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Uma em cada dez crianças expostas a fumo de tabaco em casa e no carro
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Uma em cada dez crianças expostas a fumo de tabaco em casa e no carro

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Uma em cada dez crianças expostas a fumo de tabaco em casa e no carro

Braga

2019-11-18 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Proibição de fumar em carros que transportem crianças foi proposta no Dia do Não Fumador. Equipa da Universidade do Minho estudou exposição de crianças ao fumo ambiental do tabaco.

O estudo de uma equipa de investigadores da Universidade do Minho concluiu que 14,4% por cento das crianças portuguesas estão expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa. A investigação ‘Prevalência de crianças portuguesas expostas ao fumo do tabaco em casa e no carro’, coordenada por José Precioso, do Instituto de Educação da Universidade do Minho, assinala também 10,1% de crianças com exposição a fumo de tabaco nos carros.
“A exposição das crianças ao fumo ambiental do tabaco tem diminuído em Portugal. Ainda assim, o consumo de tabaco dos pais e um baixo nível de escolaridade são factores de risco para a exposição das crianças em casa”, destacam os autores do estudo recentemente publicado na Acta Médica, revista científica da Ordem dos Médicos, onde defendem a proibição de fumar no carro.
Ontem, Dia do Não Fumador, José Precioso voltou a propor a proibição de fumar nos automóveis com crianças a bordo, um passo que contribuiria “para a desormalização do consumo de tabaco.”

“As leis exigem que os carros disponham de dispositivos de segurança para as crianças se sentarem, por razões de saúde e segurança. Por motivos semelhantes, deve ser proibido fumar no carro, para proteger as crianças dos efeitos negativos na saúde resultantes da exposição ao fumo passivo em veículos”, entende o investigador do Instituto da Educação, segundo o qual “a proibição de fumar no carro seria semelhante a outras restrições sobre os comportamentos dos condutores que são necessários para a saúde pública e a segurança, tais como a proibição de conduzir sob o efeito de álcool e drogas, ou a proibição do uso do telemóvel.”
José Precioso alertou que o fumo passivo “é composto por substâncias cancerígenas e tóxicas” que prejudicam a saúde das crianças e que “o Governo tem a obrigação e a responsabilidade de assegurar que as crianças estão em ambientes seguros e saudáveis.”

O estudo sobre a prevalência de crianças expostas ao fumo ambiental do tabaco em casa e no carro contou uma amostra representativa de 2 396 crianças dos 0 aos 9 anos de idade.
A investigação foi financiada pela Direcção Geral de Saúde.
José Precioso é o mentor do programa ‘Domicílios 100% Livres de Fumo’, através do qual, com uma abordagem teórica dobre os efeitos do fumo passivo e activo, a elaboração de dísticos preventivos para colocar em casa, a distribuição de desdobráveis sobre as consequências do fumo passivo aos pais e o envolvendo de crianças em acções de persuasão, se pretende convencer os pais a não fumar em casa e no carro.
Salientando que ‘Domicílios 100% Livres de Fumo’ implica “custos simbólicos”, José Precioso, em declarações ao Correio do Minho, instou as câmaras municipais “a assumirem o programa”, organizando e coordenando a sua aplicação nas escolas.

José Precioso, desafiou as câmaras municipais a adoptarem o programa ‘Domicílios 100% Livres de Fumo’, lançado em 2008 com o objectivo de promover o abandono do consumo de tabaco no interior das casas e dos carros.
O investigador constata que apenas a região dos Açores adoptou ‘Domicílios 100% Sem Fumo de forma sistemática. Salientando que o programa implica “custos simbólicos”, José Precioso instou as câmaras municipais a organizarem e a coordenarem a sua aplicação nas escolas.

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