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Entrevistas

2018-11-17 às 06h00

José Paulo Silva

A taxa turística é para avançar em Braga em meados do próximo ano, adianta o vereador Altino Bessa em entrevista ao Correio do Minho e Rádio Antena Minho. O responsável pela pasta do turismo regista o crescimento desta actividade, com investimento crescente em dezenas de unidades de alojamento local e cinco novos hóteis que regeneram o edificado do centro da cidade de Braga. Líder da comissão política concelhia do CDS/PP, não quer ser convidado para candidato a deputado nas eleições legislativas de 2019.

P - É líder da comissão política concelhia de Braga do CDS/PP, que tem estado ao lado do PSD e PPM na coligação que governa o Município de Braga desde 2013. Que balanço faz destes cinco anos de parceria política?
R - Vamos no primeiro ano do segundo mandato e eu prefiro mais que o balanço seja feito pela população.?O trabalho do primeiro mandato foi validado. A coligação saiu reforçada das últimas eleições autárquicas em número de votos e em número de eleitos na vereação, na Assembleia Municipal e nas juntas de freguesia. A avaliação popular é sempre a mais importante. Braga, nestes últimos cinco anos, mudou muito a sua imagem no exterior. Hoje, Braga é mais aberta ao mundo, é mais atractiva, tem um nível de desemprego muito inferior ao que era no passado, o crescimento em Braga é muito significativo. Basta ver os números do Turismo: o ano passado atingimos as 500 mil dormidas e os proveitos da hotelaria subiram de 13 milhões de euros em 2015 para 17 milhões em 2017. A previsão para este ano é de cerca de 20 milhões. O número de espaços comerciais, de restauração e de hotelaria cresceram significativamente. Para além da criação de riqueza, tudo isto tem um impacto grande na reabilitação urbana. O Turismo é hoje o grande motor da reabilitação urbana da cidade de Braga.

P -?Já vamos ao?Turismo, mas deixe voltar atrás, ao relacionamento dentro da coligação ‘Juntos por Braga’. Tem sido uma relação sem atritos?
R - Onde há duas pessoas, há probabilidade existir conflito.?As opiniões podem ou não convergir num ou noutro ponto, mas nunca no essencial. Nas grandes metas e nas grandes actuações do executivo municipal liderado por Ricardo Rio, temos sido coincidentes. Tivemos a reabilitação do Parque de Exposições de Braga, hoje Altice Forum; tivemos a reabilitação de escolas; hoje temos um parque desportivo da Rodovia que é, seguramente, um dos melhores do país; com algumas condicionantes, estamos a reabilitar o Mercado Municipal. Isto são marcas que ficam para a cidade.

P - A questão dos brindes oferecidos a jovens do CDS/PP, que levou o presidente da Câmara Municipal a ter um discurso muito contrário ao seu, não criou uma situação de menor entendimento?
R - Não. O que interessa é o projecto que temos para a cidade, liderado por Ricardo Rio. Tem havido sempre lealdade e coesão dentro do executivo municipal. Poderá ter havido uma pequena discordância relativamente à questão dos brindes, que convém desvalorizar, porque nunca negámos pequenos brindes a nenhuma entidade. Foram atribuídos a uma juventude partidária, como foram a uma infinidade de entidades que os solicitam para determinado tipo de eventos.

P -?Mas houve necessidade de o presidente da Câmara Municipal vir a público dar um ‘puxão de orelhas’.
R - O presidente é questionado pelo ‘Correio da Manhã e pode ter a sua opinião.?Não vejo mal nenhum nisso. Não foram lesados os interesses do Município.?O que eu acho é que não deveremos entrar em determinado tipo de derivas que colocam limites às juventudes partidárias.

P - Na passagem do primeiro para o segundo mandato ficou também com a pasta do Turismo. O CDS/PP está bem representado no executivo municipal, atendendo ao seu peso político e sociológico?
R - Acho que há equilíbrio na repartição de funções dentro do executivo municipal. Estou satisfeito com os pelouros que tenho. O CDS/PP tem também uma vereadora com os pelouros da Cultura e Educação, que são importantes.

P - Vêm aí as eleições legislativas.?Vai ser convidado para a lista de candidatos a deputados do CDS/PP?
R - Em 2015, sai em ruptura com o líder do partido em relação a essa questão.

