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Ensino

2019-09-21 às 06h00

Redacção Redacção

Ministro da Ciência anunciou, na UMinho, um segundo supercomputador para Portugal “já em 2020” que ficará instalado em Famalicão.

O ministro da Ciência anunciou ontem um segundo supercomputador para Portugal “já em 2020”, que ficará instalado em Vila Nova de Famalicão, onde está o BOB, a primeira máquina do género em Portugal.
Manuel Heitor fez o anúncio durante uma intervenção em Braga, na Universidade do Minho (UMinho), na conferência ‘Create Knowledge. Foster Change: Towards a New Decade of Joint Achievements’, na qual explicou as vantagens dos supercomputadores, apontando o aproveitamento daquelas máquinas em áreas como cura e prevenção do cancro, mobilidade, sustentabilidade e previsão climáticas.
À margem da conferência, coube ao representante da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Nuno Rodrigues, explicar o processo para instalar o novo supercomputador.
“Está-se a tratar do concurso público para o funcionamento da máquina, o Deucalion. O objectivo é termos a máquina instalada e a funcionar no final de 2020”, reafirmou.

Sobre a supercomputação, Manuel Heitor, apontou o BOB como um “exemplo da supercomputação verde”, explicando que o supercomputador pode ser útil para a busca da cura do cancro, identificação precoce de tumores, previsão do clima e alterações climáticas, ondas de calor ou de frio, entre outras funcionalidades.
O BOB, nomeado assim em honra do seu criador Robert A. Peterson, da Universidade do Texas em Austin (UT Austin), está instalado na freguesia de Riba de Ave, em fase de testes e vai “abrir ao público” em Janeiro, adiantou ainda o governante.

A opção de instalar o BOB em Portugal serve ainda com “prova” da capacidade do país no uso de energias renováveis: “A supercomputação tem uma pegada ecológica muito grande, porque as máquinas têm que ser arrefecidas e por isso precisa de muita energia para o ar condicionado”, explicou Manuel Heitor.
“Portugal tem uma tradição importante na integração de energias renováveis e por isso mesmo é que este supercomputador foi instalado em Riba de Ave, num centro da REN, em colaboração com a EDP para novos sistemas e tecnologias para o que é chamado a supercomputação verde, ou seja a supercomputação alimentada a energias renováveis”, finalizou.

Investigação: ministro garante reembolso

O ministro da Ciência assegurou ontem que os atrasos nos reembolsos de despesas com investigação às universidades pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) será resolvido em Outubro, justificando a demora com o “aumento brutal” de pedidos apresentados simultaneamente. Na UMinho, à margem da conferência ‘Create Knowledge. Foster Change: Towards a New Decade of Joint Achievements’, Manuel Heitor referiu que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), responsável pelo reembolso às universidades dos gastos em investigações teve dificuldades “técnicas e humanas” para dar respostas atempadas pelo facto de “terem sido apresentadas muitas despesas ao mesmo tempo”, entre Julho e Agosto. Segundo Manuel Heitor e o representante da FCT, também presente no evento, Nuno Rodrigues, a situação vai ser regularizada “até finais de Outubro” e serão revistos os procedimentos inerentes ao processo.

Esta semana, os reitores de várias universidades explicaram que o atraso naqueles reembolsos causa constrangimentos ao funcionamento das academias: “Como é fácil de calcular, se é a universidade que está a adiantar verba para as investigações e depois essa verba, por causa do processo de verificação, demora muito a ser reembolsada e acabamos por nos ver, ao fim de algum tempo, com dificuldades de tesouraria e falta de verba”, explicou à Lusa o reitor da Universidade do Minho, também presente naquele evento.
O ministro explicou que houve “um pico da apresentação de despesas no final de Julho e em Agosto na FCT e teve que se fazer alterações ao processo de reembolso: “Agora as instituições recebem primeiro e só depois é feita a validação da despesa”, sintetizou.

Nuno Rodrigues explicou que a FCT, que funciona com dinheiro do Orçamento do Estado e de fundos europeus, vai, a partir deste ano, pagar adiantado 80% do valor reclamado e o restante será distribuído após a aprovação da despesa. “[Foi necessário] alterar procedimentos internos porque adiantar despesa é muito diferente do que validar e pagar à posteriori”, apontou o responsável.

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