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Braga, terça-feira

Greve dos Enfermeiros atingiu os 100 por cento no hospital de Famalicão
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Greve dos Enfermeiros atingiu os 100 por cento no hospital de Famalicão

Oposição contesta confidencialidade do contrato entre InvestBraga e Altice

Vale do Ave

2018-10-11 às 06h00

Miguel Viana

Paralisação levou ao encerramento dos blocos operatório e de cirurgia de ambulatório. Enfermeiros exigem revisão da carreira e a antecipação da idade de reforma.

A totalidade dos enfermeiros do Hospital de Vila Nova de Famalicão (Centro Hospitalar do Médio Ave) aderiram à greve convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. A greve afectou os blocos operatório e de cirurgia de ambulatório
Na região do Minho foram, ainda, afectados os blocos operatórios e de cirurgia de ambulatório dos hospitais Barcelos (80 por cento de adesão), Guimarães (67 por cento de adesão) e Braga (62 por cento de adesão).

Em Viana do Castelo, a Unidade Local de Saúde do Alto Minho, registou uma adesão de cerca de 90 por cento Na prática, no primeiro dia de greve, apenas se apresentaram ao serviço no hospital vianense, cinco dos 50 enfermeiros que estavam escalados para os blocos operatório e de cirurgia de ambulatório. Tal facto levou ao cancelamento de cerca de 30 cirurgias que estavam agendadas. “Foram canceladas todas as cirurgias, porque o número de enfermeiros que ficam para assegurar as salas são insuficientes para que as cirurgias de rotina tenham lugar", afirmou Nélson Pinto, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.
O mesmo dirigente acrescentou que os cinco enfermeiros que “não aderiram à greve são apenas para garantir a sala de recobro e a urgência”.

Segundo Nélson Pinto, a greve está a acontecer “por culpa do Governo. O Primeiro-Ministro e o Ministério da Educação não cumpriram as promessas que fizeram aos enfermeiros portugueses”. Os enfermeiros defendem uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem , já que “a alteração apresentada pelo Governo é muito pior do que a que já tinhamos”, disse Nélson Pinto.
Estes profissionais de saúde exigem ainda a definição das condições de acesso às categorias, a grelha salarial, os princípios do sistema de avaliação do desempenho, do regime e organização do tempo de trabalho e as condições e critérios aplicáveis aos concursos.

Reivindicam, entre outras matérias, que a Carreira Especial de Enfermagem seja aplicável a todas as instituições do sector público e a todos os enfermeiros que nelas exercem independentemente da tipologia do contrato e que sejam consagradas as condições de acesso à aposentação voluntária dos enfermeiros e com direito à pensão completa aos 35 anos de serviço e 57 de idade (base inicial para negociação).
Para hoje está agendada um greve geral, ou seja, em todas as instituições que tenham enfermeiros ao serviço.

Na sexta-feira, os sindicatos reúnem com o Governo para debater a proposta negocial.
Os enfermeiros voltam a parar entre os dias 16 e 19 deste mês, altura em que decorre em Lisboa, uma manifestação em frente ao Ministério da Saude.
Além do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, a greve é convocada também pelo Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) e pela Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE).

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