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Sombra de Sá Pinto pairou mas aura de Amorim venceu

Desporto

2020-01-13 às 06h00

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

SC Braga somou o segundo triunfo consecutivo sob o comando de Rúben Amorim, com uma reviravolta na parte final. Paulinho foi o denominador comum. Guerreiros alcançam 5.º lugar.

O SC Braga teve de sofrer para conseguir o segundo triunfo consecutivo na era de Rúben Amorim. Os guerreiros dominaram todo o jogo, mas o Tondela marcou primeiro e só um bis de Paulinho permitiu os festejos.
A entrada dos guerreiros foi bastante autoritária, até porque o novo sistema táctico que Rúben Amorim vem implementando assim o permite. A construção a partir de trás com os três centrais e os laterais bem abertos, transformados em autênticos alas, cria uma espécie de teia que encobre os adversários e não lhes concede grandes oportunidades para saírem para o ataque. Pelo menos no plano teórico, porque a formação do Tondela precisou apenas de uma oportunidade no primeiro tempo para provar que o desenho táctico ainda não está totalmente afinado.

Há, contudo, um dado importante para ser juntado à equação que resultou no golo dos tondelenses que é o facto de Bruno Viana ter cometido um daqueles erros imperdoáveis que deixou na cara do golo o atacante Murillo que, no frente a frente com Matheus, atirou, com classe, para o fundo das redes.
Não estava naturalmente a criar situações de golo a equipa visitante, mas do outro lado, perigo efectivo junto da baliza de Cláudio Ramos também não era uma evidência. Ainda assim, claro domínio territorial e da posse de bola do SC Braga, que no entanto não o conseguiu reflectir no resultado no primeiro tempo.

Na segunda parte o domínio foi bem mais evidente e as perdidas de Paulinho e Ricardo Horta não auguravam nada de bom. O Tondela sentia-se confortável, apesar de se ver obrigado a juntar cada vez mais as linhas.
As tentativas do SC Braga acabaram por dar fruto à entrada para os últimos dez minutos, quando Paulinho deu o melhor seguimento a um cruzamento milimétrico de Wilson Eduardo, primeiro, e depois estava no sítio certo para emendar um cabeceamento do mesmo Wilson que embatera na trave, acabando por sobrar para os pés do avançado arsenalista. Ufa!

Rúben Amorim: “Vitória justa que fortalece grupo mas que vale os mesmos pontos”

Rúben Amorim fez ontem a primeira conferência pós-jogo no Estádio Municipal de Braga e garantiu que já esperava as dificuldades que o Tondela impôs ao SC Braga.
“Sabíamos que ia ser complicado, o Tondela é forte fora de casa. Retiraram-nos o espaço mas isso é normal. Na segunda parte eles tiveram mais dificuldade para nos tirar esse espaço. Começaram a chegar tarde ao Galeno, ao Paulinho e ao Trincão e isso facilitou. Tivemos sempre o controlo. O golo deles é uma falha nossa. É uma vitória justa, que fortalece o grupo, mas vale os mesmos três pontos do Belenenses”, assumiu.
Apesar do triunfo o técnico garante que há ainda muito trabalho pela frente.

“Há muita coisa a trabalhar. É normal a impaciência dos adeptos. Os jogadores aprendem que podem fazer o mesmo tipo de passe de maneira diferente. Qualquer jogador que não fizer isto, não joga. Têm de seguir esta ideia. Estávamos a perder 0-1 e o meu foco era mantermo-nos assim. Ganhámos e perdemos assim”, frisou, aproveitando ainda uma das questões colocadas para decifrar o trabalho que tem sido feito com Galeno.
“É uma posição que está a ser trabalhada. O Galeno tem dificuldades no jogo interior. Como estávamos a perder quis manter o Esgaio e retiramos o Murilo porque os espaços estavam todos tapados e eu quis ganhar mais no um para um. O Galeno encostado à linha é muito perigoso”, frisou, concluindo com a pressão de jogar em casa.
“Eu gosto que eles sintam isso num clube grande. Os adeptos estavam impacientes mas não é por aí e os jogadores têm de aguentar os assobios e fazer o que o treinador manda, mas sim, sentiu-se alguma instabilidade.”

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