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Braga

2019-07-22 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Grupo folclórico bracarense promoveu, este fim-de-semana, a XI edição do Festival de Folclore que trouxe à freguesia de Vimeiro três grupos convidados de Barcelos, Aveiro e Portalegre. Um verdadeiro hino ao folclore.

Os ritmos folclóricos animaram a freguesia de Vimieiro, no passado sábado, levando centenas de aficcionados ao Campo de Jogos de Vimieiro para viver uma verdadeira ‘festa minhota’ e onde muitos fizeram questão de dar o seu ‘pézinho de dança’.
O Festival de Folclore da Associação do Grupo Folclórico de Macada de Vimieiro realizou a sua 11.ª edição, contando com a participação de outros três grupos folclóricos convidados - ‘As Lavradeiras do Vouga - Angeja - Albergaria-a-Velha’, de Aveiro, o Grupo de Danças e Cantares das Gamelinhas de Palme, de Barcelos, e do Rancho Folclórico de Elvas, de Alentejo, para além do grupo da casa - o Grupo Folclórico de Macada de Vimieiro.

Este é um festival anual, que o Grupo Folclórico de Macada de Vimeiro faz questão de levar a cabo, mostrando na sua terra as tradições que preservam de outrora, assim garante Nuno Pinto, presidente da associação, que aceitou o desafio depois de ter assumido as funções de tesoureiro durante vários anos.
“Este é já o 11.º festival e o nosso grande objectivo é, acima de tudo, divulgar a nossa cultura do folclore do Baixo Minho e trazer até cá também outros grupos, que representam outras culturas diferentes da cultura minhota”, assinalou o responsável do grupo. O Grupo Folclórico de Macada de Vimieiro é ainda “um jovem”, assinala Nuno Pinto, apontando para os 14 anos de história, mas apesar da tenra idade, o trabalho que faz é do “maior rigor”. “Tudo o que fazemos tem que ser profissional, desde o mínimo detalhe nos trajes que envergamos e que representam a região do Baixo Minho aos cantares e dançares que interpretamos”, sublinha.
O presidente mostra-se “orgulho” do trabalho que o grupo promove, destacando as suas já várias viagens realizadas à França, onde estiveram em Paris, mas também aos Açores e à Galiza.

Grupo quer criar Escola de Instrumentos

A Avenida Santa Ana foi o local de partida para o tradicional desfile etnográfico com todos os grupos participantes neste XI Festival de Folclore da Associação do Grupo Folclórico de Macada de Vimieiro em direcção ao Campo de Jogos de Vimieiro, que encheu para dançar e cantar ao som do folclore.
Aos 14 anos de actividade, a colectividade é maioritariamente constituído por jovens da terra, mas também das freguesias vizinhas como Priscos, Aveleda, Celeirós e Tebosa, e conta com uma tocata, um grupo de dançadores e um coro.
O grupo enverga os trajes da Encosta, da Ribeira, do Vale D’Este, de Sequeira e do Vale do Cávado (com a capotilha) e o seu repertório musical vai beber à tradição da ‘chula’ e do ‘malhadinho’, mas destacam-se a ‘Senhora do Sameiro’, o ‘Vira da Nossa terra’ e o ‘Rio Este’.

“O mais importante é mesmo o espírito de convívio que se gera durante os ensaios, porque brincar também é saudável, e apesar de às vezes ser difícil, vale a pena ver o resultado final e é, sem dúvida, um orgulho imenso podermos actuar para toda a gente e representar a cultura e as tradições do Baixo Minho”, sublinha o presidente do Grupo Folclórico de Macada de Vimieiro, Nuno Pinto.
“Este é um festival muito importante para nós, e, por isso, queremos agradecer, desde já, o apoio dos mais de uma centena de sócios que o nosso grupo tem, mas queremos agradecer, sobretudo, aos patrocinadores, a maior parte dos quais da nossa União de Freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro, que nos possibilitam a realização deste evento, que é também uma grande festa para a freguesia”, destacou Nuno Pinto.

O presidente do grupo destaca também o apoio financeiro que a Câmara Municipal de Braga dá ao grupo também, bem como a junta de freguesia local, que lhes cedeu uma sede com salão e salas para colocar o seu espólio.
Mas se os jovens são o garante do futuro deste grupo, os mais velhos são também o espelho do orgulho de um caminho pautado pelo sucesso. É o caso de Joaquim Freitas Costa, um dos dançarinos da colectividade, assumindo também o cargo de vice-presidente. Apesar de integrar o grupo folclórico há poucos anos, Joaquim faz desta a sua segunda casa. “Fui emigrante em França e já lá andava sempre nos ranchos porque adoro o folclore e agora é um orgulho ter regressado e fazer parte deste grupo”, diz.

Apesar da sua juventude, o Grupo Folclórico de Macada Vimieiro tem desenvolvido um trabalho notório na preservação das tradições do concelho e projectos para o futuro não lhe faltam. É disso exemplo a criação de uma uma Escola de Instrumentos que, segundo o presidente do grupo, está ainda “em laboratório”. “O objectivo é ensinar a tocar instrumentos de corda, como o cavaquinho, a viola ou a viola braguesa”, adianta ainda o dirigente, acrescentando que as aulas seriam das na sede da colectividade e com carácter total- mente gratuito.

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