UMinho já tinha certezas: “parece que tem tudo para correr bem. Vou ser muito feliz na UMinho”. O mesmo desejo foi de imediato partilhado por Guilherme Sá. “Não conheço Braga e estou com muitas expectativas e curiosidades”, revelou o jovem, assumindo-se “muito feliz” por estar na “melhor academia do mundo”. “O que me foram transmitindo é que esta academia tem muita dinâmica e professores muito jovens, por isso, tem tudo para correr bem e para eu ser muito feliz por cá”, avançou. Estes jovens tencionam fazer a viagem de comboio todos os dias. “Temos horários que ajudam, por isso, vamos todos os dias para casa”, contaram.

No recinto exterior ao pavilhão desportivo, onde decorrem as matrículas, os pais esperavam pacientemente pelos filhos. Que o diga Graça Correia que estava com o marido e o filho mais novo à espera que a filha, que entrou em Enfermagem, fizesse a matrícula. “Foi a 1.ª opção dela. Ela está muito feliz e nós também”, confessou Graça Correia, que veio de Ponte de Lima no domingo para arranjar casa.
Mais à frente estava Manuela Oliveira, que esperava a filha, que entrou em Ciências da Comunicação. “É uma grande alegria para ela e para nós. É sempre um orgulho ver os nossos filhos realizarem os sonhos”, admitiu a mãe, que veio de Santo Tirso, confidenciando que “assusta sempre um bocadinho o facto de um filho sair de casa”.

Estudantes descontentes com atraso na construção de residência

A Associação Académica do Minho (AAUM) lançou ontem o movimento ‘Uma Pedra Por Mim’ que apela a medidas para “aumentar a oferta pública de alojamento” e "promover a cooperação entre os municípios e instituições de utilidade pública locais". No dia em que se assinala o início das matrículas para o novo ano lectivo (2019/2020), a AAUM lançou aquele movimento que pretende que os estudantes da UMinho depositem uma pedra nos contentores dos campus académicos (Braga e Guimarães), onde podem encontrar um QR code para uma petição online, também ontem lançada com as reivindicações dos estudantes. Segundo referiu o presidente da AAUM, Nuno Reis, no lançamento do movimento "74% da comunidade estudantil da UM são alunos deslocados (entre 13 a 14 mil) e desde 1998 não foram criadas camas na rede pública dos Serviços de Acção Social da UMinho (SASUM), as chamadas residências universitárias, que oferecem 1300 camas, totalmente ocupadas".
Na sexta-feira a academia já tinha declarado "estado de emergência" nos serviços de acção social por causa da "escassez de alojamento e do aumento do preço das senhas de refeição".

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