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Braga, segunda-feira

Sara Rocha está na China a disputar o Campeonato do Mundo de Bola 9
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Sara Rocha está na China a disputar o Campeonato do Mundo de Bola 9

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Desporto

2018-12-04 às 06h00

Rui Serapicos

Jogadora bracarense de bilhar viajou no fim-de-semana para a China, onde vai competir com as melhores da modalidade no Campeonato do Mundo de Bola 9. Medalhada no ‘Europeu’, tem apuramento directo à segunda fase.

Sara Rocha, a jogadora bracarense de bilhar que em Julho na Holanda se sagrou, em dupla com a vianense Vânia Oliveira campeã europeia de pool bola 9 e a nível individual terminou o campeonato da Europa com a medalha de bronze, vai disputar na China o Campeonato do Mundo nesta especialidade.
A medalha de bronze conquistada em Eindhoven garante-lhe acesso directo à segunda fase do ‘Mundial’, com dispensa da fase inicial, que se disputa de 3 a 5 de Dezembro.
Assim, em Sanya, - Hainan, a ilha chinesa ao largo da costa do Vietname onde vai decorrer a competição, com prize-money de 175.000 dolares , Sara Rocha entra directamente para o quadro de 64 jogadoras que vão disputar, de 6 a 9 de Dezembro, o acesso à final. Serão organizados oito grupos de oito jogadoras, com apuramento em sistema de duplo KO, passando em cada grupo quatro ao quadro final de 32 que será jogado em sistema de eliminação directa.
A bracarense, de 37 anos, que em 2012 se sagrou em Las Vegas campeã mundial de bilhar americano, e que em 2016 já havia feito a sua primeira incursão no campeonato do mundo de bola 9, tendo terminado na 17.ª posição, assume agora por objectivo “um lugar entre as oito melhores do mundo”.
“Não é fácil, mas vou disputar um jogo de cada vez”, comenta, lembrando que já em 2016 já disputou Mundial.
“Eu quis participar, aprender e o 17.º lugar superou as minhas expectativas, mas agora, num ano em que eu fui campeã europeia por equipas e também medalha de bronze individual, tenho mais responsabilidades”, acrescenta.
A noção das dificuldades que vai encontrar na China é, segundo Sara Rocha, definida pela pela percepção de que adversárias asiáticas, como as chinesas, as japonesas ou as filipinas, que são profissionais, dedicando-se à modalidade a tempo inteiro e competindo regularmente ao mais alto nível, além de já estarem em casa, possuem de facto qualidade que justifica a sua presença notória nas posições cimeiras do ranking mundial.
“Na Europa, podemos contar sete ou oito jogadoras profissionais, mas na Ásia são muitas mais e então nas Filipinas, o bilhar é quase como para nós, na Europa, o futebol”, sublinha.
Embora começando a competir só a 6 de Dezembro, Sara viajou para no fim-de-semana, de modo a poder ter tempo de recuperar do 'jet lag' com a adequada adaptação aos horários locais.
“Vamos jogar a horas que aqui vão ser de madrugada”, realça, acrescentando que ainda um dia antes da prova haverá uma reunião para a comunicação de detalhes da competição. “A bola 9 este ano vai ficar um pouco mais abaixo”, explicou.
A jogadora bracarense revela que tem procedido a um regime de preparação específica, física e mental.
“As pessoas em geral não têm noção do esforço físico que se tem numa competição de bilhar. São muitas horas como corpo sob tensão, é cansativo”, salienta, adiantando que se o corpo não corresponder bem também a nível mental se perde rendimento. Na componente estritamente mental, Sara revela estar a fazer mais exercícios de meditação e de concentração.

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