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Joana Matos Frias: “Receber um prémio por aquilo que gosto de fazer é só alegria e deslumbramento”
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Joana Matos Frias: “Receber um prémio por aquilo que gosto de fazer é só alegria e deslumbramento”

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Joana Matos Frias: “Receber um prémio por aquilo que gosto de fazer é só alegria e deslumbramento”

Vale do Ave

2019-10-19 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Joana Matos Frias, ensaísta e professora auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, recebeu, ontem, o Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho do Município de Famalicão e da Associação Portuguesa de Escritores.

“Receber um prémio por aquilo que gosto de fazer é só alegria e deslumbramento”. Foi com estas palavras sentidas que Joana Matos Frias recebeu, ontem, na BiBiblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, o Grande de Ensaio Prémio Eduardo Prado Coelho, atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Autores (APE), pela sua obra intitulada ‘O Murmúrio das Imagens’.
Agradecendo o prémio à autarquia famalicense e à APE, bem como à família, amigos e ao júri pela selecção da sua obra, publicada em Março último pela editora ‘Afrontamento’, a galardoada Joana Matos Frias, professora auxiliar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, frisou que receber “este Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho é uma honra e uma enorme alegria, mas, também, uma grande responsabilidade”.

“Trata-se de o meu trabalho ficar vinculado a um dos mais importantes pensadores da contemporaneidade”, sublinhou a autora premiada, que considera o ensaio como “a maior forma de liberdade” do pensamento.
A obra da escritora ‘O Murmúrio das Imagens’, em dois volumes, é baseada num estudo “que visa apresentar uma ponderada reconstituição teórica desse complexo vínculo entre Poesia e Imagem”, propondo, assim, “uma reflexão transdisciplinar que não se escusa mesmo a uma certa indisciplinaridade” através do cruzamento da retórica, poética e da estética.
Refira-se que autora tem publicado ensaios no campo da estética comparada, privilegiando as correlações entre a poesia, pintura, fotografia e cinema.

Entre o público assistente à atribuição deste galardão a Joana Matos Frias estava também Isabel Pires de Lima, ex-ministra da Cultura. José Manuel Mendes, da presidente da APE, destacou a “obra notabilíssima” da autora premiada e agradeceu á autarquia famalicense por continuar a “dar visibilidade” ao trabalho de grande nível intelectual que se faz em Portugal através da atribuição deste prémio.
Leonel Rocha, vereador da Cultura do Município de Famalicão, sublinhou a importância que este Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho tem para a autarquia, antes de mais porque acolhe a biblioteca do reconhecido autor e pensador, mas sobretudo porque “a educação e a cultura fazem parte da estratégia famalicense para promover o desenvolvimento do concelho e do território”. O autarca frisou que a autarquia famalicense aposta na promoção de vários programas nas escolas que promovem precisamente “o pensamento e a arte”, além do Prémio de Conto Camilo Castelo Branco para autores que serve de “estímulo” à criatividade.

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