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Braga

2019-01-16 às 06h00

José Paulo Silva

Artur Feio demitiu-se da liderança da comissão política concelhia do PS para renovar “legitimidade democrática”. Recandidata-se às eleições intercalares agendadas pela Federação Distrital.

A Federação Distrital do Partido Socialista agendou para 2 de Março eleições intercalares para a comissão política concelhia de Braga. A decisão, tomada se-gunda-feira à noite, resulta da demissão do líder da concelhia, Artur Feio e dos restantes elementos do secretariado da secção, bem como da maioria dos membros da comissão política.
Artur Feio já anunciou que se vai recandidatar, enquanto o seu opositor nas eleições de há ano, Jorge Faria, ainda pondera o que fazer perante a decisão da comissão política da Federação Distrital, que classificou como “golpe estatutário”.

A lista de Jorge Faria perdeu as eleições para os órgãos da secção de Braga realizadas a 20 de Janeiro de 2018, mas impugnou o acto eleitoral, alegando que a lista vencedora, liderada por Artur Feio, não apresentou moção de suporte.
Os apoiantes de Jorge Faria sustentam que a demissão de Artur Feio e dos seus apoiantes foi uma antecipação à decisão da Comissão de Jurisdição Nacional do PS, que poderá vir a considerar ilegítima a lista vencedora.
Artur Feio, por seu lado, alegou que a demissão, concretizada há dias, serviu à “clarificação e renovação da legitimidade democrática da estrutura dirigente local”, face “a constantes imputações de falta de legitimidade” à sua direcção, desvalorizando a queixa apresentada pelos seus adversários por se basear apenas numa questão meramente formal.

“Depois de tantas dúvidas criadas, acusações sem sentido, esta é a forma de mostrar que uma lista eleita com 80% dos votos em urna não pode estar sempre a lidar com acusações de falta de legitimidade por uma questão formal”, sustenta Artur Feio.
Surpreendido com a marcação de eleições intercalares para 2 de Março e pela nomeação de uma comissão administrativa que vai gerir a secção neste entretanto, Jorge Faria disse ontem ao Correio do Minho que vai reunir com os seus apoiantes para saber se “vale a pena uma nova candidatura que, a ganhar, poderão passar-lhe nova rasteira estatutária”.
Este militante socialista acusa o presidente da Federação Distrital do PS, o deputado Joaquim Barreto, de “só ouvir por um ouvido”, ou seja, de atender aos argumentos de Artur Feio, não tendo concretizado um pedido de reunião para análise da queixa apresentada ao Conselho de Jurisdição Nacional.

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