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Braga, terça-feira

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As Nossas Escolas

2019-05-15 às 06h00

Patrícia Sousa

Instituto das Comunidades Educativas acolheu o Centurium com “toda a alegria e sentido” e quer espalhar o projecto por todo o país. É preciso criar “espaços de felicidade” onde também se aprender.

O Instituto das Comunidades Educativas (ICE) acolheu o Centurium - Torneio de Jogos Romanos de Tabuleiro com “toda a alegria e sentido”, já que vai ao encontro do trabalho realizado e valorizado por aquela entidade. Para a directora executiva, Manuela Correia, é preciso “acabar com a escola do silêncio para se ter uma escola mais participativa”. Por isso, o objectivo é espalhar o projecto Centurium por todo o país, sobretudo, por onde passaram os romanos.
Com aproximadamente mil participantes de quase 30 escolas de 25 cidades, o Altice Forum Braga vai ser o palco da final do X Torneio de Jogos Ro- manos de Tabuleiro. Esta vai ser “a maior edição de sempre” do torneio desenvolvido pelo Centurium e, por isso, a Câmara Municipal de Braga, o Museu D. Diogo de Sousa e a Escola Profissional de Braga tiveram em mãos “novas dinâmicas”. E aqui entra também o Instituto das Comunidades Educativas, parceiro deste projecto.

Neste projecto, “deram-se grandes passos, mas as pernas não são assim tão grandes”, lamentou aquela responsável, deixando o apelo ao Ministério da Educação para destacar mais professores para aquela entidade que desenvolve trabalho não formal junto das escolas, das câmaras municipais e das associações. “Precisamos de mais re- cursos humanos, já tivemos 20 professores e hoje somos apenas três”, informou Manuela Correia.
O Centurium, continuou aquela responsável, “é uma forma de trabalhar a educação e criar espaços de felicidade, onde também se aprende. Um espaço onde a aprendizagem é valorizada e as pessoas gostam de aprender”. E esta é precisamente a missão do Instituto das Comunidades Educativas. “Defendemos uma forma diferente de chamar as crianças a serem implicadas no processo de aprendizagem e se isso acontecer temos sucesso educativo de certeza. Quando partimos para a acção e as crianças se sentem fazendo parte dessa mesma acção aí teremos o sucesso educativo de cada uma das nossas crianças”, assegurou a directora executiva daquele instituto.

Professores de várias áreas curriculares continuam formação sobre Centurium

Até final deste mês, decorre a Oficina de Formação - ‘Centurium, Plataforma para a Flexibilidade Curricular’, com a duração de 50 horas, promovida através do CENFIPE – Centro de Formação do Alto Lima e Paredes de Coura, dinamizada pelo formador Paulo Morais e que está a decorrer no Agrupamento de Escolas de Arcos de Valdevez, cujo número de alunos ultrapassa os dois mil.
Segundo o mentor do projecto, Paulo Morais, esta acção de formação tem a participação de 20 professores dos diferentes ciclos do ensino básico e secundário e das diversas áreas curriculares, desde a Matemática, passando pelo Português, Inglês, Geografia; Ciências Naturais, Ciências Físico-Químicas, Filosofia, Francês, TIC, Educação Física e Educação Visual.

O principal objectivo desta acção de formação é, ainda nas palavras daquele formador que é também professor de Matemática, “explorar as potencialidades do projecto educativo Centurium como promotor de boas práticas para a promoção do sucesso escolar”. Além disso, os professores terão, durante esta acção de formação, oportunidade de conhecer novas metodologias e recriá-las a nível local, gerar seus próprios produtos pedagógicos com identidade local e traduzidos pela identidade específica dos seus alunos, de acordo com os seus interesses e motivações.
Esta acção cumpre os requisitos previstos para a implementação do projecto de autonomia e flexibilidade curricular, que visa a promoção de melhores aprendizagens indutoras do desenvolvimento de competências de nível mais elevado, assumindo a centralidade das escolas, dos seus alunos e professores, e permitindo a gestão do currículo de forma flexível.

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