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Braga

2019-08-18 às 10h00

Paula Maia Paula Maia

Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar contou também com participação de Sérgio Mirra, Loureiro de Barcelos, Miguel Cos-ta e Marciana que também se juntaram à acção que vai permitir apoiar o tratamento alternativo que João Filipe está a receber.

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar promoveu, durante o dia de ontem, um evento solidário para apoiar João Filipe, um menino de 12 anos com paralisia cerebral que está a recorrer a tratamentos alternativos à base de óleo de canabidiol para amenizar a sua condição e obter mais qualidade de vida.
Acometido a uma cadeira de rodas devido a uma má formação cerebral congénita, João Filipe tem passado grande parte da sua vida em internamentos hospitalares fruto das graves complicações de saúde que tem sofrido devido à sua condição, especialmente uma epilepsia refratária que dá origem a crises constantes. “São 12 anos de luta com imensos internamentos, quase sempre nos cuidados intensivos”, afirma a mãe, garantindo que o pequeno João já se submeteu a todos os tratamentos convencionais disponíveis. “Nada conseguiu controlar as crises de epilepsia”, avança Fátima Marques que deixou de trabalhar para cuidar do filho “24 sobre 24 horas”.
Há um ano foi aconselhada a procurar “medicação alternativa”. E foi com o recurso ao óleo de canabidiol, uma das substâncias da canábis, que João Filipe viu melhorar a sua saúde de forma muito significativa. “O objectivo desta medicação era reduzir o número de crises e de internamentos”, explica-nos a mãe, garantindo que há um ano, altura em que começou a tomar diariamente este óleo, que a criança não tem recorrido ao serviço de internamento.
Os pais tiveram de recorrer a uma clínica em Badajoz (Espanha) onde é seguido por um médico que recorre ao óleo de canabidiol para tratar este tipo de patologia. “Foi um avanço muito grande. No ano anterior à introdução do óleo, corremos praticamente todos os meses com o João para o internamento. A partir do momento que introduzimos esta medicação verificamos uma redução enorme no número de crises”, continua Fátima Marques, assegurando que o novo tratamento revolucionou a vida do filho. “É um novo começo. Deixou a ‘catrafada’ de medicamentos que fazia diariamente e a alimentação cetogênica. Tudo isso desapareceu. Toma três medicamentos junto ao óleo de canabidiol. É uma criança muito mais tranquila porque além de já não ter dores, também já consegue dormir durante a noite”, continua a mãe.
O único ‘senão’ é o facto da família ter de dispender mais de 300 euros por mês para a compra do óleo (três vezes ao dia) que é comprado na Holanda. Uma luta diária para esta esta mãe com outro filho e que tem no marido o único sustento da casa.
Sensibilizado pelo caso, o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar decidiu organizar um evento solidário cujas receitas servirão para custear os tratamentos de João Filipe.
Durante o dia de ontem, o bar do grupo, na freguesia de Lomar, foi o epicentro deste evento que reuniu alguns dos mais conhecidos artistas locais, nomeadamente Sérgio Mirra, Loureiro de Barcelos, Miguel Costa e Marciana.
As actuações tiveram lugar depois de um jantar solidário onde não faltaram os petiscos da região: frango assado, caldo verde, fêveras, barriguinhas, bifanas, sardinhas, papas de sarrabulho, entre outros.
O recinto foi pequeno para acolher todos os que se quiseram associar a esta causa.
Também na passada quinta-feira, feriado nacional, o grupo folclórico promoveu uma caminhada solidária cujo valor de inscrição reverteu para para esta causa. “É a primeira vez que organizámos um evento solidário. Não tínhamos a noção do trabalho quer é organizar um evento destes, mas vale a pena”, afirma Miguel Ferreira, presidente do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar, acrescentando que a solidariedade das pessoas foi “muito grande”.
O responsável da colectividade garante que esta poderá ser a primeira de outras iniciativas solidárias promovidas pelo grupo.

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