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Cávado

2019-08-13 às 20h33

Redacção Redacção

O campo da freguesia já está pronto e repleto de mesas e bancos para famílias e amigos se reunirem já esta quinta-feira, dia 15 de Agosto.

A 18.ª edição do Dia de Martim está a chegar. O campo da freguesia já está pronto e repleto de mesas e bancos para famílias e amigos se reunirem no próximo dia 15 de Agosto. A Junta de Freguesia de Martim mantém “bem vivo” este dia que já é uma tradição para os martinenses, familiares e amigos que se juntam à “grande festa”.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Martim, António Carvalho, o Dia de Martim é “o orgulho” de todos. “Somos uma terra muito bairrista e um dia como este faz todo o sentido. O Dia de Martim é, como diz o povo, ‘a nossa cara’. Por isso, todos os anos o repto é lançado e os martinenses, e não só, marcam presença e participam nas inúmeras actividades que se realizam ao longo do dia”, sublinhou o presidente.

O dia promete, como sempre, muito convívio e boa disposição. Não faltam também os melhores petiscos cozinhados na hora, sempre bem regados. Aqui e ali reúnem-se famílias e amigos. Os emigrantes ‘matam saudades’ e os que já não vivem na terra lembram tempos passados. Mas todos têm algo em comum: o amor à terra. “O nosso amor à terra e o bairrismo são o que nos define como martinenses e durante o dia 15 de Agosto esses sentimentos são vividos e sentidos de forma muito intensa. Fomos muito felizes na ideia, na altura inédita, mas também só podia ter sucesso. Os martinenses são assim: têm mesmo um bairrismo e um amor à terra que não são fáceis de se verem por aí”, assegurou António Carvalho. 

A essência do projecto mantém-se e de ano para ano, afirmou o autarca, “ficou a certeza que o Dia de Martim é o exemplo mais intenso de bairrismo dos martinenses”. E o presidente justificou: “só quem participa é que consegue perceber a dimensão que o Dia de Martim atingiu, bem como viver e sentir o espírito e o orgulho martinenses. Mesmo quem não nasceu ou não vive em Martim e tem passado este dia com os martinenses deixa o ‘lugar reservado’ para a edição do ano seguinte".


?? Como já é tradição, ao convívio e ao encontro entre muitos familiares, amigos e conhecidos junta-se um programa bem recheado: eucaristia, Passeio BTT e prova de atletismo, piquenique, jogos tradicionais, música e muita animação para todas as idades e gostos. “Quando as pessoas gostam e apreciam só temos que manter, por isso, o programa mantém-se sempre a pensar em todos”, justificou o presidente.

O dia começa bem cedo, pelas 7 horas, com uma eucaristia por todos os martinenses na Igreja Paroquial de Martim, celebrada pelo pároco da terra, padre Aurélio Ribeiro. A manhã é ocupada, ainda, com a prova de atletismo, modalidade com muita tradição na terra e que mobiliza muitos 'apaixonados' pela corrida. Ainda da parte da manhã, realiza-se um Passeio BTT. 

A hora do almoço é a mais esperada por todos. Os martinenses saem de casa de farnel ‘às costas’, tal e qual manda a tradição, e encontram-se no campo da freguesia, ao lado do jardim-de-infância e da nova unidade de saúde, a partir das 12.30 horas. Ali convivem e confraternizam com os familiares, amigos e martinenses, em geral, sempre num ambiente saudável. E são já muitos os martinenses, que vivem fora da freguesia, que se juntam à festa.

Durante a tarde, há jogos tradicionais e para os mais pequenos estão a ser preparadas, como é habitual, inúmeras actividades, com destaque para insufláveis diversos e pinta faces. A música não vai faltar e sempre com a voz e os pezinhos de dança de martinenses. Sobem ao palco, durante a tarde e noite, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim e uma banda da terra.
Ao cair da noite é tempo de reforçar energias. O jantar é oferecido, como manda a tradição, pela organização. Sardinhada, caldo verde e pão caseiro fazem parte da ementa. 
No final da noite, a música vai continuar a ‘chamar’ os mais e até os menos atrevidos para a dança… até à meia-noite, hora em que termina, religiosamente e como já é tradição, o ‘Dia de Martim’. 

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