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‘Há Cultura’ é “mola social” no crescimento individual e comunitário
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 ‘Há Cultura’ é “mola social” no crescimento individual e comunitário

Vale do Ave

2019-06-28 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Em Famalicão a Cultura está mais próxima das pessoas. O município apresentou ontem o ‘Há Cultura’, projecto de programação e criação cultural descentralizada.

Está em fase de ensaio para entrar em funcionamento no último trimestre do ano.
Intitula-se ‘Há Cultura’ e propõe-se gerar uma agenda cultural periódica descentralizada que levará eventos culturais diferenciadores e participativos às diferentes freguesias de Famalicão, fomentando a produção cultural local através da co-criação, estabelecendo uma rede de itinerância e produção dos projectos.
“É um projecto que exige, que reclama, que pressupõe o envolvimento das várias entidades, mas também muito assente na força que as juntas de freguesia têm no território”, explicou ontem Paulo Cunha, presidente da câmara de Famalicão, na apresentação do projecto de programação e criação cultural descentralizada que contou também com presença dos vereadores Leonel Rocha e Augusto Lima.
Para Paulo Cunha “o grande propósito é permitir que todos os famalicenses tenham acesso a eventos de âmbito cultural, mas também que todos os famalicenses, particularmente, as associações que têm essa actividade como objectivo possam proporcionar eventos culturais. No fundo, o objectivo é proporcionar um caldo de envolvimento comunitário, trazendo instituições e cidadãos, uns para prestar serviços culturais, outros para desfrutarem deles, mas que todos tenham uma participação activa nessa dinâmica num contexto de proximidade”.
Inserido no programa Famalicão Comunitário, o projecto ‘Há Cultura’ será desenvolvido por uma equipa municipal e pelos agentes e colectividades culturais presentes em dez Comissões Sociais Inter-Freguesias (CSIF).
O objectivo é “formar novos públicos, capacitar agentes locais, promover o acesso à fruição cultural e criar novas dinâmicas culturais locais, nomeadamente através da criação de projectos-âncora de referência em cada Comissão Social Inter-freguesia”, explicou o vereador Leonel Rocha.
Paulo Cunha realçou que o projecto “visa criar condições para que haja um melhor acesso à cultura, permitindo que mais pessoas tenham, o mais cedo possível e ao longo da sua vida, acesso à fruição e a eventos culturais qualificadores das suas competências pessoais que depois serão decisivas na sua forma e capacitação profissional”.
“Trata-se de uma ‘mola social’ que nós queremos que aconteça ao longo da vida das pessoas depende muito dos contributos culturais no seu percurso formativo, ms nós também ambicionamos que os próprios agentes culturais também vejam neste projecto uma oportunidade para que ganhem dimensão e também se qualifiquem e fiquem mais competentes”, sublinhou o edil, dando nota da receptividade das instituições culturais. “Nós temos um concelho muito ligado e comprometido com aquilo que é ambição concelhia e a câmara só tem que elogiar e reconhecer publicamente o trabalho e a dedicação das instituições que respondem, afirmativamente, aos desafios e que se envolvem para o sucesso destas iniciativas”.
Ora, o projecto está um pouco mais além da fase de “incubação” e, segundo Paulo Cunha, “daqui a dois anos já será possível para fazer uma avaliação. O projecto não está na incubadora, está numa fase mais avançada, mas entendo que é preciso tempo para que as instituições também amadureçam e que consigam atingir resultados. Nós queremos um projecto que seja exequível e seria mais fácil e mais rápido fazê-lo sem o envolvimento da comunidade”.

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