P -?Não fez campanha eleitoral.
R - Não fiz e não me arrependo. O que me levou a essa divergência teve a ver com a possibilidade de as estruturas locais terem uma palavra a dizer na escolha dos candidatos.?Quando fui defender essa posição, que era ingrata - porque a pessoa que estava em causa era eu -, defendi a vontade da Assembleia Distrital de Braga. O que eu defendo é que as estruturas devem ter uma palavra a dizer na escolha dos deputados, porque há um distanciamento grande entre os eleitos e os eleitores. E há deputados, em todos os partidos, que são eleitos em determinados círculos, nomedamente no de Braga e que, em quatro anos, praticamente não põem cá os pés. Não tenho nenhuma intenção de ser candidato nas próximas eleições.

P - Mas se surgir o convite?
R - Não quero ser convidado para as listas das próximas legislativas, não deixarei é de fazer a minha avaliação sobre as escolhas do partido. Se não concordar, farei aquilo que fiz em 2015: não faço campanha. O CDS/PP tem oportunidade de fazer diferente.

P - Na área ambiental, actualmente muito sensível, ficou muito por fazer no seu primeiro mandato?
R - Alguém me disse que a palavra ambiente se pronunciou mais vezes em Braga nos últimos cinco anos do que nos 37 anos anteriores. Nós colocámos o Ambiente como um tema do dia a dia. Temos hoje um rio Este renaturalizado. As pessoas podem apresentar queixas relativamente a descargas que acontececem, mas se quisermos comparar com aquelas que existiam no passado...

P -O vereador do Ambiente é hoje mais escrutinado do que o era no passado?
R - Sim, claramente. Os temas ambientais estão mais na actualidade, as pessoas estão mais atentas, o que leva a que o vereador seja mais escrutinado. Eu também me exponho mais, não me meto numa caixinha.

P - Recentemente, houve uma nova descarga no rio Este. Estão detectados os prevaricadores?
R - A última descarga que houve teve origem numa movimentação de terras, sem impacto ao nível da poluição. Há meses houve uma com grande impacto, causada por mão humana com o entupimento de uma conduta com sacos de areia. Nós não somos polícia, aquilo que fizemos foi informar o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) que foi ao local e identificou algumas pessoas. A Câmara Municipal apresentou uma queixa contra incertos ao Ministério Público.

P - Em termos gerais, há um melhor controlo por parte do Município das descargas, muitas delas através da rede de águas pluviais?
R - Há um emaranhado de centenas de quilómetros de condutas debaixo da cidade, há milhares e milhares de sarjetas. Qualquer coisa que possa deitar aí só tem um sítio onde ir parar: o rio Este. Nessas condutas, a detecção das descargas é praticamente impossível. Os cidadãos também devem assumir as suas responsabilidades. Muitas pessoas não sabem que muitas águas de cozinhas estão ligadas às redes de águas pluviais, porque há 20 anos não era obrigatório que estivessem ligadas às águas residuais. Quantas casas há com mais de 20 anos em Braga? Quantas máquinas de lavar roupa têm um tubinho ligado aos caleiros das águas pluviais? Nós não podemos entrar na casa das pessoas e fazer essas correcções. A responsabilidade individual é importante nestas questões.

P - Passemos do rio Este para a praia fluvial de Merelim S. Paio. Tem sido difícil manter a sua classificação.
R - Conseguimos classificá- la como praia de banhos até 2017. Fruto de algumas análises menos boas, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) decidiu interditá-la em 2018. O que se detectou em Amares e Vila Verde, por responsabilidade da empresa ‘Águas do Norte’, foram ligações que não estavam feitas, só o foram em Setembro do ano passado. Quando a praia foi interditada, nós tínhamos análises que provavam que a qualidade da água tinha melhorado significativamente e pedimos o levantamento da interdição. A APA não cedeu à contestação da Câmara e da Junta de Freguesia. As nossas análises mostram que, em 2018, a praia tinha qualidade para ser utilizada para banhos.
Já que se fala do rio Cávado, dizer que os bracarenses estavam de costas voltadas para o rio Cávado. Convém lembrar que Braga tem cerca de 18 quilómetros de margem do rio Cávado. Nós queremos criar uma rede de praias. Vamos fazer um investimento de 400 mil euros na infraestrutura da praia de Palmeira. Ao nível da infraestrutura, será a melhor praia da margem do Cávado. Fizemos um investimento de 70 mil euros na praia de Merelim e temos um projecto de requalificação do parque de merendas. Temos investido também no parque de merendas de Padim da Graça. Hoje, o rio Cávado é usufruído pela população bracarense, que vê nas suas praias uma oportunidade para uma parte das suas férias. Estou convencido que aparecerão investimentos turísticos na margem do rio Cávado.

P - Há projectos?
R -Algumas empresas já nos abordaram no sentido de fazerem investimentos hoteleiros. Há demonstração de interesse, por exemplo, num parque de campismo junto à margem do rio Cávado.

