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Casos do Dia

2018-10-08 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

As chamas deflagraram, ontem à tarde, num palacete devoluto na Rua do Carvalhal, em S. Vicente, levando à intervenção de mais de meia centena de bombeiros Sapadores e Voluntários de Braga, Famalicenses, de Amares e das Taipas.

Um incêndio deflagrou, ontem à tarde, num edifício, de traça antiga, na Rua do Carvalhal, em S. Vicente, bem no centro da cidade de Braga, levando à intervenção de cerca de meia centena de bombeiros. A população assistiu impávida à destruição de uma estrutura devoluta há demasiado tempo, que acabou dizimada pelas chamas.
O alerta foi dado aos Bombeiros Sapadores de Braga ainda antes das 16 horas. À chegada dos ‘soldados da Paz’ já os agentes de Segurança Pública arredavam os transeuntes de junto do edifício que ardia a olhos vistos e do qual muitos populares captavam imagens para partilhar nas redes sociais.

A primeira equipa dos Bombeiros Municipais parecia estar a conseguir dominar o fogo, que havia deflagrado numa das partes extremas do edificado antigo, mas mais reforços acabariam por chegar rapidamente, e de várias corporações, uma vez que as chamas se arrastaram também para outras partes da estrutura, que ia cedendo e caindo em pequenos pedaços para a rua.
Além dos Bombeiros Sapadores, juntaram-se ao combate ao fogo os Bombeiros Voluntários de Braga, de Amares, os Famalicenses e ainda os Voluntários das Taipas que trouxeram quatro viaturas pesadas com água para apagar as chamas que se propagavam rapidamente e que podiam chegar a outros edifícios.
Aos populares que se juntavam para assistir ao incêndio que atacou o edifício, os agentes da polícia pediram para que se afastassem da rua, pois estavam em perigo. E a Rua do Carvalhal, onde o edifício consumido pelas chamas se localiza, acabaria por ficar interdita.

Os moradores da rua mostravam-se assustados com o sucedido, mas indicaram que isto mais dia menos dia aconteceria porque o edifício apresentava grandes sinais de degradação.
Lurdes Fernandes, uma das moradoras da Rua do Carvalhal, olhava com tristeza para as chamas, lamentando o sucedido, ao lado de outros moradores e dezenas de bracarenses que por ali passavam e foram ficando. “Isto não é inédito”, disse, indicando que esta é a quinta ou sexta vez que há alerta de fogo no antigo palacete. “Há décadas que o edifício está devoluto e há anos que precisava de obras de recuperação a fim de evitar este tipo de situações que colocam em perigo quem aqui mora”, apontou a moradora, indicando que há também indícios de toxicodependência e prostituição.
Fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro de Braga indicava que o incêndio foi dado como “dominado” precisamente às 18.43 horas.

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