Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Pais protestam contra transferência dos filhos da APPACDM de Gualtar
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Braga

2018-06-14 às 08h00

Miguel Viana

MANIFESTAÇÃO junto à Segurança Social teve como finalidade evitar a transferência de utentes para outras instituições em virtude da reestruturação do CAO em Gualtar

Cerca de 40 pais e amigos de utentes do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) de Gualtar da Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), manifestaram-se, ontem de manhã, em frente à Segurança Social, contra a possibilidade dos filhos poderem vir a ser transferidos para outras instituições do concelho.
Em causa está a reestruturação do CAO. O projecto aprovado pela Segurança Social no ano passado permitia a manutenção da totalidade dos utentes, mas o projecto foi reformulado apenas para 60 utentes (excluindo 13 dos frequentadores). Uma situação que está a causar incómodos a pais e familiares.
“Fomos surpreendidos na reestruturação do CAO de Gualtar. Em Outubro apresentamos um projecto e a Segurança Social despachou favoravelmente para 75 jovens. Para passar para 60 foi iniciativa de alguém. Não podemos por jovens com 20,30 ou 40 anos fora da instituição. Seria um trauma muito grande”, referiu José Carvalho, pai de um utente com 47 anos e um dos organizadores do protesto.
Aurora Dias, mãe de outra utente da instituição também se mostrou preocupada com o futuro da filha, utente do CAO de Gualtar praticamente desde que nasceu, há 35 anos.
“Dizem que vão para Navarra ou para a Póvoa de Lanhoso. Eu não tenho possibilidades de a levar todos os dias para Navarra ou para a Póvoa de Lanhoso. É uma situação que me está a preocupar muito”, disse Aurora Dias.
Alberto Sousa, que se assume como “presidente destituído” do CAO de Gualtar, também se juntou ao protesto, reconhece aos pais “todo o direito de estar cá. Os pais têm toda a razão, e isto só está a acontecer porque está a ser gerido por alguém que não conhece as dificuldades da instituição e dos pais.”
Durante o protesto foi elaborado um abaixo-assinado e entregue na Segurança Social , onde o Grupo de Pais e Significativos 60 utentes os pais contestatários acusam ainda a direcção de “causar intimidação, com ameaças aos trabalhadores (processos disciplinares para despedimento), contratações desnecessárias, e faltas de respeito aos associados”.

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