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Desporto

2019-10-22 às 06h00

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

Sameiro Araújo e Ricardo Costa manifestaram total agrado pela eleição da “festa da dança” como o melhor evento desportivo do ano. Votação do público determinante.

Pelo sexto ano consecutivo, o município de Braga realizou a Gala do Desporto, um evento anual para premiar todos os agentes desportivos com inegável mérito no período compreendido entre 1 de Outubro e 30 de Setembro de cada época desportiva. Numa cerimónia realizada no Altice Fórum Braga, atletas, treinadores, dirigentes e árbitros viram os seus méritos reconhecidos com as devidas distinções perante a comunidade.
Para além destes, também houve lugar à eleição do melhor evento desportivo do ano que, numa votação online na qual o público foi convidado a participar, foi eleito o Dance World Cup como o grande vencedor, numa categoria que contava ainda com outros eventos em votação como a 40.ª Rampa da Falperra, a 41.ª Corrida de S. Silvestre, a Final-Four da Taça da Liga e o Campeonato Europeu Universitário de Futsal.
O Dance World Cup trata-se da maior competição de dança do mundo e que este ano se realizou em Braga, no Altice Fórum, entre 28 de Junho e 6 de Julho. Foi evento de grande dimensão que levou até Braga e à região Norte em geral milhares de pessoas.

Disso mesmo deu conta Sameiro Araújo, vice-presidente da CM Braga e responsável pelo pelouro do Desporto, que enalteceu os vários contributos e a honra que foi para a cidade a organização de um evento com esta dimensão.
“Este foi um evento que se destacou com grande evidência e penso que a votação foi justa. Foi tida em conta a opinião da comunicação social e também a do público, numa votação online”, começou por explicar Sameiro Araújo, destacando os pontos atractivos do município que possibilitaram a organização do evento.
“Em primeiro lugar há que destacar o reconhecimento que esta competição proporcionou a Braga e ao país. Trata-se de um evento à escala global, que encontrou em Braga uma cidade milenar, com múltiplos atractivos históricos, turísticos e ao nível das infra-estruturas, que proprocionaram certamente uma excelente experiência a todos aqueles que se deslocaram a Braga para participarem e assistirem à competição”, assinalou.

Questionada sobre se este reconhecimento poderia ser visto com mais um estímulo à continuidade do trabalho que tem sido feito na dança desportiva, Sameiro Araújo foi taxativa.
“Julgo que foi o presente merecido que demos às escolas de Braga. Temos muitas escolas e dançarinos de qualidade aqui em Braga, nas mais variadas vertentes da dança, clássica, latina, contemporânea...”, frisou, sem esquecer os apoios que o município vem disponibilizando.
“O município vem apoiando os bailarinos e as escolas, financiando-lhes as inscrições na Federação e essa estratégia visa também descobrir novos talentos e promover os que já existem, dando-lhes visibilidade”, frisou, acrescentando que “esta votação é a consequência do bom trabalho que tem sido desenvolvido e, até por isso, em 2022 o evento estará de volta a Braga”.

Também Ricardo Costa, CEO do grupo Bernardo da Costa e embaixador do evento, apelidou o Dance World Cup como “a festa da dança”, assinalando a satisfação com que recebeu a notícia desta nomeação.
“É uma satisfação enorme por ver reconhecido o valor deste evento. Foi o maior do ano a nível nacional, contando com mais de sete mil bailarinos de 53 países distintos”, referiu um dos responsáveis pela ‘captação’ do evento para a cidade de Braga.
“Naturalmente isto trouxe muitos benefícios para Braga, causando um enorme impacto em áreas como a restauração, a hotelaria e o comércio da cidade de uma forma geral”, começou por referir, deixando ainda uma promessa para daqui a três anos.
“O feedback foi muito positivo e em 2022 vai regressar com uma dimensão ainda maior”.

Andreia Sousa, árbitra do ano

“Não estava à espera. É uma menção muito importante e um sentimento muito especial. Vou querer trabalhar cada vez mais”, comentou ontem Andreia Sousa, a designada árbitra do ano. Ao Correio do Minho, a consultora de informática assumiu o sonho de evoluir na arbitragem, tendo nos seus objectivos chegar até ao quadro principal do futebol profissional.
“Eu quero fazer boas épocas”, frisou, explicando que todos os dias cumpre o seu programa de treino, com descansos semanais à sexta-feira. “Às vezes eu chego a fazer no mesmo dia dois treinos”, adiantou a árbitra, que entrou para os quadros da AF Braga na época 2006/2007.
Ascendeu na época 2011/2012 ao quadro feminino da FPF - Federação Portuguesa de Futebol onde se encontra actualmente.

Pertenceu também ao quadro de Elite da AF Braga, arbitrando jogos da categoria mais elevada da AF Braga (Pro-Nacional). Na última época classificou-se no 3.º lugar no quadro de árbitras de Elite da FPF, perspectivando o acesso ao próximo nível no cursus honorum da arbitragem, o quadro nacional masculino, como árbitro assistente.
Questionada sobre se o facto de ser mulher ainda implica, num meio predominantemente masculino, eventuais problemas de desigualdade, Andreia Sousa responde-nos que actualmente nem tanto, mas “no início havia mais discriminação”.

Nós últimos anos, acrescenta, tem havido evoluções. “Tanto os jogadores como outras pessoas responsáveis percebem o que nós temos a fazer” - vincou, “as pessoas quando nos vêm entrar mostram-se mais agradáveis”.
Sobre a compatibilização da actividade da arbitragem com a vida familiar e profissional, diz ter a vida facilitada.
“Tenho muita sorte na empresa onde trabalho, a Inforap, pois são abertos às minhas ausências quando são precisas. Também em casa, como o meu marido também pratica futebol, tenho essa compreensão”, explica, salientando que mantém quanto ao resto as funções tradicionais de dona de casa, com tudo o que isso implica em termos de lide doméstica, desde o cozinhar ao tratamento das roupas.
“É uma questão de organização cuidada do tempo”, realça.

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