P - Uma ecovia ajudaria a aproximar a população do rio Cávado?
R - Ajudaria.

P - É um projecto que está muito atrasado.
R - Gostaria de o ver concretizado. Estamos a falar de 56 quilómetros a ligar Esposende a Terras de Bouro.

P - Em Braga, o que é que está a impedira ecovia?
R - É um projecto intermunicipal. Em Braga há impedimentos como há noutros municípios. Reparem que só Esposende tem algumas coisas realizadas, mas tem também a Rede Natura e financiamento do Programa Polis. Nós não estamos abrangidos por esse tipo de financiamento. A ecovia do Cávado só será uma realidade com financiamento externo. Os municípios só podem fazer pequenos troços. Temos de aguardar que apareçam financiamentos no novo quadro comunitário de apoio 2030.

P - O alargamento da Quinta da Pedagógica de Braga é um investimento que tem sido apresentado como prioridade.
R - É algo que nós queremos. Está identificado o terreno e estamos a desenvolver o projecto.?Está no nosso plano de actividade e orçamento começar a fazer algum investimento na Quinta Pedagógica, como foi feito no Parque de Campismo.

P - Um dos seus empenhos tem sido o Monte Picoto.?Acha que este espaço já está apropriado pela população de Braga?
R - Diria que ainda há algum distanciamento. É essa barreira que queremos quebrar. Apresentámos uma candidatura ao Fundo Ambiental. Entre 40 candidaturas, ficámos em primeiro lugar com o nosso projecto. Em 2013 disse que queria o maior parquer urbano de floresta autóctone de Portugal...

P - Muita gente não o levou a sério.
R - Mas é esse o objectivo, dentro da nossa estratégia de adaptação às alterações climáticas. Temos vindo a plantar no Picoto milhares de árvores pequenas, que não têm o impacto das que plantámos agora com o financiamento de 165 mil euros do Fundo Ambiental, mas 30 mil euros que a Câmara Municipal de Braga vai colocar também no projecto. Estamos a plantar duas mil árvores já com um porte significativo, que terão um impacto muito maior no território.?No Picoto temos também o ‘Parque Aventura’, uma ideia que eu também sempre defendi. Se todas as licenças forem obtidas, haverá uma pré-abertura em Dezembro, na época de Natal. O Monte Picoto será, cada vez mais, um espaço de usufruto da população. As pessoas, em vez de subirem o Escadório do Bom Jesus, podem começar a ir visitar o Picoto.

P - Há a questão da segurança.
R - O último problema de segurança aconteceu há quatro, cinco anos.

P - Quanto tempo demorará a crescer a floresta autóctone do Picoto?
R - São espécies de crescimento lento. Os eucaliptos e acácias são para sair. No prazo de cinco anos, o aspecto do Picoto já será muito diferente.

P - Nas redes sociais tem sido muito criticado pelo abate de árvores...
R - Acho que é injusto.?Para nós, é prioridade é a segurança de pessoas e bens. As pessoas que fazem essas críticas são sempre as mesmas, curiosamente. As árvores retiradas com a reorganização de toda a publicidade da cidade foram 12.

P -?Quantas ‘plantou’ no seu mandato?
R -?Não faço ideia. Plantámos milhares e milhares. Temos dado milhares de árvores às juntas de freguesia.

P -?Há cada vez mais pessoas a ter animais de estimação e cada vez mais animais abandonados. A Câmara Municipal de Braga tem trabalho feito nesta área?
R - A Câmara Municipal, ao nível das políticas de saúde animal, é um exemplo a nível nacional. Pedimos meças a qualquer Município. Temos uma viatura de socorro a animais acidentados, disponível 24 horas por dia; temos 16 bombeiros com formação específica nesta área; implementámos um programa de captura e esteri- lização de gatos de rua; temos o cheque veterinário e apoios a famílias carenciadas para esterilização de animais; fizemos um manual de tratamento de animais; aumentámos a capacidade do canil/gatil, que é gerido pela empresa municipal Agere; temos cinco parques caninos na cidade de Braga.

P -?Um canil/gatil intermunicipal é um projecto viável?
R - Eventualmente, fará sentido. Teria de se encontrar uma parceria entre os municípios e financiamento.?Sabemos que os municípios não têm todos a mesma dimensão e que a pressão sobre estas questões é maior em meios urbanos como Braga.

