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Entrevistas

2018-12-17 às 06h00

Teresa M. Costa

A dias do 24.º aniversário a presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave fala do percurso da instituição, da sua afirmação na região e no país e dos projectos em curso.


O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) comemora, na próxima quarta-feira, os seus 24 anos que se saldam por muito trabalho, pela expansão para os concelhos do quadrilátero urbano, pela afirmação no contexto do ensino superior e por vários projectos para o futuro.
A presidente do IPCA, Maria José Fernandes, foi a convidada do programa 'Da Europa para o Minho', emitido pela Rádio Antena Minho, onde esteve à conversa com o director do jornal 'Correio do Minho', Paulo Monteiro, e com o eurodeputado José Manuel Fernandes.

Sobre a actividade do IPCA, Maria José Fernandes fala de “24 anos de muito trabalho, de afirmação, de reconhecimento, de conquista de um espaço e, sobretudo, acho que o IPCA tem respondido às necessidades desta região do Minho, mas também do país e da Europa”.
O IPCA continua a trabalhar para proporcionar as melhores condições aos seus alunos. Em termos de instalações, já foi adquirido o terreno para criar um parque de estacionamento e um espaço multiusos que comporte a prática desportiva.
A presidente do IPCA dá conta que o objectivo é lançar o concurso em Março/Abril do próximo ano para a construção arrancar em Junho.

Em fase de conclusão está o 'Factory Lab' que Maria José Fernandes descreve como “uma mini-fábrica que vai servir para a formação na área da gestão industrial, da mecatrónica e da mecânica automóvel, onde os alunos vão poder ter práticas de laboratório efectivas”.
Trata-se de um investimento de quase um milhão de euros.

As novas instalações da Escola de Design vão dar novo uso à antiga Escola Básica Gonçalo Pereira, na cidade de Barcelos, cedida pelo Município local em contrato de comodato ao IPCA que elaborou o projecto para um investimento que se cifra, também, no milhão de euros, tendo sido submetida uma candidatura no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU).
Para Guimarães está projectada uma Escola de Hotelaria e Turismo, numa parceria com o Município local, na Quinta do Costeado.
A presidente do IPCA lembra que o concurso aberto pelo Município para a elaboração do projecto ficou deserto e que vai lançado novo concurso.
A novidade anunciada pelo presidente da Câmara Municipal de Guimarães é que o Município vai afectar uma habitação de que é proprietário junto à Quinta do Costeado para alojamento dos estudantes.

Solidez financeira do IPCA é uma realidade e uma bandeira

Há um ano à frente dos destinos do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), Maria José Fernandes atribui o sucesso a todos os que trabalham na instituição e mantém como bandeira a solidez financeira, apesar do défice de financiamento do Orçamento de Estado que continua por corrigir.
“Gostava de deixar o IPCA na mesma situação financeira em que o encontrei e encontrei-o numa condição sólida, apesar de ter o financiamento mais baixo a nível nacional”.

À conversa com o director do jornal 'Correio do Minho', Paulo Monteiro, e com o eurodeputado, José Manuel Fernandes no programa da Rádio Antena Minho 'Da Europa para o Minho', Maria José Fernandes afirma que “não tem havido vontade política de resolver a situação” do subfinanciamento do IPCA.
A presidente do IPCA denuncia a falta de equidade na transferência de verbas para as instituições de ensino superior e revela que “o orçamento está estagnado à data em que o Instituto tinha cerca de 1200 alunos”.
A dirigente explica que o orçamento é calculado com base no histórico e refere que, no caso do IPCA, os alunos aumentaram muito, rondando, este ano lectivo, os 4500.

Na altura em que houve uma retracção a nível nacional, as instituições diminuiram o número de alunos, mas mantêm o financiamento, enquanto que o IPCA aumentou os alunos e tem, também, o mesmo financiamento.
Maria José Fernandes reconhece: “é de facto notável o que fazemos com o dinheiro que recebemos do Orçamento de Estado. Não tenho dúvidas de que o IPCA será das instituições mais eficientes deste país”.

O IPCA deveria estar a receber quatro vezes o que recebe, sendo que a transferência do orçamento de Estado não cobre sequer 80 por cento dos salários dos professores e funcionários, exemplifica a dirigente.
Tudo o resto é assegurado por receitas próprias.“Temos um conjunto significativo de receitas próprias que nos têm permitido sempre dosear o crescimento, a afirmação e a situação financeira” realça a presidente do IPCA.
As receitas próprias permitiram ao IPCA passar a fundação pública de direito privado.
“Reunimos as condições para ser fundação porque uma delas é ter 50 por cento de receitas próprias, o que resulta de ter uma baixa taxa de transferência do OE” explica Maria José Fernandes que admite que “foi sempre um esforço tentar não onerar demasiado as famílias fixando uma propina baixa” que se salda em 830 euros e que por força da decisão do governo de fixar a propina, o IPCA está impedido de a subir.

Estatuto de fundação dá flexibilidade e autonomia

Ser fundação dá ao IPCA “alguma flexibilidade” explica a presidente, Maria José Fernandes que refere os dois anos que o Instituto teve que esperar para poder adquirir um terreno, em Barcelos, e o antigo edifício do Idite-Minho em Braga.
As duas aquisições foram feitas com receitas próprias e sem onerar num cêntimo sequer o orçamento de Estado, mas o sector público-administrativo exige um conjunto de autorizações. Como fundação, estas questões passam a ser de gestão interna.
Por outro lado, o IPCA tem autonomia para criar carreiras internas. Esta é, aliás, uma das propostas que vai ser analisada na primeira reunião do Conselho de Curadores, agendada para esta quarta-feira, já que o Instituto precisa de criar uma carreira autónoma para os professores que ministram os cursos de curta duração, antecipa Maria José Fernandes.

Menos candidatos criam desafios ao ensino superior

A diminuição da taxa de natalidade é um grande desafio, assume a presidente do IPCA, Maria José Fernandes, que explica que, nos próximos 15 anos, haverá um decréscimo muito grande de potenciais candidatos ao ensino superior.
Um dos alunos que é preciso captar são os que frequentam o ensino profissional. Passou de 5 para 25 por cento a percentagem dos que prosseguem estudos para o superior, mas temos que conseguir subir essa fasquia e cativá-los para continuarem a estudar, mesmo que seja em regime pós-laboral, defende Maria José Fernandes.
“É um grande desafio que o-briga o IPCA e outras instituições de ensino superior a pensar em novos públicos, na formação ao longo da vida, na reformulação de mestrados para curta duração e no reconhecimento de competências profissionais para atrair nova- mente o adulto.

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