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INL mostra como a tecnologia combate o cancro

Braga

2019-01-22 às 06h00

Redacção Redacção

No próximo dia 1, o INL organiza uma conferência que exibe projectos que desenvolvem tecnologias que ajudam ao combate ao cancro.

O Dia Mundial do Cancro assinala-se no próximo dia 4 de Fevereiro, mas o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecno- logia (INL) antecipa-se à efeméride para ser palco da edição portuguesa do HealthTECH World Cancer Day (Tecnologias de Saúde - Dia Mundial do Cancro). Esta iniciativa decorre a 1 de Fevereiro e vai dar a conhecer de que forma as novas tecnologias médicas estão a mudar o diagnóstico e o tratamento de uma das doenças mais prevalentes em todo o mundo.

Refira-se que o HealthTECH World Cancer Day acontece em simultâneo em sete países diferenres, designadamente Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Polónia e Turquia, no âmbito do Dia Mundial do Cancro. O grande objectivo desta iniciativa é precisamente “informar a opinião pública sobre o papel da tecnologia no combate à doença”, esclarece fonte do INL.
Os participantes nesta conferência especializada em tecnologias médicas vão poder conhecer as mais recentes inovações tornadas possíveis pela nanomedicina, biomateriais, sistemas inteligentes e saúde digital, que vão de um diagnóstico precoce mais preciso a uma administração de medicamentos ou radioterapia mais seguras, passando por tratamentos à medida de cada doente ou ainda pela monitorização remota dos parâmetros dos pacientes.
A iniciativa conta com a participação de Cristiana Fonseca, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e membro da direcção da União Internacional para o Controlo do Cancro, que vai falar sobre o papel das associações de doentes na tomada de decisões.

Daniela Pereira, criadora da startup Mag4Biomed, que desenvolveu uma nova forma de tratamento do cancro através de fármacos guiados magneticamente vai falar sobre este projecto, enquanto José Luís Costa, investigador do I3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, explica a sua dedicação ao entendimento dos mecanismos genéticos que estão na base do desenvolvimento e progressão do cancro para a adopção de tratamentos personalizados. Joaquim Abreu de Oliveira, oncologista do IPO (Instituto Português de Oncologia, Porto), vai abordar o estado actual e as necessidades da prática clínica nesta área.

Laboratório com vários projectos que ajudam ao diagnóstico do cancro

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia tem desenvolvido projectos na área do diagnóstico do cancro, que não seriam possíveis sem o recurso à nanotecnologia. Exemplo disso é o projecto ‘RUBYnanomed’, que desenvolveu um dispositivo descartável que detecta precocemente metástases em doentes com cancro, possibilitando o isolamento e a análise automática das células tumorais circulantes, que têm a capacidade de se soltarem do tumor inicial, entrar na circulação sanguínea (por exemplo) e, posteriormente, fixarem-se noutro local, refere a investigadora Lorena Diéguez, do INL.

A doença metastática “é directamente responsável pela maior parte da mortalidade relacionada com cancro em todo o mundo”, indica ainda a investigadora, acrescentando que o estudo das células tumorais circulantes permite aos médicos a monitorização contínua e em tempo real da respectiva progressão. De acordo com Lorena Diéguez, o dispositivo desenvolvido no projecto RUBYnanomed pode levar a um prognóstico mais preciso e a um tratamento personalizado, contribuindo para um melhor equilíbrio entre o custo, a eficiência e a sustentabilidade do sistema de saúde. A solução proposta pelo RUBYnanomed possibilita uma detecção mais rápida, com maior sensibilidade e especificidade, do mesmo tipo de células e de outros tipos celulares, associados a formas mais agressivas de cancro.

Outra equipa do INL desenvolve um novo agente de contraste para imagiologia por ressonância magnética (MRI) que abre as portas à detecção precoce de tumores. Trata-se de nanoestruturas inovadoras baseadas em óxidos de manganês - um metal, escolhido pelas propriedades magnéticas, que permitem ao agente de contraste para MRI ser activado como resposta a um estímulo interno fornecido pelas células tumorais, e assim intensificar o sinal no decurso da ressonância magnética. “A intensidade do sinal emitido pelo tecido tumoral, quando este é descoberto pelo novo agente de contraste, usado para formar imagens anatómicas através de ressonância magnética, pode aumentar até 140 vezes, permitindo incrementar a visibilidade das células tumorais de forma significativa”, diz Juan Gallo, que com Manuel Bañobre e Lorena García-Hevia, são responsáveis pelo ‘Advanced (magnetic) Theranostics Nanostructures Lab’. “Sabemos que a detecção precoce é fundamental para aumentar as probabilidades de cura do paciente”, dizem os investigadores.

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