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Nacional

2018-05-12 às 21h40

Redacção

O Primeiro-Ministro esteve em Montalegre numa ação integrada no programa de defesa da floresta contra incêndios.

O Primeiro-Ministro esteve em Montalegre numa ação integrada no programa de defesa da floresta contra incêndios. António Costa trouxe com ele uma vasta comitiva de onde constou, entre outros, os Ministros do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos. No auditório municipal, o líder do Governo assistiu à assinatura dos termos de aceitação de 69 equipas de sapadores florestais, onde se incluem 13 brigadas de sapadores florestais (correspondentes a 39 equipas de sapadores florestais).

António Costa | Primeiro-Ministro
«A queimada controlada é mais uma forma de fazer uma gestão eficaz do combustível mas, também, um elemento de regeneração das pastagens. Esta gestão integrada do território e das diferentes atividades rurais é muito importante para termos rendimento e condições para um melhor aproveitamento dos recursos. Devem ser desenvolvidas por técnicos certificados e é, também, uma grande missão que os bombeiros voluntários estão a desempenhar. É sempre necessário o apoio destas entidades para preparar o território para o menor risco possível. Em primeiro lugar, estamos a dar prioridade às faixas de interrupção de combustível (FIC) que permitam acessibilidade para o combate ao fogo. Em segundo lugar, a criação das faixas de gestão de combustível. Têm sido componentes essenciais. A pressão é grande porque este trabalho acumulou-se durante anos. Depois da tragédia do Verão passado queremos fazer o melhor possível para que isso não volte a repetir-se. Não podemos criar ilusões perigosas para as pessoas. Temos que ter consciência da realidade que vivemos. Temos profundas alterações climáticas que geram fenómenos meteorológicos atípicos. Uma floresta profundamente desordenada, com material combustível acumulado ao longo de anos, e dois anos de seca severa. Temos todas as condições para que haja um risco enorme. Neste momento limpamos, preparamos um dispositivo de intervenção e um sistema mais robusto de informação meteorológica. A floresta resultou de décadas e não vai ser num curto espaço de tempo que vamos alterar o que a natureza produziu. A consciência do risco é fundamental para a proteção mas é essencial para termos motivação e determinação para o que é necessário. Tenho visto um esforço enorme no terreno».
 
Orlando Alves | Presidente da Câmara de Montalegre
«Foi uma honra muito grande termos uma jornada com inúmeros elementos do Governo e autarcas de vários pontos do país. Foi mais um momento de promoção da nossa terra. Estas coisas não acontecem todos os dias. Foi uma excelente oportunidade para transmitir vários pontos fundamentais que merecem há muito tempo atenção e uma resposta do Governo. Há um novo desígnio nacional que está a suscitar a atenção de toda a gente. Por todo o lado se vê uma preocupação e a consciencialização para a importância de defesa e proteção da floresta. Hoje em Montalegre a concretização de mais uma etapa do plano do Governo. Houve, também, a oportunidade de se fazer um ensaio de fogo controlado e que queremos que seja um procedimento a ser utilizado devidamente. São medidas que têm como objetivo evitar que os desastrosos incêndios do ano passado não voltem a repetir-se».
 
João Matos Fernandes | Ministro do Ambiente
«É muito importante perceber que quando se trata de prevenção estrutural em parques naturais e áreas protegidas é diferentes do comum do território. Estamos a falar de áreas mais frágeis com valores e ecossistemas muito significativos. Estas brigadas são muito importantes. Foi isso que levou ao sucesso no Parque Nacional da Peneda-Gerês onde estiveram muito para além da época de incêndios a trabalhar nesses territórios. A partir do momento em que em menos de dois anos passamos de 120 para 195 vigilantes da natureza é muito significante. Será possível ter uma maior proximidade na gestão do território, mais contacto com as pessoas e uma maior prevenção».
 
Luís Capoulas Santos | Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural
«O Governo pretendeu simbolizar hoje, através de uma ação com algum mediatismo, o trabalho que estamos a desenvolver. Todos nós ficamos chocados com o que sucedeu no ano passado. Estamos empenhados em tentar evitar que isso possa repetir-se. Nos últimos anos os territórios foram abandonados pelas pessoas que procuraram melhores condições e isso resultou no cocktail explosivo que teve trágicas consequências. Estamos a desenvolver um plano de prevenção para minimizar os efeitos e as consequências dos incêndios. Em Boticas e Montalegre, viemos demonstrar nestas ações o imenso trabalho que está a ser feito. Ao mesmo tempo, formalizamos um conjunto de parcerias que atribuem aos municípios e associações alguns meios financeiros e responsabilidades para que este sistema seja tão eficaz quanto possível. O país mobilizou-se para esta tarefa gigantesca de prevenir os incêndios».

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