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Empresários minhotos desafiados a encontrarem novos mercados

Alto Minho

2019-09-21 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Estados Unidos da América, Brasil e Japão podem ser os novos destinos de eleição das mercadorias e serviços produzidos por empresas minhotas.

“Temos que saber o que exportar, como, para onde e com o apoio de quem.” O desafio foi lançado pelo presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, na sessão de abertura da conferência internacional ‘Minho Exportador - Mercados não Europeus: Brasil, EUA e Japão’.
O encontro foi organizado pela ACIBTM/In.Cubo (Associação Centro de Incubação de Base Tecnológica do Minho) e teve como finalidade disponibilizar informação sobre cada um dos mercados.

O autarca arcuense afirmou que há duas vertentes económicas no concelho, que podem e devem ser devidamente exploradas. “Há dois pólos interessantes, que têm a ver com a indústria e com o turismo. São duas das actividades económicas mais exportadoras em Portugal e também nos Arcos de Valdevez temos essas presenças nos parques empresariais. No turismo, somos um dos grandes pólos de atracção daquilo que é o turismo de natureza e de ambiente, que é aquele que mais cresce, presentemente, em termos europeus e mundiais”, considerou o autarca arcuense.
Falando sobre cada um dos mercados, disse que os Estados Unidos da América e o Brasil são os mais conhecidos, em grande parte devido ao relacionamento com as comunidades de emigrantes.

Em relação ao Japão, João Manuel Esteves frisou que “descobrimos que muitos dos equipamentos em fábricas dos Arcos de Valdevez vieram do Japão”. O autarca arcuense deu também a conhecer uma “grande ambição” do concelho, em relação ao Japão. “Um dos ‘ex-líbris’ e dos Arcos de Valdevez tem a vr com a carne de cachena, que poderá ter potencial para ser conhecida no mundo inteiro, como por exemplo as vacas do Japão.”
Dirigindo-se aos cerca de 50 empresários presentes no encontro, o autarca arcuense, desafiou-os a conhecer bem o próprio produto ou serviço, a procurar várias entidades para estabelecerem parcerias e a apostar na promoção digital.

Em representação da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) , o director do Departamento de Relações Institucionais e Mercados Externos, Fernando Quintas, revelou que em 2018, o volume de exportações de Portugal atingiu os 44 por cento do PIB (Produto Interno Bruto). No mesmo ano, os destinos das mercadorias e serviços portugueses foram a Espanha, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Estados Unidos da América, a Holanda e a Itália.
Os produtos mais exportados pelas empresas nacionais enquadram-se nos sectores do turismo, da máquinas e equipamentos, automóvel e transportes.

O representante da AICEP aconselhou os empresários presentes a diversificarem os destinos das mercadorias e serviços.
“Um dos desafios que Portugal tem de enfrentar é a diversificação de mercados. Temos de alargar a nossa base exportadora. por forma a dispersarmos mais. Há mais mercados para explorar”, lembrou Fernando Quintas.
As sessões de ontem contaram com a colaboração da Câmara de Comércio Americana em Portugal, da Organização de Negócios Externos do Japão e da Câmara de Comércio e Indústria Luso - Brasileira.
No próximo dia 26, a Conferência ‘Minho Exportador’ aborda os mercados europeus da Alemanha, Espanha e França.

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