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Hino traduz sentimento de identidade e união do Agrupamento de Celeirós
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Hino traduz sentimento de identidade e união do Agrupamento de Celeirós

As Nossas Escolas

2019-10-22 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Professores e alunos cantaram, a uma só voz, o hino que une o Agrupamento de Escolas de Celeirós. Nos desafios Eco-Escolas, o agrupamento arrecadou o prémio Eco-Trilhos e uma menção honrosa no concurso de máscaras.

Foi ao som do hino do Agrupamento de Escolas de Celeirós que arrancou o ano lectivo 2019/2020.
Professores e alunos cantaram a uma só voz, à porta da escola, o novo hino que “traduz o sentido de identidade e os valores de união do agrupamento”, afirmou Célia Simões, directora do Agrupamento de Escolas de Celeirós.
Com música e letra elaborada por professores e alunos, “o hino é sentido por todos e reflecte os valores de união do agrupamento que irá também servir de mote para a nossa festa de entrega de prémios de mérito escolar a 135 aluno, no dia 20 de Novembro, no Altice Forum Braga”, sublinhou a responsável do agrupamento, acrescentando que nesta cerimónia “haverá ainda distinções, através da atribuição de crachás, aos delegados e sub-delegados de turma pelo importante papel que desempenham”.

Em matéria de projectos ao Orçamento Participativo Escolar, o Agrupamento de Escolas de Celeirós tem sido contemplado em quase todas as edições e, no ano anterior, voltou a ser distinguido com o projecto ‘Mochila guardada, Saúde cuidada’, no valor de 19.850 euros.
“É o presente de Natal para os nossos meninos. Os cacifos deverão estar prontos no final de Novembro. Ao todo são 270 cacifos que vão permitir que os alunos tenham, em pares, os espaços adequados às suas necessidades”, anunciou Célia Simões, confidenciando que está a aguardar a abertura do próximo Orçamento Participativo Escolar para apresentar outro projecto. “Trata-se de uma proposta para transformar a nossa sala que hoje funciona como sala laboratório, mas não é verdadeiramente um laboratório de Física e Química, num incentivo à ciência experimental que é algo muito importante no currículo dos alunos e que nós valorizamos muito”.

No que se refere à Educação Ambiental para a Sustentabilidade, o Agrupamento de Escolas de Celeirós é Eco-Escola desde 2003 e continua a ostentar a Bandeira Verde. No âmbito dos desafios Eco-escolas, o agrupamento foi distinguido com o 1º prémio no concurso Eco-trilhos e uma menção honrosa no concurso das máscaras de carnaval. “Somos Eco-escola há 16 anos e, mais uma vez, ganhamos a Bandeira Verde e todos os anos nos candidatamos a outros concursos no âmbito do projecto Eco-Escolas Este anos ganhamos os ‘Eco-Trilhos’ com um projecto muito interessante na praia da Apúlia. Nós fomos fazer uma limpeza na praia da Apúlia com os alunos do 8. ano e, na sequência dessa acção, surgiu a ideia de fazer um trilho digital para juntar a outros trilhos existentes a nível nacional”, contou “orgulhosa” a directora do agrupamento.

Agrupamento revoluciona sala de aula e coloca o aluno no centro da aprendizagem

O Agrupamento de Escolas de Celeirós está a implementar uma “autêntica revolução” dentro da sala de aula. A directora do Agrupamento de Escolas de Celeirós, Célia Simões, afirma que “este ano está a implementar uma transformação na sala de aula que vai de dentro para fora”, no âmbito da flexibilidade curricular.
Trata-se de uma mudança de paradigma no sistema de ensino que altera, profundamente, as dinâmicas de sala de aula e os métodos de avaliação. “É uma profunda transformação na forma como os alunos e as famílias olham para a escola e a forma como eles se posicionam enquanto actores principais nessa mudança. É uma transformação muito centrada no perfil dos alunos”, explicou Célia Simões, manifestando-se convicta que “estamos na rota daquilo que nos parece aquilo que o perfil preconiza: autonomia, identidade, responsabilidade e da cidadania. Isso está ser a trabalhado em todas as vertentes”.

Este novo olhar da escola que coloca o aluno no centro do processo educativo, atribui um novo papel aos estudantes que passam a avaliar o seu trabalho. “Ele é que tem que ver as aprendizagens que desenvolveu ou não, envolvendo o aluno naquilo que são as aprendizagens que ele tem que desenvolver em cada ano e em cada disciplina. Cabe ao aluno avaliar e ver aquilo que conseguiu atingir e, caso não tenha conseguido alcançar os resultados desejados, deve procurar ultrapassar as dificuldades com a ajuda dos professores. É um processo contínuo de monitorização dos progressos que envolve alunos e professores e, se algum aluno ainda não atingiu aquelas competências, devem avaliar a melhor forma de as atingir que pode passar pelo estudo autónomo, apoio, biblioteca, sala de estudo ou outro tipo de reforço. Em suma, todas essas estratégicas que colocam a aprendizagem no aluno”.

Ora, nesta avaliação global deixa de haver testes marcados que passará a ser só mais um elemento de avaliação. “A avaliação é contínua e passará a ter muitas variantes e com instrumentos diferentes”.
Tendo em conta a complexidade da mudança de paradigma, Célia Simões explica que esta “revolução dentro da sala de aula” exigiu que “fosse muito bem explicada a todos, alunos e pais, para perceberem qual o seu papel e a forma como vão olhar para esta mudança. Surpreendentemente, os pais e alunos aceitaram muito bem”, vincou.
No que se refere à educação especial, a directora do agrupamento mostrou-se preocupada e fala de uma situação “caricata”. “O quadro dos cinco docentes da educação especial não está completo. As portarias que desconhecemos diminuíram o rácio e, actualmente, só temos três”.

No âmbito da saúde, Célia Simões destaca um projecto “extremamente ambicioso” de ‘Suporte Básico de Vida’ que o Ministério da Educação preconiza que as escolas devem proporcionar, mas a responsável lembra que “o agrupamento já iniciou. Além de já termos adquirido os kits, já começamos a formar professores, funcionários, alunos e vamos agora alargar aos pais”.
No próximo mês, o agrupamento vai dedicar uma semana i à ‘Igualdade e Não Discriminação’ com inúmeras actividades neste âmbito, “a que acrescenta um plano de actividades assente nesta área, desde logo, a solidariedade e as várias campanhas de inclusão”.
Célia Simões anunciou ainda que o agrupamento aderiu ao Plano Nacional de Cinema que tem já marcada, no próximo dia 25, às 21 horas, no auditório da escola de Celeirós, uma sessão de cinema aberta a toda a comunidade.

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