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Eurodeputados minhotos: “Temos que continuar a defender a democracia e a liberdade”
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Eurodeputados minhotos: “Temos que continuar a defender a democracia e a liberdade”

Nacional

2018-12-13 às 08h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Os Eurodeputados minhotos José Manuel Fernandes e Nuno Melo viveram de perto o atentado terrorista em Estrasburgo, França. Apesar da consternação, defendem a democracia acima de tudo.

“Temos de continuar a defender a democracia, a Paz, a liberdade e o Estado de Direito”, advogaram, ontem, os eurodeputados minhotos José Manuel Fernandes e Nuno Melo, depois de terem vivido muito de perto o atentado terrorista no Mercado de Natal de Estrasburgo (França). Defendem que a Europa não pode ceder a “atentados cobardes” e que o importante é “reagir e combatê-los todos os dias”.
O eurodeputado José Manuel Fernandes relata que estava precisamente no Parlamento Europeu a preparar-se para uma intervenção sobre o orçamento, quando começou a circular a informação por tweets de que tinha havido um atentado terrorista no Mercado de Natal. “A primeira coisa que fiz foi ligar à minha filha Marília, que está a fazer Erasmus, para saber se estava bem. Estava. Os trabalhos no parlamento continuaram normalmente, sem interrupção, mas só pude sair das instalações já cerca das 03.00 da manhã. Regressei ao parlamento às 8.30 horas e apesar do clima de tristeza e consternação, o dia arrancou com normalidade”.
Esta foi já a segunda vez que o eurodeputado José Manuel Fernandes viveu de perto um atentado terrorista, a outra das quais em Bruxelas. “Esta é uma situação que nos atinge sempre a todos e vivêmo-la de forma muito diferente quando estamos no local, sobretudo quando percebemos que podíamos ter sido nós a estar ali - mas é algo que temos que ultrapassar”, disse ao Correio do Minho/Antena Minho.
“Vou continuar a defender a liberdade, a liberdade religiosa, a democracia e os valores europeus e continuarei sem medo nesa defesa porque não vou alterar os meus hábitos porque acho que essa é uma das formas de mostrar que não nos venceram”, asseverou José Manuel Fernandes.
“Ficámos todos tristes, fomos todos atingidos, mas temos que recuperar e não nos podemos deixar abater, nem podemos perder contra terroristas, porque no fundo o que eles querem é alterar o nosso modo de vida, os nossos valores e impôr os deles e, isso, nós não podemos deixar que aconteça”, ressalvou o eurodeputado, apelando à quadra natalícia e aos valores da Paz, da solidariedade e do amor, que têm que ser associados à defesa da liberdade, da democracia, do respeito pelo outro e pela diferença”.
A situação foi vivida também com sobressalto pelo eurodeputado Nuno Melo, que no momento do atentado se encontrava parado num semáforo junto à ponte que dá para o Mercado de Natal onde um atirador disparou, provocando a morte de duas pessoas e causado 12 feridos.
“Estávamos no carro, a cerca de 500 metros do local do atentado, quando recebemos mensagens de que estava a acontecer um atentado terrorista e quase em simultâneo vimos pessoas a correr na nossa direcção e vários carros da polícia a tentar regular as pessoas, direccionando-as para locais de segurança como cafés, cinemas e hotéis, cujas portas e janelas e persianas cerraram. Sentiu-se um risco iminente”, confessou. “Foi relevante para mim perceber a eficácia com que a polícia actuou e apareceu, de facto, muito rápido”.
Apontando que são vários já os países que têm sido fragilizados com estas situações, o eurodeputado Nuno Melo diz que “é preciso reagir” e combater o terrorismo todos os dias. “A Europa pode precisar de mais pessoas, mas não precisa de quaisquer pessoas. A Europa precisa de quem respeite as nossas leis, os nossos valores, a nossa cultura, e que não queiram atentar contra tudo aquilo o que nós significamos e muito menos que nos façam sentir sequestrados dentro da nossa própria casa”, afirmou, defendendo que a Europa corre “riscos” a este nível. “A Europa precisa de gente, mas não precisa de uma pessoa qualquer”.
O eurodeputado deu o exemplo de “integração” dos portugueses que têm percorrido o mundo, respeitando os usos, costumes e leis dos países para onde emigraram.

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