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Desporto

2019-06-19 às 06h00

Carlos Costinha Sousa Carlos Costinha Sousa

AF Braga recebe, em Fafe, as Taças Nacionais de futsal, provas decisivas nos mais diversos escalões. Serão mais de 1200 pessoas a invadir a cidade, em demonstração da vitalidade do futsal.

Fafe recebe, pelas mãos da Associação de Futebol de Braga, da Federação Portuguesa de Futebol, do município local e do Nun’Álvares, as Taças Nacionais dos escalões de seniores femininos e juniores femininos e masculinos. São provas decisivas para o futuro das equipas participantes e prometem levar à cidade mais de 1200 pessoas, numa clara demonstração da vitalidade da modalidade.

Para apresentar este evento e falar da modalidade no geral, o jornal Correio do Minho e a rádio Antena Minho receberam Pedro Dias, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol com responsabilidade sobre o futsal e futebol de praia, entre outros ‘pelouros’, e também Pedro Sousa, primeiro vice-presidente e vice- -presidente substituto da AF Braga, principais instituições que organizam o evento.
De forma geral, Pedro Dias vê a modalidade do futsal com bons olhos, apontando que “há sempre espaço para melhorar” e que a grande meta da FPF passa por aumentar o número de praticantes femininas nas diversas modalidades.

“O futsal tem apresentado um conjunto de indicadores, em termos do que são o que considerados os factores de desenvolvimento desportivo, nos últimos anos, que nos indiciam que o percurso está a ser feito de forma sustentada. Os resultados desportivos são de excelência: selecção absoluta masculina é campeã da Europa em 2018, selecção sub-19 feminina campeã nos Jogos Olímpicos da Juventude 2018, selecção feminina absoluta é vice-campeã da Europa, selecção sub-19 masculina está na elite, ou seja, oito selecções apuraram-se para a fase final do primeiro europeu e Portugal tem um clube que é campeão da Europa de futsal (Sporting). Estes resultados colocam Portugal neste patamar elevado e isto é resultado de trabalho e de um processo longo, que está a ser sustentado pelos clubes e associações de futebol que têm feito um trabalho de excelência”, considerou o dirigente, abordando ainda a questão dos números que o organismo quer atingir a nível feminino: “queremos tentar ter uma taxa de participação feminina de pelo menos dez por cento. Quanto iniciámos este processo do Crescer 2020, essa taxa estava nos quatro por cento e vamos tentar chegar, no final do próximo ano, aos 10”.

Já Pedro Sousa falou dos novos projectos que a AF Braga está a preparar juntamente com a FPF, através da certificação dos clubes e do programa ‘Crescer 2020’ e que passam por apostar na “modernização, desenvolvimento e formação. Estamos a criar projectos de desenvolvimento concelho a concelho, com as câmaras municipais, e projectos nas escolas com unidades didácticas de futsal, entre muitos outros projectos, mas também numa aposta na modernização a nível de marketing, comunicação e de toda a questão da gestão estratégica da parte técnica, com formação para todos os envolvidos nestas questões”.

“Apostar no desenvolvimento capacitação e qualificação”

Uma aposta clara que a Federação Portuguesa de Futebol tem feito nos últimos anos passa pela formação dos agentes desportivos. Daí a criação da Portugal Football School, projecto que teve como principais objectivos a criação de um programa nacional de formação para os diversos agentes, o estabelecimento de parcerias com instituições de ensino superior para a obtenção de certificação formativa, a implementação de programas de formação contínua e pós-graduada em parceria com essas instituições, a disponibilização do ensino à distância para os cursos de formação e o fomento do desenvolvimento de actividade científica de investigação.
Mas acima de tudo esta escola pretende, segundo Pedro Dias, “criar e dotar de oportunidades de valorização dos nossos agentes. Não só dos técnicos e árbitros, que eram os que tinham formação específica, mas também agora disponível para os dirigentes dos clubes e das associações de futebol”.

“Este projecto é um programa de desenvolvimento, capacitação e qualificação. Esforço grande da FPF e dos seus sócios para a criação de uma escola, a Portugal Football School, que visa proporcionar acesso a oportunidades de capacitação e qualificação. É um programa muito relevante naquilo que é a criação e dotação de oportunidades de valorização dos nossos agentes”.
Esta intervenção vai além daquilo que existia que era praticamente a formação para técnicos e árbitros. Agora, para além dos presidentes das associações distritais e dirigentes dos clubes, a “intervenção a este nível vai também aos médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, técnicos de comunicação e aos próprios jogadores, reforçando a oferta formativa qualificada para poderem exercer a sua função da melhor forma”.

“Ainda bem recentemente tivemos os presidentes das associações distritais e participar num curso de formação de líderes em gestão de futebol destinado”, uma ação inédita que foi do particular agrado dos dirigentes associativos.
Organização, marketing, tecnologia, patrocínios, comunicação e liderança foram temas que tiveram a abordagem de especialistas nas diferentes áreas e que levaram à Cidade do Futebol responsáveis da UEFA e da FIFA, além de reputados profissionais portugueses que partilharam conhecimentos e experiências com os presidentes das associações distritais de futebol.

Pedro Sousa e a direcção da associação
“Sou, naturalmente, um putativo candidato ‘à la longue’”

Desafiado a comentar uma possível candidatura à direcção da Associação de Futebol de Braga, Pedro Sousa começou por referir que “quem quer ser dirigente de uma associação de futebol não pode deixar de se formar. É uma indústria que tem as seus questões específicas, que é preciso ser estudada, e nesse quadro tenho tentado crescer a nível formativo”, considerando-se “putativo candidato” no futuro, mas “não em 2020, uma vez que considero que Manuel Machado é o candidato ideal e desejo que se apresente às eleições”.

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