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Instituições devem abrir portas para trabalhar mais em rede

Braga

2019-11-22 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

De 25 de Novembro a 3 de Dezembro, a 4.ª edição da ‘Semana da Inclusão - Incluir +’ promete 33 actividades muito diversificadas, envolvendo 17 instituições do concelho.

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”
Mahatma Gandhi

Porque as próprias instituições “ainda vivem de costas voltadas e fechadas em si mesmas”, a ‘Semana da Inclusão - Incluir+’ vem ‘dar mais um passo’ para o trabalho em rede. E prova disso é que a 4.ª edição, que se realiza de 25 de Novembro a 3 de Dezembro, já envolve 17 instituições do concelho e a realização de 33 actividades diversas. “Este foi um desafio feito às instituições para se conhecerem, partilharem, verem o que cada uma faz, conciliar actividades e daí já surgiram novas sinergias e uma maior proximidade”, assegurou, ontem na apresentação daquela iniciativa, a directora da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Aida Alves.
E se no início foram sete as instituições que aceitaram o desafio, este ano já se juntaram ‘à causa’ 17 entidades. “As pessoas trabalham muito sobre a sua própria missão e plano de actividades e acaba por haver muito pouco cruzamento entre si. Trabalhamos com uma e com outra e fomos nos apercebendo que há um conjunto de iniciativas que podiam ser potencializadas e trabalhadas em rede”, justificou a directora, assumindo, “a preocupação de juntar todas as instituições e partilhar o que todas tão bem fazem”.

Entretanto, na próxima segunda-feira, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva vai efectivar mais quatro novos acordos de colaboração com entidades do concelho ligadas à problemática de deficiência. Assim a ACARE, ADOC, AIA e APCB juntam-se à biblioteca, que assume um trabalho mais colaborativo com 11 entidades.
Esta semana, continuou Aida Alves, “pretende apelar à consciencialização da sociedade”.
Os responsáveis das instituições presentes na conferência aplaudiram a parceria, que vêem como “uma mais-valia” para todos.

Destaque para a directora técnica do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da Cerci, Tânia Crista, que reconheceu a “oportunidade” que este projecto permite “na partilha e no abrir de portas à comunidade que é fundamental para as instituições, que muitas vezes vivem muito fechadas em si e se não fossem iniciativas como esta não existiam tantas sinergias”.
Também a directora técnica do Centro Novais e Sousa, Lucinda Vilaverde, agradeceu o facto de aqui se conseguir “encontrar momentos muito significativos” para os utentes. E a responsável apontou o dedo também ao facto das próprias associações não serem inclusivas. “Vivemos de costas voltadas e a inclusão tem que começar dentro das instituições”, desafiou.
Na edição do ano passado, estiveram envolvidas 16 instituições e foram realizadas 27 actividades, que contaram com a participação de 1254 pessoas.

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