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Famalicão quer receber bem os outros
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Famalicão quer receber bem os outros

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Famalicão quer receber bem os outros

Desporto

2019-05-21 às 06h00

Rui Serapicos Rui Serapicos

Primeira Divisão ao nível cívico já existe no concelho, afirmou ontem o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, ao receber a estrutura de futebol profissional que devolveu o clube ao mais alto escalão nacional.

“Vamos saber receber os que nos visitam”, eis o desafio que o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, lançou ontem, ao receber a equipa de futebol do FC Famalicão, que garantiu o regresso à I Liga.
“Vai haver uma exposição maior do concelho; milhares virão de fora; milhões vão ficar a conhecer o nosso complexo desportivo, vamos saber receber os que nos visitam”, afirmou o autarca, apelando a uma cultura de atitudes de “tolerância e compreensão”.
“A vontade firme de vencer é compaginável com a atitude magnânima de quem tem outras preferências clubísticas”, frisou Paulo Cunha, apelando adiante a que cada famalicense possa nas bancadas apoiar o seu clube mas lembrando que Famalicão é um concelho “que recebe bem, de braços abertos, disponível para a comunidade”.

No salão nobre dos Paços do Concelho, que estava repleto de jogadores, de treinadores e de dirigentes, o autarca iniciou a sua intervenção dando ênfase aos papeis que o presidente da direcção do clube, Jorge Silva, e o administrador da sociedade anónima desportiva, Miguel Ribeiro, assumiram “com muita competência” na criação das condições para recolocar esta colectividade no escalão maior do futebol nacional.
“Famalicão é já um concelho de primeira divisão em muitas dimensões”, vincou, indicando “o nível económico, o nível do empreendedorismo e também o nível cívico”.
Realçando o reconhecimento da importância da promoção à I Liga para a história e para a afirmação de uma identidade “que nos orgulha”, Paulo Cunha salientou que este sucesso assentou em bases de “humildade e trabalho”.
Adiante, referiu-se ao peso que tiveram os adeptos.

Miguel Ribeiro: “Convicção por vezes absurda de que podemos ganhar todos os jogos”

“Crescer” e uma “convicção por vezes absurda de que podemos ganhar todos os jogos”. Esta é a orientação assumida, agora, pelo FC Famalicão. Aos jornalistas, Miguel Ribeiro, o administrador da SAD - Sociedade Anónima Desportiva, deu essa resposta quando questionado qual é a real ambição da colectividade após a promoção ao escalão maior.
Segundo Miguel Ribeiro, “essa cultura desportiva será para nós a fundação de toda a nossa ambição”.
Aquele responsável admite, no entanto, que vinte e cinco anos “fora da primeira” obrigam à criar “uma fundação de I Liga do ponto de vista desportivo”.

Miguel Ribeiro administra a SAD que gere desde Junho de 2018 a estrutura profissional do FC?Famalicão, ou seja, desde que o Quantum Pacific Group [que detém uma participação no capital do Atlético de Madrid], tendo como maior accionista o Idan Ofer, comprou 51% do capital da SAD famalicense.
Na ocasião, Miguel Ribeiro foi apresentado como o novo CEO do clube, após cessar idênticas funções no Rio Ave, onde esteve sete anos.
Concretizar logo no primeiro ano desta parceria em Famalicão a promoção à I Liga “é muito positivo, porque queimámos a etapa do tempo e preparamos a época para o desafio da I Liga” , reconheceu aquele responsável, em declarações que prestou aos jornalistas, acrescentando que a marca Famalicão “envolve mais do que o futebol, também um conjunto de pessoas, a sua honra e a sua ambição”.

Paulo Cunha: “Quero início rápido das obras”

“Quero que o início das obras seja tão rápido quanto possível. Mas não depende de mim” - afirmou ontem, aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, ao ser interpelado sobre os prazos das obras de qualificação já anunciadas para o velho Estádio Municipal 22 de Junho.
“Sabemos que é um processo longo, mas estão a ser dados os passos para que tão rapidamente quanto possível as obras comecem”, frisou.
O edil vincou que “vamos ter um estádio na cidade, com aproveitamento de recursos”.

“Nós podíamos fazer um complexo desportivo de raiz, completamente novo, o esforço municipal seria quatro ou cinco vezes mais”, mas logo garantiu que, embora com menos esforço financeiro “não terá menos qualidade” do que um projecto de raiz, com a vantagem de manter a estrutura no centro da cidade.
“Está em curso um processo que é do ponto de vista burocrático, longo”, prosseguiu, sublinhando que “quando se fala de obras, nós temos sempre o propósito de tão rapidamente quanto possível começar com elas”.
“Mas há prazos que se têm de cumprir, há exigências formais”, salientou, acrescentando que há procedimentos concursais, há um código de contratação pública para cumprir, há um tribunal de contas que também tem de se pronunciar, há concorrentes”.

Paulo Cunha falava aos jornalistas, confrontado com uma questão alusiva às condições materiais em que trabalha a estrutura de futebol profissional, e da referência concreta, feita pelo presidente do clube, Jorge Silva, que apelou à execução de obras no estádio.
“É notável” - reconheceu o autarca em alusão à subida da equipa famalicense ao escalão mais alto - “porque as condições infraestruturais que estas equipas tiveram ao longo dos últimos anos não foram ao nível daquelas que tinham outros clubes com os quais se confrontavam. Isso reforça o mérito do que aconteceu”.

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