Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Provar, sentir e pontuar
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Provar, sentir e pontuar

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Economia

2019-04-11 às 06h00

Rui Miguel Graça

Os melhores do ano são conhecidos na próxima semana, mas o Correio do Minho fez parte do grupo restrito que os escolheu, num elenco que viveu nos últimos dois dias num laboratório.

A sala é branca, a temperatura está controlada. Não há cheiros. Apenas umas janelas com vista para o exterior. Ao lado está o Douro. Imponente e tranquilo. Na sua vida quotidiana. Cá dentro doze bancadas de trabalho. Uma cuspideira incorporada em cada uma delas. Um computador. Cinco copos de cada vez a chegar. Um de água residente e um pacote de bolachas de água e sal. Duas senhoras entram na sala. São uma espécie de maîtres. Fazem as trocas. Dos vinhos. Das bolachas. Vão enchendo o copo de água, sem nunca ficar vazio. Fazem tudo com uma organização exemplar. Seguem o plano à risca, as regras estabelecidas e estipuladas, numa monotonia cativante, como quem se delicia com uma linha de montagem que sorri e anuncia o que se vai seguir. Nova prova ou intervalo? É sempre assim.

A prova do segundo dia começou às 9.55 horas. O júri entrou para a sala momentos antes. Doze. Devidamente distribuídos pelos postos. Primeira prova, primeiro intervalo às 10.15 horas. Cá fora partilha-se uns snacks de histórias. Da terra e das terras. Jornalistas, elementos das Comissões Vinícolas do país, representantes dos escanções, de estabelecimentos de ensino ligados ao turismo e hotelaria, bem como outras personalidades da própria Comissão de Viticultura dos Vinhos Verdes trocam experiências de tudo e de nada. Da prova quase nada. É um trabalho individual, em formato cego, que apenas o somatório das notas dadas vai ditar todas as leis.
O Ouro, a prata e os verdes de Honra vão ser conhecidos na próxima semana. São os melhores do ano da região dos Vinhos Verdes.
Colheitas abaixo de 2018, rosados, arintos, brancos 2018, alvarinhos, tintos e aguardentes são algumas das categorias trabalhadas e provadas.

No laboratório só se ouve, praticamente o poisar dos copos. E pouco mais. Talvez, de quando em vez, uma bolacha de água e sal a partir e, claro está, quando as maîtres entram na sala. 10.24 prova, 10.31 novos copos, 10.35 final. Intervalo. 11.05 entra em acção outra categoria, 11.14 novos copos, novos vinhos, tal como sucedeu às 11.27. Foi assim até às 12.49 horas, momento em que terminou o segundo e último dia de provas.
Aspecto, aroma, sabor. Limpidez, cor. Limpidez, Intensidade e aroma. Limpidez, Intensidade, qualidade e persistência. De insuficiente até excelente. Pelo meio aceitável, bom e muito bom. Tudo somado foi provar, sentir e pontuar. Quinta-feira, no próximo dia 18, os vencedores vão ser desvendados...

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