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Sacos de pano reduzem pegada ecológica
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Sacos de pano reduzem pegada ecológica

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Sacos de pano reduzem pegada ecológica

Braga

2019-11-21 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Padarias e pastelarias foram desafiadas a entregar sacos de pano aos clientes habituais, para substituírem os sacos de plástico ou de papel. Os sacos de pano foram feitos por utentes de instituições particulares com recurso à reutilização de tecidos.

A Câmara Municipal de Braga e a Associação Comercial de Braga (ACB) entregaram ontem vários sacos de pano a padarias e pastelarias do centro da cidade.
A iniciativa integrou a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos e teve como finalidade evitar o uso de sacos de plástico e de papel nas compras do dia-a-dia. “Isto é uma acção de sensibilização para que as pessoas utilizem sacos de pano e que tenham esta preocupação ambiental”, referiu Altino Bessa, vereador do pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Braga.

O mesmo responsável realçou que a iniciativa tem, também, uma vertente social, já que os sacos foram feitos por utentes de várias instituições particulares de solidariedade social. “Isto foi uma ideia desenvolvida com a Íris, quando fiz uma visita e foi criada uma empresa para comercializar os sacos. Todos ganham porque estamos a reutilizar tecidos, estamos a dar valor às IPSS’s, porque é um valor de receita para essas instituições”, disse Altino Bessa.
O director-geral da ACB, Rui Marques, destacou a importância da iniciativa para a redução da pegada ambiental. “As alterações climáticas são o maior desafio que a humanidade enfrenta na actualidade. Para se vencer este desafio, vai ser necessário a actuação de todos. Este é um pequeno gesto para a mudança que se pede aos bracarenses”, explicou Rui Marques.

O director - geral da ACB destacou que a expectativa da instituição “é que se metade das famílias de Braga passarem a utilizar um saco de pano, em vez de papel ou plástico, para fazerem as compras do pão diárias, provavelmente teremos uma redução de cerca de 500 toneladas de resíduos ao fim de apenas um ano. Esta acção pode fazer a diferença.”
João Andrade da empresa ‘re.store’, encarregada pela comercialização dos sacos de pano, frisou que o projecto tem componente ambiental e social. “É dado o valor simbólico de um euro por cada saco às IPSS’s e cada saco tem uma etiqueta feita com sementes de plantas que pode ser colocada num vaso, e daqui a 20 dias nasce uma planta”, disse João Andrade.

Manuel Fonseca, gerente da Confeitaria Sto. António (Luxa), um dos estabelecimentos contemplados com os sacos de pano, referiu que a iniciativa é muito bem vinda. “Acho que é uma iniciativa interessante por parte da Câmara Municipal e da ACB. Se não se tomarem atitudes destas pelo nosso planeta não vamos a lado nenhum”.
Opinião semelhante tem Tiago Moreira, funcionário das ‘Tíbias de Braga’, outro dos estabelecimentos contemplados na iniciativa. “Nós já não usamos o plástico, e com esta iniciativa também poupamos o papel”.

Câmara municipal e ACB incentivam clientes a levar comida para casa

Além dos sacos de pano, a Câmara Municipal de Braga e a Associação Comercial de Braga (ACB) entregaram, também ontem, embalagens a um restaurante para que os clientes possam levar a comida que sobra para casa. A ideia é reduzir os resíduos produzidos na restauração. A iniciativa integrou, também, a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos. “É sensibilizando os estabelecimentos e as pessoas que protegemos o ambiente. Há muitos destes resíduos que podem ser reutilizados. As pessoas que aqui vêm almoçar podem levar a comida sobrante”, realçou Altino Bessa, vereador do pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Braga.
O director-geral da ACB, Rui Marques disse esperar que esta acção ajude “a mudar mentalidades. As coisas estão a mudar, mas ainda há o sentimento de alguma vergonha em pedir que o resto da refeição seja levado para casa. É uma acção que merece o aplauso de todos. Combater o desperdício alimentar é uma obrigação de todos.”
Rui Silva, proprietário de restaurante contemplado com as embalagens, reforçou que “os empresários têm de ter a consciência de reduzir ao máximo o desperdício e planear as doses adequadas ao consumo do cliente. Aproveitar o que sobra dá para fazer uma refeição mais tarde”.

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