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Ricardo Rio reconhece que está a fazer “a gestão do possível”
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Ricardo Rio reconhece que está a fazer “a gestão do possível”

Braga

2019-07-21 às 07h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Contas consolidadas do Município foram aprovadas. Às críticas dos partidos da oposição, que votaram contra, o presidente da Câmara diz que faz gestão condicionada por encargos passados.

Ricardo Rio admitiu, anteontem à noite, na Assembleia Municipal, que está a fazer “a gestão do possível” na Câmara, tendo em conta que 15% do orçamento anual está afecto a encargos com o novo estádio. A declaração do edil foi feita no debate sobre o relatório de contas consolidadas de 2018 do Município, documento aprovado pela maioria PSD/CDS-PP.

Em resposta ao PS, que pela voz de Pedro Sousa, alertou para o facto de a Câmara Municipal ter gasto, em 2018, 30% do seu orçamento em fornecimentos e serviços externos, ao mesmo tempo que aumentou em 15 milhões de euros as dívidas de curto prazo, o presidente alegou que grande parte dessa fatia de custos diz respeito às rendas herdadas da parceria público-privada SGEB, que representam sete milhões de euros por ano.
PS, CDU e Bloco de Esquerda votaram contra o relatório de contas consolidadas, que abrangem a Câmara e as cinco empresas municipais, com a bloquista Alexandra Vieira a reivindicar “reforço orçamental” na habitação, transportes e ambiente e a acusar o executivo camarário de defender “a supremacia dos negócios”, gastar “fortunas na promoção” e de promover “a ganância ligada aos interesses especulativos imobiliários, associados ao turismo entre outros”.

No que diz respeito às empresas municipais Transportes Urbanos de Braga e Theatro Circo, Pedro Sousa referiu o “recurso a contas caucionadas para resolver problemas de tesouraria”, ao mesmo tempo que denunciou “atrasos a juntas de freguesia, prestadores de serviços e empresas”.
O presidente da Câmara retorquiu que “Braga pode estar orgulhosa das suas empresas municipais”, pelo “inatacável desempenho”  e voltou a lembrar as limitações decorrentes dos encargos com o novo estádio municipal, salientando os cerca de 10 milhões que terá de desembolsar ao consórcio construtor por decisão judicial.

No que diz respeito às transferências para as juntas de freguesias, informou que estão em dia os pagamentos das refeições escolares, sendo que a Câmara Municipal é credora do Estado em 400 mil euros para o mesmo fim.
Na análise às contas de 2018, o BE sinalizou, na Assembleia Municipal, “o aumento de impostos como o IMI, IUC e IMT”, defendendo este partido a descida do IMI para as famílias de mais baixos rendimentos.
João Medeiros, do CDS/PP, deu os “parabéns” a gestão das empresas municipais.

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