P - Disse atrás que o Turismo tem sido responsável por muita reabilitação urbana no centro de Braga. Com muito contributo do alojamento local?
R - Em 2013, tínhamos três alojamentos locais. Só este ano, até Setembro, registámos 121. No total, temos 278 alojamentos locais e mais de 800 quartos disponíveis, o que dá mais de 1700 camas. Com as mais de 3100 camas da hotelaria tradicional, Braga tem cerca de 4800 camas, o que já é uma capacidade bastante interessante. Braga tem mais camas disponíveis do que o Douro todo e nunca se investiu na promoção de Braga e do Minho como se investiu no Douro. Temos capacidade de resposta e temos cinco projectos para novos hotéis, o que significa que há confiança dos investidores.

P - O crescimento do alojamento local é sustentável, na sua opinião?
R - Como tudo na vida, haverá algum alojamento local que não irá vingar.

P - O Turismo poder ser flutuante em termos de procura. Não se está a apostar em demasia neste sector?
R - Quem arrisca são os empresários. Se uma cadeia como a ‘Vila Galé’ decide apostar em Braga com uma reabilitação fantástica do antigo Hospital, a Câmara não se vai opor. Estou em crer que esses e outros projectos são pensados do ponto de vista económico e da sua sustentabilidade. Temos um plano ambicioso de divulgação e afirmação da cidade. No nosso orçamento de 2018 temos 50 mil euros para promoção turística, em 2019 vamos ter 250 mil euros.

P - Para essa promoção, vai precisar da taxa turística já em 2019?
R - Vamos avançar com a taxa turística que tem também esse fim. Cumpre à Câmara Municipal fazer a divulgação da cidade.?É isso que fazemos quando vamos a feiras de turismo como as de Varsóvia, Barcelona ou Paris, onde estivemos pela primeira vez com espaço próprio.

P -?Essa promoção mais personalizada tem a ver com uma menor atenção que diz existir por parte da Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal em relação a Braga?
R - Não. Braga atinge determinada dimensão que não pode estar à espera de outras entidades para se afirmar. Pela primeira vez, levámos operadores para fazer negócios.

P -?Já estão definidos o calendário de implementação e o valor da taxa turística?
R - Há muitos procedimentos até chegar ao dia de implementação da taxa.

P - Não será em Janeiro?
R - De todo. Lá para meados de 2019. Temos de ter algumas cautelas, porque temos um Turismo que ainda é sazonal. Por isso, a taxa não será cobrada em Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro.?Para além disso, só vamos cobrar a maiores de 16 anos e apenas até quatro noites. Queremos também uma moratória para todos os negócios fechados até 31 de Dezembro. 2019 será o ano zero para a taxa turística.

P - Tem-se falado do valor de um euro por noite.
R - Iremos propôr 1,5 euros por noite.

P - Há reconhecimento da zonalidade da ocupação hoteleira?
R - É uma preocupação. A taxa média de ocupação hoteleira em Braga rondava 37% em 2015, 43 % em 2016 e 50 % em 2017. A previsão para 2018 é que ultrassará os 55 %.

P -Tem a intenção de fazer um festival de gastronomia em Braga?
R - A gastronomia é uma grande aposta.?Vamos ver se é possível encontrar os parceiros. Também queremos fazer uma Gala de Turismo para valorizar os nossos empresários. Esta será a forma de valorizar esta actividade, tal como fizemos com a Feira das Viagens e um primeiro Fórum de Turismo, que vamos repetir no próximo ano.

P - E o ‘Vinho Verde Fest’?
R - Em 2019, vai ter um incremento significativo, porque vamos associá-lo ao encontro dos municípios do Eixo Atlântico.

P -?Com o Altice Forum Braga, quais são as perspectivas de crescimento do turismo de negócio a curto e médio prazo?
R - Basta olhar para o orçamento de cerca de dois milhões de euros para 2019.?Há um potencial de negócio que é expectável, uma parte dele já garantido com a ocupação da grande nave, do grande auditório e de outros espaços. Já há uma taxa de ocupação muito significativa para 2019. Haverá muito turismo de negócios associado a congressos, mas temos de ter uma hotelaria e uma restauração capaz de dar resposta a esta procura.

P - Braga não poderá estar a necessitar de mais oferta de hotéis de cinco estrelas?
R - Julgo que será o passo seguinte. Há hotéis com condições para essa classificação, mas, por uma questão de estratégia de negócios, não quiseram seguir por aí.?Admito que, de futuro, queiram ter esse factor diferenciador.

P - A Loja de Turismo na estação de comboios vai avançar, finalmente?
R - A ideia é que arranque em 2019. Era para avançar mais cedo, mas tentei convencer a Comunidade Intermunicipal do Cávado que aquela pode ser uma porta de entrada a usar por vários municípios. No âmbito do PROVER - Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos, apresentámos uma candidatura de 120 mil euros que, em princípio será aprovada.?Vamos ter uma Loja de Turismo para os municípios do Cávado.

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