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Braga

2018-05-21 às 06h00

Patrícia Sousa

Parque da Ponte foi o local escolhido para acolher, durante o dia de ontem, o 1.º Festival da Família. Organizado pelo projecto Educar Hoje, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, o festival proporcionou inúmeras actividades para pequenos e graúdos.

Introdução à parentalidade consciente, dança, baby yoga, familyoga, brincadeiras, reiki, histórias, mandalas, origamis, musicoterapia, alimentação saudável e... muito mais chamaram inúmeras famílias, durante o dia de ontem, ao Parque da Ponte. O 1.º Festival da Família, organizado pelo projecto Educar Hoje, foi um sucesso o que prova que há um caminho que é preciso fazer e que há uma alternativa à educação tradicional, defendeu Márcia Sobral, uma das mentoras do projecto Educar Hoje.

Família é a inspiração de sonhos, de magia e de transformação. Criamos este festival para nós, para ti, para todos. Uma casa onde acolhemos, onde somos unos, conscientes que o caminho se faz em amor, em conexão e partilha. E o festival acabou mesmo por ser uma inspiração para as famílias, que aceitaram o repto e não faltaram ao desafio. Queremos deixar uma sementinha por onde andamos para ver se se cria um click na cabeça de educadores e pais, assumiu Márcia Sobral, que com mais cinco mulheres, e mães, decidiu arregaçar as mangas e abraçar este novo projecto. Trabalhamos na área da Psicologia, outras são professoras de yoga e de dança, e resolvemos juntarmo-nos porque acreditamos que há alternativa a esta educação tradicional para acabar com o stress nas famílias e educadores, defendeu aquela responsável.

O projecto começou com os Ciclos de Parentalidade, que se realizaram na estufa do Parque da Ponte, direccionados para os pais.
"As pessoas também sentem necessidade de novas alternativas à educação formal e tradicional. Os pais estão tão aflitos e cansadas, os auxiliares e professores estão de baixa e exaustos e as crianças estão violentas. Defendemos uma fundamento que é olhar para as crianças com igual valor, porque elas são como os adultos, têm dias bons, dias maus e temos de os respeitar para eles nos respeitarem a nós", explicou ainda Márcia Sobral, assegurando que o caminho não é, de todo, dar ordens ou mandar as crianças fazerem alguma coisa.
"Se todos fizermos essa mudança de comportamento, em casa e na escola, tudo se altera. Eu comecei a mudar a relação com o meu filho e a nossa relação mudou. Eu mandava, não pedia, achava que tinha esse poder como mãe, contou Raquel Cunha, do centro terapêutico Saluslive, promoveu uma aula de ballet e outra de karaté para crianças. Ainda durante a tarde, Raquel realizou uma actividade de cinoterapia.

E como a parte da família é muito importante outra das actividades disponíveis foi a estafeta, que abrangeu a terapia ocupacional como actividade sensorial, a Psicologia com a identificação das emoções, a Terapia da Fala com o travalínguas, a Nutrição com a identificação de alimentos através do olfacto e do tacto e a fisioterapia com dinâmicas motoras para pais e filhos. A adesão foi enorme. Os pais procuram cada vez mais alternativas para educar os filhos e actividades em conjunto, porque ainda não há muita oferta, lamentou Raquel Cunha.

Outras actividades disponíveis foram o yoga para crianças e a massagem para bebés. Adriana Silva, da Byogi, evidenciou a boa adesão às actividades. Os pais cada vez mais procuram ajuda e estão mais centrados na prática da conecão com os filhos, confirmou a professora. E Adriana Silva explicou: apostamos em exercícios motores e actividades cognitivas.
Entre as muitas famílias que aproveitavam as actividades, o Correio do Minho falou com três casais que vieram de Esposende de propósito ao 1.º Festival da Família.

Vera Azevedo estava acompanhada por Tiago e a filha Clara, já Ana Lopes tinha a companhia de Martinho e do filho Simão, e Ivone Grilo e Manuel Barreira estavam com o filho Salvador. É a primeira vez que vimos ao Parque da Ponte e estamos a adorar, confidenciaram os casais, que desconheciam este espaço tão bonito e agradável. Para além de conhecer o Parque da Ponte, os casais pretendiam experimentar algumas actividades.
Mais à frente, estava o casal Márcia Enes e André Soares com os três filhos, João Eduardo, Mariana e o pequeno Lourenço. Enquanto, os dois filhos mais velhos participavam no workshop de origami, André elogiou logo o festival. Está excelente e Braga necessita de mais iniciativas deste género e neste local ainda melhor, atirou o professor de Educação Física. E Mária, que é da área da Psicologia, acrescentou: temos três crianças com idades diferentes e constantemente procuramos actividades lúdicas e pedagógicas para participar com elas.

Lamentando a falta de mais divulgação deste festival, Márcia Enes chamou a atenção para a falta de workshops direccionados para os pais e para o coaching parental. Este festival acaba por ser um exemplo nesta área. É preciso trabalhar muito com os pais e sensibilizar os próprios pais a participarem para se conseguir chegar mais depressa às crianças. É um trabalho que se tem de fazer em casa, apelou aquela mãe, referindo que fazem falta mais actividades físicas, intelectuais, emocionais e mentais.

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